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Só Quintana:

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pra gente ser feliz é preciso pouco

O pensamento de Mário Quintana:

“A preguiça é a mãe do progresso.
Se o homem não tivesse preguiça de caminhar,
não teria inventado a roda.”

“Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas.
Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha,
nem desconfia que se acha conosco desde o início
das eras. Pensa que está somente afogando problemas
dele, João Silva… Ele está é bebendo a milenar
inquietação do mundo!”

“A resposta certa, não importa nada:
o essencial é que as perguntas estejam certas.”

[O Trágico Dilema]
“Quando alguém pergunta a um autor
o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.”

“A arte de viver é simplesmente a arte de conviver…
simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!”

DAS UTOPIAS

“Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!”


Mario Quintana, escritor brasileiro. (1906-1994)
(Foto reproduzida de blog, autor ignorado)


Livros e pautas

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  –  Editora da UNILA organiza série de palestras abertas ao público  –  

unila ossoni

Juan Ossio, ex-ministro da Cultura do Peru, um dos palestrantes convidados pela Edunila. (foto: divulgação)

Temas contemporâneos e que evidenciam a diversidade latino-americana compõem o 1º Ciclo de Palestras da Editora Universitária da UNILA (EDUNILA), programado para o período de 1º a 3 de junho.

O evento terá como palestrantes os professores Rocco Carbone , da Argentina; Juan Ossio, do Peru; e Walter Garcia, do Brasil. Os dois primeiros abordarão, respectivamente, assuntos relacionados à perseguição dos homossexuais no Paraguai e à importância do conceito de “cultura andina” na antropologia peruana. Já Garcia fará uma análise da obra “Encarnado”, da cantora Juçara Marçal.

Aberto ao público, o Ciclo acontecerá na Fundação Cultural de Foz de Iguaçu, no PTI e na UNILA Jardim Universitário. A iniciativa tem apoio do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos (PPG-IELA), que promove, em paralelo, seu 3º Encontro Inter/Disciplinário.

O 1º Ciclo de Palestras foi organizado com o intuito de difundir conhecimentos de interesse cultural, social e científico, aproveitando a presença dos três professores na cidade, onde participam da 2a Reunião do Conselho Editorial da EDUNILA.

Segundo Analía Chernavsky, coordenadora-geral da EDUNILA, valorizar o pensamento crítico e compartilhar saberes são algumas das principais ações que dão sentido à existência de uma editora universitária. A realização do Ciclo, por um lado, apresenta à sociedade os especialistas participantes do Conselho Editorial; por outro, é uma das formas encontradas pela Editora para cumprir seu papel social e educativo em relação às comunidades interna e externa à Universidade.

Palestras – O Ciclo inicia-se na noite de 1º de junho, às 19h, na Fundação Cultural de Foz de Iguaçu, quando Rocco Carbone, professor da Universidad Nacional de General Sarmiento (UNGS), da Argentina, fará a palestra “Homosensual: textímulo. Represiones en Paraguay”. Naturalizado argentino, o filósofo italiano divide sua fala em três partes. A primeira, teórica, na qual analisa o chamado heteropatriarcado. A segunda centra-se na perseguição da ditadura de Alfredo Stroessner (1954–1989) sobre a população homossexual da capital, Assunção, em 1959, por meio da análise de uma série de caricaturas publicadas na imprensa da época. Por fim, Rocco falará sobre a história política do movimento LGBT.

No dia seguinte (2), às 14h, na Sala Florestan Fernandes 3 (PTI), a palestra “La importancia de la cultura andina en la antropología peruana” dará oportunidade a toda a comunidade acadêmica e demais interessados de conhecer parte do trabalho de Juan Martín Ossio Acuña. Catedrático da Pontificia Universidad Católica (PUC) del Perú, país do qual foi ministro da Cultura entre 2010 e 2011, Ossio propõe destacar as razões pelas quais no Peru, no que se refere à Antropologia e à História, se dá especial destaque à noção de “cultura andina”.

__encarnado jucara marcal

Ilustração do disco “Encarnado”, de Juçara Marçal, que será tema de painel no Ciclo da Edunila. (reprodução)

Fechando o Ciclo, no dia 3 de junho, a partir das 10h30, no laboratório 111 da UNILA Jardim Universitário, haverá a palestra “Música e sociedade: reflexões sobre o disco Encarnado, de Juçara Marçal”, proferida por Walter Garcia.Professor da área de Música do Instituto de Estudos Brasileiros, da Universidade de São Paulo (USP), Garcia discutirá aspectos da forma do disco, lançado pela cantora em 2014. Segundo ele, “no desdobramento de certa atuação da crítica literária brasileira, a noção de ‘forma’ refere-se tanto à análise dos elementos que estruturam a obra — performance vocal, letras, melodias, harmonias e pulsações rítmicas das canções e acompanhamento instrumental — quanto às relações entre os sentidos dessa estrutura artística e alguns dos impasses do atual processo histórico brasileiro”.

Reunião e Encontro Inter/Disciplinário – Paralelamente ao Ciclo de Palestras, acontecem a 2ª Reunião Aberta da EDUNILA e o 3º Encontro Inter/Disciplinário do IELA. Com a participação de membros do Conselho Editorial e da equipe técnica da EDUNILA, a 2ª Reunião Aberta é uma oportunidade para que todos, pertencentes ou não à comunidade acadêmica, possam conhecer mais sobre os trabalhos da Editora. Serão apresentados os projetos desenvolvidos e os editais de publicação atualmente vigentes. O público poderá interagir, apresentar sugestões e estreitar o relacionamento com a EDUNILA.

Em sua terceira edição, o Encontro Inter/Disciplinário do IELA surgiu de uma situação semelhante à que originou o Ciclo de Palestras: aproveitar a presença de docentes e pesquisadores de outras instituições na Universidade paraintercambiar conhecimentos. “Na UNILA, em geral, e no IELA, em particular, surgem várias pessoas. Gente que vem aqui para uma banca ou para outra atividade, e nós ‘puxamos’ para poder fazer um encontro com estudantes e professores”, explicou o coordenador do PPG-IELA, Andrea Ciacchi.

Na avaliação de Ciacchi, a parceria da EDUNILA com o Programa, fazendo com que o Encontro Inter/Disciplinário aconteça simultaneamente ao Ciclo de Palestras, “é fundamental”. Primeiramente, pelo fato de a EDUNILA ter umConselho Editorial composto por pesquisadores de renome “que se dispõem a vir para a UNILA, para um trabalho que a própria Editora demanda para eles”. Em segundo lugar, para possibilitar parcerias e planejamentos na área da publicação.

Outras informações sobre a EDUNILA podem ser obtidas aqui.


 

Assessoria Unila


“Qué es lo que nos queda?”

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  –  Uma poesia de Tania Rodriguez.
“Jornada’, uma imagem de Pamela Oliveira  –  

pamela sem terra

horizonte pamela

En tiempos de guerra, ¿Que es lo que nos queda?
En tiempos de desesperos, De paranoia colectiva, ¿Que es lo que nos queda? ¿El miedo? En tiempos de miedos permanentes y exacerbados.. ¿que es lo que nos queda?
En horas de desilusión ¿Que es lo que nos queda? ¿Utopias? En tiempos de muros se (re)alzando, De odios impuestos y mediatizados.. ¿nos quedan payasadas televisionadas?
Por favor! ¿Que es lo que nos queda?
En tiempos de apologías a las torturas, de golpes, genocidios y atentados…
La unión es lo que nos queda..
Que el amor nos fortalezca..
Que la dignidad humana sea defendida..
La vuelta a las utopias, ¿es lo que nos queda?


Tania Rodriguez é formada em História pela Unila, em Foz do Iguaçu, Pr.
Pamela Oliveira é formada em Jornalismo pela UEL, em Londrina, Pr.
O poema e a imagem foram publicadas na revista Escrita 42.
(A imagem de Pamela foi extraída do vídeo “Mulheres Sem Terra em Movimento”).


Doce

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  –  Um poema de Mayara Gomes.
“Ancoradouro”, uma fotografia de Gabriela Gonçalves  –  

_____gabriela goncalves

Ando acompanhada da solidão
Completada pela falta
E transbordada de quereres
Na estrada da desrazão
No caminho para o nada
Mil coisas que se tornam uma, e uma cabeça para mil e uma coisas
Não nego o medo
Mais que aceito a confusão
É do meu coração que falo, aquele que me afrouxa as rédeas
Aquele que sente falta, mas não aguento quando nega
Que me faz refém
Presa
Sequestrada
Uma simples eu
Que sente medo mesmo é de não sentir medo
Que a solidão venha e more comigo,
mas me queira livre como eu a quero,
como eu te quero, como eu me quero.

E como sempre vou querer


Mayara Gomes é Estudante de Ciências Economicas na UNILA.
Gabriela Gonçalves é etudante de Turismo na UNIOESTE.
As duas vivem em Foz do Iguaçu, Pr. O poema e a fotografia foram publicados na Escrita 42


Apelo d’alma

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    – Um poema de Lisete Barbosa.
‘Tambores’, uma foto de Luciana Lourenço –  

 

maracatuatomico

Sou da tribo do vento
Tenho alma selvagem
Minha mente é cinza
Como um céu de tempestade
As sombras da noite
Esconde meu segredo mais oculto
Não revelo nem para meus pensamentos
Não decifraria o sussurrar daquela voz
Que apela e grita
Que chora às escondidas

Fardo que carrego
Meu caminhar se torna lento
Ao largo do caminho pousa ao meu lado
Repouso em seu colo
Ressonando com o sonho dos justos
Às vezes parece leve
Em outros pesa como morto
Sempre em frente, porque tu és meu
Você é filho do meu ventre
Tu estás ligado em mim
Pelo cordão umbilical
Faz parte do meu ser
És o meu fado

A loucura envaidece
O silencio é provação
As lembranças são calafrios na minha alma
O sol apareceu no dia
Os seres ocuparam os espaços
Por um instante acreditei
O que meus olhos miravam
Aquele instante passou como brisa
foi somente um reflexo do que desejei
A perfeição do imperfeito
Um vicio dos afobados
O choro dos desesperados

Conclusão esquizofrênica: o mundo é perfeito, minha mente é doente.


 

Lisete Barbosa estudante de Ciências Econômicas na Unila, em Foz do Iguaçu, Pr.
Luciana Lourenço é assistente social em Foz do Iguaçu, Pr.
O poema foi publicado na revista Escrita 42.


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