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A verdadeira estória de Sally Can Dance (and the kids)

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  –  Um conto de Caio Fernando Abreu  –

 

EPIGRAPHE:
“Os discos voadores (OVNIs) existem e são pilotados por seres procedentes de outros pla­netas, esta a conclusão a que chegou o gover­no dos EUA, o qual lançará uma campanha com a finalidade de preparar o mundo para aceitar os visitantes extraterrestres.” (From Almanaque do Correio do Povo 1975, p. 21)

 

INTRODUCTION TO HELL

La madrecita empezó a hablar machucado, q nem se podia sequer tentar conversar naquele hogar, q estavam todos locos, no começo Sally até deu força, pêro la ma­drecita empezó a hablar cada vez más machucado y con más frecuencia, então Sally deu um pontapé no cuzco (era un perrito de estimação, peruano autêntico) q costuma­va se roçar en sus legs y gritou q cachorro tinha q ser tra­tado na porrada, senão vira bicha, sacou, madrecita? La madrecita dijo q não entendia cockney y q cada vez fica­va más difícil, y diga-se a favor de Sally q nessa época ela tentou de muitos ways, cuando la barra pesava mucho apanhava o café ou o prato de comida (as peleias eram always na hora das refeições) y subia para su habitación, donde se quedava ouvindo Bob Dylan (sobretudo “Hurrycane” y fumando horrores, hasta q la madrecita rides again: q Sally estava mui magra, q essa mania de não comer car­ne, não q eu tenha nada contra, pêro mira: yo comi car­ne más de cinquenta anos y aqui estoy guapa.

Sally encarava dura a violência carnívora da madreci­ta emputecida, mas preferia always não ser agressiva, mas dizer o q pensava realmente com maiúsculas (era tão pre­tensioso pensar q pudesse um day dizer realmente tudo q pensava com maiúsculas) — enfim, Sally calava. Só q nos últimos tempos, vinha observando sem tomar nenhuma decisão about that, mas nos últimos tiempos vinha calan­do demás.

One day Sally enlouqueceu y sem querer falou para her brother-sister q era apenas una sombra y the brother-sister of Sally foi correndo contar todo para la madrecita y una hermosa mañana when Sally was posta em repouso entre sus almohadas indianas ouvindo justamente “Here comes the sun” (little darling), inequívoco sinal de su baja voltagem moral necessitada de brilhos ou something up cuando la madre adentro abruptamente en su habitación y con la fala mazia mazia y una tisana de bergamoteira q Sally até curtiu because tinha lido q bergamoteira bajava a pressão botava down-down y cuando estava in the better of the party traduzindo para la madrecita la segunda parte da letra de “Eleanor Rigby” eis senão q dois homens (zarrões) puseram la puerta abajo enfiaram Sally numa T-shirt de fuerza y carregaram-na para una clínica psiquiátrica es decir para un hospício já que Sally não trabalhava y portanto não descontava inps além disso era maior de idade y su madre una pobre viúva ai ai coitada de mim ai de mim ai de mim no hospício após una terapiazita rápida à base de eletrochoques neozine artani & insulina,
Sally finalmente retornou aos braços da sociedade q a ge­rara inteiramente recuperada y hoy es un elemento útil à coletividade trabajando oito horas por dia no bnh don­de já conseguiu financiamento para una quitinete y pro­vendo satisfatoriamente segundo relatório da assistente social las modestas necessidades de su perra madrecita.

THE END (exit)
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Caio Fernando Abreu, escritor brasileiro (1948-1996). 


Natureza morta

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  –  Um poema de Pagu  –

Retrato de Pagu, feito por Cândido Portinari em 1933

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os livros são dorsos de estantes distantes quebradas.
Estou dependurada na parede feita um quadro.
Ninguém me segurou pelos cabelos.
Puseram um prego em meu coração para que eu não me mova
Espetaram, hein? a ave na parede
Mas conservaram os meus olhos
É verdade que eles estão parados.
Como os meus dedos, na mesma frase.
Espicharam-se em coágulos azuis.
Que monótono o mar!

Os meus pés não dão mais um passo.
O meu sangue chorando
As crianças gritando,
Os homens morrendo
O tempo andando
As luzes fulgindo,
As casas subindo,
O dinheiro circulando,
O dinheiro caindo.
Os namorados passando, passeando,
O lixo aumentando,
Que monótono o mar!

Procurei acender de novo o cigarro.
Por que o poeta não morre?
Por que o coração engorda?
Por que as crianças crescem?
Por que este mar idiota não cobre o telhado das casas?
Por que existem telhados e avenidas?
Por que se escrevem cartas e existe o jornal?
Que monótono o mar!

Estou espichada na tela como um monte de frutas apodrecendo.
Si eu ainda tivesse unhas
Enterraria os meus dedos nesse espaço branco
Vertem os meus olhos uma fumaça salgada
Este mar, este mar não escorre por minhas faces.
Estou com tanto frio, e não tenho ninguém …
Nem a presença dos corvos.
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Patrícia Galvão, militante política, jornalista, escritora brasileira (1910-1962). “Natureza Morta”, um dos poemas mais importantes de Pagu, foi editado no jornal Diário de São Paulo, em agosto de 1948, com o pseudônimo de Solange Sohl.


Patrícia Galvão, a Pagu

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  –  Há 55 anos, em dezembro de 1962, morria a escritora Pagu, militante comunista e integrante do movimento modernista brasileiro  –

 

“Nothing
Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada (…)”
(Trecho de “Nothing”, de Patrícia Rehder Galvão, publicado n’A Tribuna, Santos/SP, em 1962)

 

Patrícia Rehder Galvão teve sua trajetória marcada por um sentimento pulsante de mudar o mundo e não seguia os padrões esperados para as mulheres da época. Ela foi militante política, escritora, jornalista, desenhista, diretora de teatro, poeta, feminista e um dos grandes nomes do movimento modernista no Brasil.

Conhecida pelo pseudônimo de Pagu viveu entre 1910-1962. Nascida em uma família burguesa na cidade de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, a escritora mudou-se aos dois anos de idade para a capital paulista. Morou na Liberdade, Brás, Aclimação, Bela Vista e em uma chácara no então município de Santo Amaro.

O apelido Pagu surgiu com o poeta Raul Bopp, segundo seu biógrafo Augusto de Campos. À época, o escritor sugeriu que ela usasse um nome literário com as primeiras sílabas de seu nome e sobrenome. Mas houve um engano, pois ele pensou que o nome dela fosse Patrícia Goulart. Já era tarde: Bopp escreveu um poema, intitulado “O coco de Pagu”, e o pseudônimo virou sua assinatura para toda a vida.

 

 

Militância

Aos 15 anos, a poeta estudava para ser professora na Escola Normal do Brás e colaborava com um jornal de bairro de São Paulo, assinando como Patty.

Algum tempo depois, se aproximou do grupo de intelectuais paulistanos que estava à frente do movimento modernista brasileiro. Com 19 anos, conheceu Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, que eram casados, e foi apresentada por eles ao movimento antropofágico.

Oswald separou-se de Tarsila em 1930, mesmo ano em que casou-se com Pagu, que estava grávida de seu primeiro filho, Rudá de Andrade. Poucos meses após o parto, a escritora viajou para Montevidéu, no Uruguai, onde conheceu o líder comunista Luís Carlos Prestes e teve contato com os ideais marxistas.

Prisão da comunista Pagu, em 1931. (Acervo do arquivo Edgard-Leuenroth Unicamp)

No Brasil, Patrícia Galvão e Oswald de Andrade se filiaram ao Partido Comunista (PCB), fato que marca o início de uma intensa luta. A ligação com o partido durou sete anos no total. O casal de escritores fundou, em 1931, o jornal de esquerda “O Homem do Povo”.

Durante uma greve dos estivadores em Santos (SP), em 15 de abril de 1931, a paulista acabou sendo detida como militante comunista. Ela foi a primeira mulher presa política da história do Brasil. Quando solta, o partido a fez assinar um documento em que se declarava uma “agitadora individual, sensacionalista e inexperiente”.

A luta de Pagu contra a ditadura de Getúlio Vargas foi marcada por prisões e torturas. “Ela sempre sonhou entregar-se totalmente, sem limites, até a aniquilação, ao amor, a uma causa, à vida e até à própria morte”, afirmou a professora Lúcia Maria Teixeira Furlani, autora de “Pagu – Livre na Imaginação, no Espaço e no Tempo” (Editora Unisanta, 5ª edição, 1999).

 

Pagu escritora

Patrícia Galvão, além de militante política, teve uma grande importância na literatura, no jornalismo e na cultura de modo geral.

Seu primeiro romance, “Parque Industrial”, foi publicado em 1933, mas teve que assiná-lo com o pseudônimo de Mara Lobo por exigência do Partido Comunista. Ninguém havia feito literatura nesse gênero até então. A obra narra a vida das operárias da cidade de Sao Paulo e é considerada um dos principais pontos da trajetória da militante.

Como jornalista, Pagu foi corresponde em vários jornais e visitou os Estados Unidos, o Japão, a China e a União Soviética. Em “Verdade e Liberdade”, evidenciou sua decepção com o comunismo. A poeta também filiou-se ao Partido Comunista da França, onde fez cursos na Sorbonne, em Paris, e foi detida como militante estrangeira, em 1935.

No mesmo período, Patrícia e Oswald se separaram e ela começou a trabalhar no jornal “A Plateia”. Durante a revolta comunista de 1935, foi presa e torturada mais uma vez.

Dentro da prisão, escreveu em 1939 o romance “Microcosmo”, cuja primeira parte enterrou em um terreno baldio em São Paulo para proteger da polícia, mas nunca mais a encontrou. Ao sair da cadeia, em 1940, decidiu romper com o partido.

No ano em que foi solta, a escritora casou-se com o jornalista Geraldo Ferraz, com quem teve seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz, nascido em 1941. Trabalhou, ainda, nos jornais cariocas “A Manhã” e “O Jornal”, e nos paulistanos “A Noite” e “Diário de São Paulo”. Sob o pseudônimo de King Shelter, escreveu contos de suspense para a revista “Detetive”, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues.

 

Legado

“Ela foi jornalista, crítica de letras, artes, televisão e teatro, poeta-desenhista, romancista, incentivadora cultural, mulher precursora e revolucionária. Soube também ser dissidente política, quando rompe com o Partido Comunista e volta a ser apenas Patrícia, defendendo um socialismo libertário, pacífico, democrático e espiritualista”, ressaltou a pesquisadora Lúcia Maria.

Em 1954, Pagu se mudou para Santos (SP), onde atuou como crítica literária, teatral e de televisão no jornal “A Tribuna”. Na cidade, liderou a campanha para a construção do Teatro Municipal, além de fundar a Associação dos Jornalistas Profissionais e a “União do Teatro Amador de Santos”.

A escritora voltou para Paris em setembro de 1962 para ser operada em decorrência de um câncer, mas a cirurgia não obteve sucesso e ela tentou suicídio. Já muito doente, viveu até dezembro do mesmo ano. Seu último texto, o poema “Nothing” – que abre este perfil –, foi publicado em “A Tribuna” na véspera de sua morte.

A força e importância de Pagu foram eternizadas em em uma música que recebe o seu nome, interpretada por Rita Lee e Zélia Duncan. “Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito não é de silicone / Sou mais macho que muito homem / Sou rainha do meu tanque / Sou Pagu indignada no palanque…”, diz o refrão da canção.
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Reproduzido de Catraca Livre, com informações do Sesc e UOL


Linhas e diretrizes

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  –  Conferência define prioridades para a cultura. Cerca de 200 agentes culturais e gestores participaram do encontro  –

 

 

Grupos-de-discussão-abordaram-eixos-temáticos (Fotos: M. Labanca)

Em dois dias de debates e avaliações, a 4ª Conferência Municipal de Cultura aprovou as principais demandas da comunidade para o setor. O encontro aconteceu sexta-feira e sábado (08 e 09), na Fundação Cultural, envolvendo agentes culturais, artistas, gestores públicos e representantes de organizações culturais.

Reunindo cerca de 200 pessoas nos dois dias, a sessão plenária definiu 15 propostas prioritárias e dezenas de proposições gerais, a serem executadas pelo Poder Público, por meio de gestão compartilhada com a sociedade civil. Os participantes da conferência também elegeram 23 organizações culturais para compor o CMPC (Conselho Municipal de Políticas Culturais).

José Luiz Pereira: “sociedade civil foi protagonista”

De acordo com o presidente do Conselho de Cultura, José Luiz Pereira, a quarta edição da conferência consolida o encontro como instância de participação direta da população na definição dos rumos das políticas culturais no município. O Conselho de Cultura recebeu moção de aplauso pela organização da conferência.

“Foram dois dias de muita participação e intenso diálogo pela arte e a cultura de nossa cidade”, frisa José Luiz Pereira. “A conferência ser realizada pelo conselho é uma conquista e ao mesmo tempo representa um simbolismo grande por mostrar que a sociedade civil é protagonista e assumiu seu lugar na gestão compartilhada da cultura”, afirma.

Propostas

As 15 propostas prioritárias abrangem o fortalecimento da gestão, concurso público para a Fundação Cultural, recursos para o fomento de projetos, democratização da cultura e aumento do orçamento do fundo de cultura. As prioridades incluem a criação de uma rede de agentes culturais, ampliação e reforma dos espaços culturais e políticas específicas para a comunidade LGBT, mulheres, negros, jovens, indígenas, ciganos, quilombolas.

Respeito às diferenças

Entre as 8 moções aprovadas na 4ª Conferência de Cultura está a que repudia as agressões cometidas contra cidadãos em frente à Câmara de Vereadores, durante audiência sobre “Escola sem Partido” e “ideologia de gênero”. Os participantes ainda aprovaram moção de repúdio à atitude de Rosalvo Souza, comerciante da Vila “C” que lançou veneno contra adolescentes participantes de oficina cultural no bairro.

Organizações da sociedade civil eleitas para o Conselho de Cultura

Afoxé Ogún Funmilaiyó
APP-Sindicato/Foz
Associação Cia. Vida é Sonho
Associação Cultural e Artística Catedral
Associação Fraternidade Aliança
Associação Um Chute para o Futuro
CAIA
Casa da América Latina
Casa do Teatro
Centro Comunitário da Vila C
Centro de Cultura Popular de Foz do Iguaçu
Centro de Direitos Humanos e Memória Popular
Cidade Nova Informa
COART
Companhia de Teatro Amadeus
CTG Charrua
Grupo de Arte e Cultura Encontro das Águas
Guatá – Cultura em Movimento
New For Life
Projeto Aprendendo a Viver
SDS Cia. Teatral
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná – subseção de Foz
Troupe Luz da Lua
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Fonte: CMPC


A Perfeição

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  –  Uma prosa poética de Clarice Lispector. Uma fotografia de Ana Isabel Galeano Mysczak  –

“Encontros”, de Ana Isabel Galeano Myskzac

 

O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. Apesar da verdade ser exata e clara em si própria, quando chega até nós se torna vaga pois é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.

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Clarice Lispector, escritora brasileira (1920-1977)


Emoção e equilíbrio

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–  Curso Psicoterapia de Bonding  –

Quantos mistérios existem entre o coração e o comportamento humano? Quem determina quem somos? Será que somos o que queremos ser ou somos reflexos de dores mal curadas?

Um encontro que acontecerá entre os dias 9 e 10, em Foz do Iguaçu, pretende dar luz às inúmeras perguntas que estão presas dentro das pessoas, muitas vezes condicionadas ao inconsciente. O objetivo é procurar a libertação de emoções, principalmente aquelas adquiridas a partir da ausência de preenchimentos psicossociais Os organizadores do curso defendem que isso é fundamental para uma reconstrução cognitiva, autonomia e empoderamento individual.

A Psicoterapia de Boding (antigamente conhecida Processo de Nova Identidade) foi criada pelo Dr. Dan Casriel, psiquiatra norte-americano. Trata-se de um processo terapêutico grupal utilizado em 10 países do mundo por mais de 30 anos. Tem sido promovido pela Associação Européia de Psicoterapias e está em expansão pela América Latina.

Na Argentina, ela é presidida por Ramon Néstor Vega. É ele quem ministrará pessoalmente o curso em Foz do Iguaçu, trabalhando dinâmicas e técnicas aplicadas a crianças e adolescentes, assim como a adultos vítimas de emoções disfuncionais.

A terapia bonding trabalharia o reconhecimento das emoções ocultas, dando protagonismo a sua expressão mediante ao uso da voz e dos movimentos corporais. Segundo seus defensores, tem alcançado grandes conquistas no combate a depressões, dependências químicas, traumas e demais mazelas.

Se concentra em potencializar a paixão criativa em cada participante e faze-lo compreender o poder interno de cinco emoções primárias: MEDO, DOR, RAIVA, AMOR e PRAZER.

Serviço:

DATA: 9 e 10 de Novembro
HORÁRIO: 9h as 12h e 14h30 as 17h30.
Contribuição Solidária: R$ 15 a R$ 30,00
Inscrições: nossolar@fnl.org.br
Contato: 99985-2883

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Assessoria 


Pela vida, contra a violência

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  –  Entidade carioca lança campanha sobre relacionamentos abusivos  –

A CAMTRA – Casa da Mulher Trabalhadora, do Rio de Janeiro, lança a campanha #VIRADADEJOGO, com o objetivo de conscientizar jovens meninas e meninos sobre relacionamentos abusivos. A campanha consiste de vídeo informativo, folder e material de divulgação online, e atividades como dinâmicas e rodas de conversa. A fim de auxiliar as jovens e os jovens que estão no início de sua vida afetiva a identificar as violências física, psicológica, moral, patrimonial e sexual.

Durante o ano de 2017, grupos de mulheres jovens se reuniram e desenvolveram a campanha lançada agora em dezembro. (Fotos: arquivo Camtra)

A campanha foi construída ao longo de 2017 com a participação de diversas mulheres jovens, o tema foi escolhido em consenso, diante do paradoxo que o assunto do feminismo se encontra cada vez mais presente nas mídias e nos debates em geral, mas mesmo assim a violência doméstica e violência contra a mulher ainda apresentam índices alarmantes.

Rebecca Nora, estudante de Serviço Social e uma das protagonista da ideia, comenta no blog do movimento os primeiros contatos do público jovem com a campanha: “É muito enriquecedora essa experiência de troca, é muito bonito ver a juventude que é institucionalmente posicionada em um lugar de subordinação se tornando sujeito de sua própria história. Eu sou porque nós somos. #viradadejogo.”

Em fase de multiplicação da campanha, a coordenação do CAMTRA abre a possibilidade da campanha ser desdobrada através de pessoas interessadas pelo tema. Se você pretende ter a campanha apresentada em sua escola, coletivo, projeto social, etc, deve contatar a entidade através do site https://camtracmt.wixsite.com/viradadejogo .

A campanha #VIRADADEJOGO Mulheres Unidas Contra Relacionamentos Abusivos é realizada pela CAMTRA com o apoio do Fundo Fiduciário das Nações Unidas pelo Fim da Violência contra as Mulheres/ONU Mulheres Brasil e da DKA Austria – Dreikönigsaktion der Katholischen Jungschar.

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Fonte: Camtra


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