subscribe: Posts | Comments

“Não me canso de falar”

0 comments

 – 29 de novembro, Dia Internacional de Soliedariedade ao Povo Palestino –  

palestina29a

Não me Canso de Falar

Não me canso de falar sobre a diferença tênue
entre as mulheres e as árvores,
sobre a magia da terra, sobre um país cujo carimbo
não encontrei em nenhum passaporte.
Pergunto: Senhoras e senhores de bom coração,
a terra dos homens é, como vós afirmais, de todos os homens?
Onde está então o meu casebre? Onde estou eu?
A assembléia aplaudiu-me durante três minutos,
três minutos de liberdade e de reconhecimento…
A assembleia acaba de aprovar
o nosso direito ao regresso,
como o de todas as galinhas e todos os cavalos,
a um sonho de pedra.
Aperto-lhes a mão, um a um, depois faço uma saudação,
inclinando-me…
e continuo a viagem para outro país,
onde falarei sobre a diferença
entre miragens e chuva.
E perguntarei:
Senhoras e senhores de bom coração,
a terra dos homens
é de todos os homens?

Mahmoud Darwish
(Poeta palestino, 1941-2008)


Leia o comentário e assista “Cinco Câmeras Quebradas”, sobre a questão palestina

OBSERVAÇÔES:
Clique aqui para ler sobre o por que do Dia 29 de novembro no calendário da luta do povo palestino .
Clique aqui e leia mais sobre a questão palestina.


Uma ponte de transformação

0 comments

 – Uma crônica de Ronildo Pimentel (extraído do H2Foz) –   

 

Moradores observam enchente do Rio Iguaçu, na estrada de acesso ao Porto Meira (Foto: Joel Petrovski)

Moradores observam enchente do Rio Iguaçu, na estrada de acesso ao Porto Meira (Foto: Joel Petrovski)

O Porto Meira e o conjunto de bairros que formam a Região Sul de Foz do Iguaçu são onde ocorreram mais transformações a partir da construção da Ponte Presidente Tancredo Neves, ou Ponte da Fraternidade, como ficou conhecida antes e após sua inauguração. No início dos anos 1980, a então Rua General Meira, única via de acesso ao porto de mesmo nome no Rio Iguaçu, era também o único acesso à municipalidad de Puerto Iguazú, na Argentina.

O atual aglomerado de bairros e uma população de aproximadamente 50 mil habitantes eram uma utopia entre os moradores do Porto Meira antes do início da estrutura. As filas de veículos, a maioria de placa argentina, eram cenas comuns para os recém-chegados à região em meados de 1980. A concentração de viajantes era como paraíso para quem não tinha muitas opções de renda e encontrava na venda de refrigerantes, água mineral e salgadinhos tipo Pingo d’Ouro e palitos salgados uma alternativa.

Os moradores do Porto Meira, nesses anos que alternavam frios extremos e temperaturas de deserto, eram muito poucos. A maioria entre os poucos estabelecimentos comerciais estava localizada no entorno de onde hoje está o Colégio Três Fronteiras, próximo aos primeiros metros de asfalto da Avenida Morenitas, que até então não existia.

O Parque Residencial Ouro Verde, na época, era constituído pela Avenida Safira e poucas residências. A via estava longe do que é hoje, pavimentada e com calçada no canteiro central. Os primeiros habitantes dividiam espaços com uma floresta praticamente selvagem, o que fazia jus ao nome. Até então, a Escola Municipal Cecília Meireles estava instalada no mesmo prédio onde está o posto de saúde, localizado na Rua Níquel. Rios e córregos eram muito agradáveis, pois a poluição era quase inexistente.

Devido à proximidade dos Rios Iguaçu e Paraná, a pescaria era uma das poucas opções de lazer para os habitantes da região. No Iguaçu, um ponto conhecido como “As Duas Irmãs”, duas pedras de porte avantajado que aparecem quando a maré está baixa, aos poucos começou a ganhar um visual inusitado – era o início das obras no lado argentino da Ponte Tancredo Neves, único ponto visível para quem pescava do local.

Explorar a barranca do Iguaçu era uma espécie esporte favorito de um grupo de garotos que acompanhou o nascimento e o avanço da ponte da Argentina no espaço aéreo do rio. Dos primeiros visuais os meses foram passando e a obra, em direção à margem brasileira, ganhando forma.

Muitos dos moradores da região eram céticos quanto ao progresso que a ponte ligando o Brasil à Argentina poderia trazer, afinal estava geograficamente longe do Porto Meira e não havia uma ligação viária. Enquanto pescavam, e a ponte ia crescendo, os garotos observavam o vaivém de balsas lotadas de veículos e passageiros.

Após a inauguração da Ponte Tancredo Neves ainda se passou algum tempo até que a estrutura tivesse de fato alguma influência na região. Aos poucos a aduana instalada no início da descida em direção ao antigo porto começou ser de pouca utilidade, e as filas de veículos leves, ônibus e caminhões deixaram de existir. Era preciso buscar alternativas de renda, principalmente para os comércios instalados às margens da General Meira.

Não demorou muito para os bairros da região sentirem o efeito da explosão demográfica que atingiu Foz do Iguaçu a partir da inauguração da Itaipu Binacional, que ficou pronta pouco antes da Ponte da Fraternidade. O Porto Meira era uma região ainda com poucos moradores no início daquela década.

Rapidamente foram surgindo novos bairros e o primeiro traçado da atual Avenida Morenitas. A via finalmente ligou o Porto Meira ao novo entroncamento rodoviário do Brasil com a Argentina.

Ponte Tancredo Neves em construção. Inauguraa em 29 de novembro de 1985, ela tem um comprimento total de 489 m, vão livre de 220 m e altura de 65 m. (Foto: acervo construtora)

Ponte Tancredo Neves em construção. Inauguraa em 29 de novembro de 1985, ela tem um comprimento total de 489 m, vão livre de 220 m e altura de 65 m. (Foto: acervo construtora)

Nesse período, o primeiro grande problema era a área alagadiça, lugar comum de morenitas, espécie de peixe usado como isca para atrair peixes carnívoros como o dourado, comum nas águas dos Rios Iguaçu e Paraná. Foram necessárias muitas cargas de terra para garantir uma passagem segura.

A construção da ponte criou uma nova perspectiva para os moradores do Porto Meira. Além da economia, muitos daqueles primeiros jovens ampliaram suas áreas de exploração da natureza. Banhar-se embaixo da via tornou-se quase que regra de um roteiro de descobertas.

Para colaborar com esse horizonte, muitos dos primeiros habitantes, que até então sobreviviam da pesca e da exploração leiteira, passaram a alugar pequenas embarcações aos aventureiros, permitindo novas possibilidades de reconhecimento da geografia local.

Um desses jovens, de nome Alexandre Franco, adorava juntar os amigos e remar rio acima. Muitas vezes chegavam até a foz do Rio Tamanduá, um dos primeiros a abastecer de água potável a população de Foz do Iguaçu, a meio caminho do limite do Parque Nacional do Iguaçu. “Foi uma época muito divertida subir o rio o máximo possível, depois deixar o bote no canal da água e descer sem precisar dar uma remada, só controlar a direção do barco”, conta.

Em meio a tanta exploração, sobrou espaço para a lenda da “Pedra Indígena”, que teria recebido pinturas dos antepassados indígenas e que só seria visível em períodos de seca no Iguaçu. Um ano de pouca chuva em todo o Paraná, principalmente no percurso do rio, foi o bastante para a pedra surgir. Descobriu-se então que não se tratava de pintura indígena, mas da obra de algum “hipponga” que aproveitou o período de estiagem para deixar sua marca no rio.

Essa é mais uma das muitas histórias que povoaram a infância e adolescência de quem habitou bairros próximos às margens desse trecho do Iguaçu no início dos anos 1980.


(*) Ronildo Pimentel é jornalista, atualmente residindo em Curitiba e que chegou à região do Porto Meira aos 12 anos, em 1980.
(*) Joel Petroski, repórter fotográfico. Trabalhou em sucursais iguaçuenses de jornais da grande mídia paranaense e nacional.
Publicados originalmente na série Ponte da Fraternidade, 30 anos, do site H2Foz.

 

 


Intolerância e Conservadorismo

0 comments
  • Uma opinião de Richard de Souza – 

 

Intolerância e conservadorismo em ondas. A coisa está feia para quem se guia pelas ideias progressistas.

Ou para aqueles que só querem o bem comum e acham que todos merecem uma chance.

Uma senhora – conhecida minha – dizia que os presos não devem ser maltratados. Devem aprender coisas novas e ter oportunidades. Em outros tempos ela levava um baita saco de pão à cadeia pública e entregava pessoalmente aos apenados pouco antes do Natal. E dava um monte de conselhos para eles.

Vá fazer isso hoje. O ódio cai qual uma foice divina sobre você.

Não! Temos que nos vingar. Vagabundo não merece que passem a mão na cabeça. O  tal “bandido bom é bandito morto” é dito de boca cheia.

Dane-se as mazelas sociais e os problemas familiares que o levaram a isso. E dane-se que a cadeia é um inferno e só piora as coisas. Vingança e não justiça é o que querem.

E religião então. Algo que antes era uma espécie de pacto não escrito, ou seja: religião cada um com ou sem a sua e não se fala disso, virou motivo de agressões físicas e virulência online. Querem regular a vida das pessoas na marra.

Da bestialidade em relação ao preconceito racial, à luta pela igualdade de direitos da mulher e pelo respeito à diversidade sexual muito pode ser dito também, mas  as notícias do cotidiano já deixam escancaradas toda a violência e a odiosidade de que muitas pessoas são capazes.

E o sofrimento das pessoas que são vítimas virou lugar comum. São logo esquecidas, porque tem notícia quentinha vindo aí! Deleta esta que já não é mais interessante.

Esses ataques aos direitos humanos são constantes e daí vem a pergunta: mas por que isso agora?

Uma das pistas está relacionada ao poder adquirido por alguns extremistas religiosos. Sim, nós temos os nossos! E não é só o poder político, que é o mais visível hoje. O mais danoso é o poder econômico, que mantém estruturas empresariais e meios de comunicação com dinheiro de sangue e suor dos outros.

Daí vem a outra pista: a concentração destes meios de comunicação é tão anormal no Brasil, que permite que meia dúzia de midias e órgãos de imprensa ditem o que será recebido como informação,  desvirtuando os dados com os quais as pessoas formam sua opinião.

 

Já viu no que dá isso: o que um não estraga o outro acaba.

Essa onda de pessimismo e de semear notícias ruins tem objetivo e vem sendo desenvolvida há algum tempo. Sem contar os programas idiotizantes com os quais somos brindados diariamente.

Visa apenas a dar desesperança, pão e circo. Nada mais que isso.

Onde já se viu pobres com renda para entrar numa loja de grife – e comprar. E viajar de avião ainda. Do meu lado?

Negros na universidade. Onde acabaremos?

E as mulheres querendo ganhar o mesmo que homens…. daqui uns dias vão querer que cuidemos da casa.

Sem falar nestes pervertidos do LGLT que fazem tudo à luz do dia – e na nossa frente!

Essa é a visão da elite que ainda domina nossa sociedade.

E tudo o que querem é acabar com esta festa toda. Nem todos concordam com os meios com os quais isso será feito, mas como tudo o que importa são os objetivos…

Nivela tudo por baixo. Bate duro nas conquistas sociais. Espalha o negativismo. E, fazer o que, incentiva a intolerância e a retomada dos ideiais conservadores.

Acaba sendo um caminho natural para eles. O retorno às origens e ao aceitável.

Esperam com isso, acabar com tudo que aí está. Conseguirão?

A resposta a essa pergunta pode ser algo de que eles não gostarão.


Richard de Souza, operário, dekassegui no Japão. Texto publicado na revista Escrita 40.


Cinco câmeras e uma história

0 comments

– Um COMENTÁRIO de Patrícia de Castro –

cinco cameras quebradas

Por trás da crise entre Israel e Palestina há famílias que tentam levar a sua vida na normalidade. É isso que fazia Edmad Burnat, em 2005, quando comprou a sua primeira câmera – essa que registraria o conflito que perdura desde o início do século 20 – para registrar os primeiros passos de seu filho Gibreel Emaad, criança que já nasceu vendo e ouvindo bombardeios e explosões.

Com sua câmera simples, Burnat passa a narrar a movimentação para a construção de um muro em Bil’in, pequena cidade a Oeste de Ramala, na Cisjordânia. Muro construído pelo governo israelense com o objetivo de proteger o povoado, segundo um argumento oficial.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR O FILME

As filmagens que começaram de forma caseira se transformaram em um longa-metragem narrado em primeira pessoa chamado “5 Câmaras Quebradas”. Durante as cenas, o Brasil aparece ali retratado, por meio de bandeiras brasileiras. A esposa de Burnat, Soraya, é brasileira com descendência palestina – aí o motivo das bandeiras pela casa.

Mesmo passando pelas situações mais complicadas, Burnat não larga a câmera, que em cada momento é danificada seja por queda ou até mesmo balas. Em nenhum momento ele deixa de registrar, fazendo assim, a câmera parte de seu corpo. A cada ano que passava, ficava mais ligado ao mundo cinematográfico – sem mesmo querer, já estava dentro desse universo . A cada câmera quebrada o seu desejo de continuar guardando esses momentos eram maiores que a guerra em frente a sua lente.

Com vídeos, Burnat protegia seus familiares, amigos e vizinhos. Os soldados tinham medo de posteriormente enfrentar o Tribunal de Penal Internacional pela violência, e também, ter as imagens expostas pela internet. Então com a sua câmera ligada, muitas agressões foram evitadas. Mesmo assim, ele filmou, por exemplo, quando seu amigo – mesmo imobilizado – leva um disparo na perna, um puro ato de covardia.

Em alguns momentos, a câmera de Burnat também segurou alguns disparos – que poderiam ter custado a sua vida – . Mesmo filmando e desviando de balas, ele ainda filmava o seu filho no meio do conflito. Registrando assim, para sempre esse fato na história do pequeno que com apenas três anos observava amigos e vizinhos de sua família apanhando e, até mesmo, sendo mortos. Umas das partes mais impressionantes do filme é quando Gibreel questiona seu pai sobre a morte de Phil – um amigo de seu pai.

“- Por que mataram o Phil? Por que o mataram? Que ele fez?”.

Outra cena de destaque no longa é quando relatam a primeira palavra de Gibreel. Normalmente as crianças falam pai ou mãe, porém com Gibreel foi diferente. Sua primeira palavra foi “soldado”.

Um filme impactante feito de uma forma diferente das produções hollywoodianas. Neste longa os personagens eram reais, não era uma ficção com roteiro planejado. Desta forma, Burnat e suas cinco câmeras foram instrumentos sociais que marcaram a história mundial.

Em setembro (2015), Burnat esteve em Foz do Iguaçu para visitar a comunidade Palestina e proferiu palestras para os alunos de jornalismo do Centro Universitário Dinâmica Cataratas (UDC).


 

Patrícia de Castro é estudante de Jornalismo em Foz do Iguaçu, Pr.


Terra Vermelha

1 comment

 – Um espetáculo de tirar o fôlego… (Texto e fotos de Áurea Cunha) –

Este slideshow necessita de JavaScript.

A peça Terra Vermelha é um trabalho de conclusão de curso da estudante Izabela Fernandes em Letras, Arte e Mediação Cultural na Unila – Universidade da Integração Latino Americana, em Foz do Iguaçu, Pr. O roteiro e a direção são assinados por ela, que recebeu a orientação de Fernando Faria, professor daquela instituição.


A encenação é uma critica ao sistema capitalista inspirado na poética do pintor equatoriano Oswaldo Guayasamín, artista com uma forte tendência a crítica social. Segundo Izabela a ideia é mostrar as marcas físicas e simbólicas do sistema capitalista e de que maneira ele interfere nas pessoas.

 

 

Izabela: "Quis mostrar as marcas físicas e simbólicas do sistema capitalista e de que maneira ele interfere nas pessoas" (Foto: Áurea Cunha)

Izabela: “Mostramos as marcas físicas e simbólicas do capitalismo e de que maneira ele interfere nas pessoas” (Foto: Áurea Cunha)

É um espetáculo denso e inquietante, com uma pegada na questão de gênero, visto que é encenado por mulheres e o questionamento de como seria a sociedade sem os dominadores, mas que não deixa de oferecer uma saída . “ A cena final é um rito de desconstrução mostrando que é possível transformar essa realidade no momento em que entendemos e tomamos consciência da nossa condição de oprimidos”, revela a autora.

Izabela Fernandes, coordenadora do trabalho, além de estudar na Unila,  é voluntária do Ponto de Cultura Tirando de Letra, como mediadora de leitura na Vila C, bairro onde mora. Sua participação na vida cultural iguaçuense vem desde a adolescência. Uma de suas primeiras experiência com as artes cênicas se deu no programa “Plugado!”, desenvolvido pela Casa do Teatro com jovens da rede pública de educação.


O grupo que encena “Terra Vermelha” é composto ainda  por Anabel Vintimilla, Izabela Fernandes, Juliana Zacarias, Gabriela Fernandes, Laís Cabral e colaboradores.

A estreia será nesse sábado, 28, no Teatro Barracão, Praça da Bíblia às 20 horas. A entrada é franca.

A OBRA E A VIDA DE OSWALDO GUAYASAMÍN

Oswaldo Guayasamín nasceu em Quito, capital do Equador, em 6 de julho de 1919. Ele se formou na Escola de Belas Artes, em Quito como pintor e escultor. Ele realizou sua primeira exposição quando tinha 23 anos, em 1942.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Ele conseguiu na sua juventude, todos os prêmios nacionais, e foi creditado, em 1952, na idade de 33, o Grande Prémio da Bienal de Espanha e mais tarde o Grande Prémio da Bienal de São Paulo. Suas últimas exposições foram pessoalmente inauguradas no Museu do Palácio de Luxemberg em Paris, e no Museu Palais de Glace, em Buenos Aires, em 1995.

Seu trabalho tem sido mostrado nos museus em todas as capitais da América e em muitos países da Europa, por exemplo, em Leningrade (LErmitage), Moscovo, Praga, Roma, Madrid, Barcelona e Varsóvia. Ele realizou 180 exposições individuais, e sua produção foi frutífero em pinturas, murais, esculturas e monumentos.

Ele tem mural em Quito (Governo e Legislativo Palácios; Universidade Central; Conselho Provincial), Madrid (Barajas), Paris (sede da UNESCO), São Paulo (Parlamento Latino-americano). Em seus monumentos “A la Patria Joven” (para o país Young) (Guayaquil, Equador); “A la Resistencia” (a resistência) (Rumiñahui), em Quito.

Sua obra humanista, marcada como expressionista, reflete a dor ea miséria que a maior parte da humanidade tem sofrido, e denuncia a violência que cada ser humano tem que viver no presente 20 monstruoso. Século marcado por guerras mundiais, guerras civis, genocídio, dos campos de concentração, as ditaduras e torturas.

Ele estava trabalhando na obra “top A Capela do Homem”, quando morreu em 10 de março de 99, aos 79 anos.


Texto e fotos: Áurea Cunha


« Previous Entries