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Una Viva, Martina

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  –  Um poema de Martina Piazza. Um poema de Valentina Virginio  –

“Buena vida,
disfrute, sonrisas y colores;
Que el miedo no me detenga!
(Martina Piazza)

 

Martina Piazza no centro de Foz do Iguaçu, em uma manifestação feminista

A ala dos agbês nunca mais foi a mesma …
Ao som das miçangas é possível
ouvir o silêncio que invade a vida.
É como se cada vez que abro uma porta
e fecho meus olhos, a luz volte a Brilhar.
Mas essa luz me cala
assim como ela foi calada,
com a mesma brutalidade,
com a mesma violência…
A intensa alma que tinha
possuía outras almas, tão grande que era.
Estava mesmo aí a beleza,
pois aprender com ela nem precisava de esforço,
o segredo estava no sentir dos toques, das almas!
A beleza de viver era crua,
A beleza de viver era crua.
Vista nos olhos de quem ama,
a vida é mesmo um convite,
invitando a todos a ser Martina!
Una grande, una viva, Martina!

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Martina Piazza era estudante de Antropologia e foi assassinada em 2014.
Valentina Rocha Virginio é estudante de Geografia,
atriz e componente do Maracatu Alvorada Nova em Foz do Iguaçu, Pr.


O Contador de Piadas

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  –  Um poema de Sidney Giovenazzi  –

Acordo com os pássaros

São meus pensamentos
voando desordenadamente

Voando um voo de que não canso

Durante o dia
danço na vida como um corpo sem pensamentos

Muitas vezes me vejo como um louco irresponsável
o antes-sim
ante sinais de negação

Sou amante do acaso
dependente dessa droga da pureza
e da ejaculação da filosofia jactante

Quem me excita
é o inútil

O que me apraz
é a inutilidade

Só enxergo o que se esconde

E é assim
que busco a verdade:
o fértil
na esterilidade

Barulho para mim
é o eu secreto de alguém que me avisa
sobre um cativeiro seguro

Não consigo evitar o torpor à volubilidade da aparência
e a beleza física é mesmo
a exata deformação causada pela intensidade
do interior espesso

Ou então o belo é apenas a arte –
uma cadeia de elos que torna tudo simétrico –
correntes para voar

Tudo aceito
como um preço que não se pode pagar

No interior do inapreensível
eu vejo e sinto
como se minha língua percorresse sem beijos
a morosidade do tempo escorregando como orvalho
sobre a árvore da vida
em que posso observar
a poética de um organismo
cada secreção feliz
cada bravata insípida –
toda uma singeleza infantil
como lágrimas de piada

Mas volto a mim
e adormeço

Sonhos não maravilham
um desperto que voa como vento
nas cidades e nos corpos poeirentos
sem dor
nem incômodos julgamentos
e ri
sem nenhum pudor

Há um júbilo constante no descompromisso
quando me comprometo somente à essência irritantemente bela de alguém

Acordo com os pensamentos em revoada disforme

Acordo esperando mais um dia de adoração

Assim como amo o vão
adoro as secreções infalíveis
as bravatas translúcidas
a criança de memória senil

Eu sou o contador de piadas
o anti-não
o disto voador

Acordo esperando mais um dia de adoração

e orgasmo

Sou disto tudo

o voador
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Sidney Giovenazzi é músico e poeta em São Paulo, SP.
A imagem é reprodução de The Young Rembrandt
as Democritus the Laughing Philosopher, 
de Rembrandt


Leitura, identidade e fronteira

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  –  Estudantes reconstroem biblioteca de Escola rural de Foz.
Inauguração será neste sábado, primeiro de abril  –

Objetivo da reforma foi adequar espaço físico para poder realizar atividades voltadas para a formação de leitores. (Fotos: Divulgação)

A Escola Municipal Brigadeiro Antonio de Sampaio, localizada no bairro rural Alto da Boa Vista, em Foz do Iguaçu, inaugura, neste sábado, 01º, às 15h, uma nova biblioteca. O espaço foi construído por estudantes e docentes que integram o projeto de extensão da Unila “Vivendo livros latino-americanos na Tríplice Fronteira: descobrir e resgatar identidades”.

De acordo com a coordenadora do projeto, Mariana Cortez, a ideia de reconstruir a biblioteca da escola surgiu dos próprios universitários, que verificaram a necessidade de adequar o espaço para poder realizar, de forma eficaz, atividades voltadas para a formação de leitores. O projeto do novo espaço foi elaborado por estudantes do curso de Engenharia Civil da Unila. A execução só foi possível graça a doação de material de construção por empresas do município. Além da adequação física, o acervo da biblioteca foi organizado e catalogado. A ação contou com a participação de discentes dos cursos de Antropologia, Saúde Coletiva e Letras da Unila.

Durante a organização dos livros, verificou-se que a escola tinha um acervo com 752 obras e 559 títulos. No entanto, observou-se a ausência de obras que reflitam a diversidade cultural da região de fronteira. “São poucos livros que trazem o trânsito na fronteira, a mistura – que é efetiva na sala de aula, com alunos de origens diversas. E esse reconhecimento nos livros faz com que os estudantes se aproximem do espaço da biblioteca”, avalia a professora Mariana Cortez.

Além da escola iguaçuense, o projeto “Vivendo livros latino-americanos na Tríplice Fronteira: descobrir e resgatar identidades” atua em bibliotecas de escolas públicas da Argentina e do Paraguai, visando contribuir com a reflexão sobre a importância do espaço físico da biblioteca e do acervo para a promoção da leitura e escrita literária, em contexto integrado à dinâmica escolar. Integrantes do projeto já iniciaram as atividades na Escuela 722, em Puerto Iguazú (Argentina), e na Escuela 2979, em Ciudad del Este (Paraguai).

“Nos interessa, especialmente, contribuir para uma consolidação de acervos referentes à literatura latino-americana, bem como propor práticas pedagógicas que valorizem a leitura literária como um processo de descoberta e resgate das identidades e culturas da fronteira. Entendemos a biblioteca como um espaço coletivo de troca, de socialização, de leitura individual e de compartilhamento de experiências”, explica a professora.

Projeto de extensão da UNILA também atua em escolas públicas da Argentina e do Paraguai.

Literatura infantil nas escolas

O projeto de extensão também está integrado a uma pesquisa da docente Mariana Cortez, que investiga de que forma os planos de trabalho de leitura se alteram a partir da estrutura dos espaços. No âmbito extensionista, o projeto também atua na formação dos educadores por meio de sensibilização e diálogo sobre o que é literatura infantil – e como trabalhá-la no âmbito escolar -, a necessidade de leitores e, ainda, discussões sobre livros que trabalhem o resgate da identidade e cultura da região. Nas escolas, integrantes do projeto realizaram entrevistas com professores, encontros com esses educadores, além de contação de histórias para os alunos, embasadas em literaturas que contribuem para o reconhecimento do estudante, no contexto fronteiriço.

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Fonte: H2foz


Mapeando memórias

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  –  Educação patrimonial: com mapas, idosos da Vila C exploram bairro por outro ângulo. Os idosos foram convidados a trabalhar com mapas para identificar pontos importantes do bairro. Em breve, visitarão esses locais.  –

O grupo reunido no Ecomuseu reconstruindo referências através de uma leitura dos mapas da Vila C. (Fotos: JIE)

 

A equipe da Divisão de Educação Ambiental (MAPE.CD) de Itaipu promoveu, nessa terça-feira (28), no Ecomuseu, o primeiro encontro de 2017 com o grupo de idosos Bem Estar, formado por moradores da Vila C. Neste ano, a proposta é focar as ações com o grupo no próprio bairro, buscando lugares e pessoas que tenham importância para a comunidade.

Por isso, na primeira atividade do ano, os idosos foram convidados a trabalhar com mapas, identificando suas casas e outros pontos que fazem parte do seu cotidiano ou que são importantes para a história do bairro. Os mapas foram produzidos pela Divisão de Estudos da Diretoria de Coordenação (ODRE.CD).

De acordo com Enzo Maschio Figueiredo, da MAPE.CD, educador do Ecomuseu, os participantes puderam “visualizar o bairro por um novo ângulo, desenvolvendo novas percepções sobre o próprio bairro, suas paisagens naturais e as transformações ocorridas ao longo do tempo”.

A ideia é que, nos encontros futuros, os idosos possam explorar os pontos identificados no mapa. Também serão feitas imagens e gravados depoimentos para contribuir para o registro da memória da comunidade. O próximo já tem data marcada: será no dia 25 de abril, no Centro Comunitário da Vila C.

“Quando procuramos conhecer o nosso bairro, seus lugares, histórias e pessoas, também estamos aprendendo mais sobre nós mesmos. Isso cria um sentimento de pertença, uma identidade individual e coletiva ligada ao território, que amplia o nosso senso de responsabilidade com relação à transformação do ambiente e da cultura em que estamos inseridos”, explicou Enzo.

Segundo ele, também é papel do Ecomuseu, como “Museu de Território”, articular e aprofundar as relações entre o território, a comunidade e o patrimônio, a partir de programas de Educação Ambiental e de Valorização do Patrimônio Regional e Institucional.

“É o que procuramos fazer nas atividades de educação patrimonial e ambiental desenvolvidas com grupos comunitários do entorno da usina, bem como nas demais ações do Ecomuseu de Itaipu em Foz do Iguaçu e nos demais municípios da Bacia do Paraná 3”, completou.

Grupo posa em frente ao barco Quarai, embarcação histórica de Itaipu.

Sobre o grupo

O Bem Estar é um grupo de idosos que se reúne todas as terças e quintas-feiras, a partir das 8h, no Conselho Comunitário da Vila C. Lá, eles realizam atividades físicas sob a coordenação do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família.

Além desses encontros semanais, o grupo se encontra uma vez por mês com a equipe da MAPE.CD para participar de atividades educativas.

Em 2016, foram organizados dez encontros, nos quais os participantes puderam conhecer muitas das diferentes ações realizadas por Itaipu no Refúgio Biológico Bela Vista.

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Fonte: JIE

 

 


Unila à cidade

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  –  Estão abertas inscrições para cursos nas áreas de saúde, educação, música e idiomas  –

Estão abertas as inscrições para cursos de extensão gratuitos e abertos à comunidade. São ofertadas cerca de 600 vagas nas áreas de saúde, educação, línguas e música. Os interessados devem realizar inscrição pela internet, no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) – clique aqui para acessar.

Na área da saúde, estão abertas vagas para o curso de atualização em Exame Ginecológico, que visa contribuir com o aprimoramento dos profissionais de saúde em relação à saúde da mulher, em especial ao exame ginecológico. O público-alvo são médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde, abrangendo os que atuam no Programa Mais Médicos e os concursados e contratados da Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu. São 90 vagas e as inscrições vão até 31 de março.

A extensão também está ofertando cursos na área de línguas: Libras (Língua Brasileira de Sinais), Língua Grega Clássica, Francês, Espanhol, Inglês, Português para estrangeiros e Língua e Cultura Crioula Haitiana. Na área da educação, há vagas para o curso “Método de Paulo Freire para a formação de adolescentes”, cujo objetivo é contribuir com a compreensão dos fundamentos do método dialógico do educador e as possíveis formas de aplicá-los nos sistemas pedagógicos atuais. O público-alvo são educadores, especialmente professores do ensino médio da rede pública.

Também na área de educação, estão abertas inscrições para um Seminário, cujo objetivo é apresentar a literatura infanto-juvenil latino-americana, aos professores da rede pública da região da tríplice fronteira, com intuito de fomentar a leitura na educação básica. Serão analisados livros de literatura infantil e juvenil de diversos países da América Latina, apontando possibilidades de abordagem – tanto do objeto estético quanto das relações culturais presentes nesta expressão artística.

Outro curso voltado para professores e profissionais da educação é “Formação de formadores: a história das resistências e da educação popular através das imagens murais na América Latina”. O curso está estruturado com base em três temas geradores: reflexões sobre os dilemas da educação pública no século 21; os desafios da representatividade na era neoliberal e os impactos para os trabalhadores da fragilização da luta sindical; e os mecanismos de luta, de unidade e de articulação presentes na história da resistência latino-americana, por uma educação pública e de qualidade.

Música

O Grupo de Cordas da UNILA segue recebendo inscrições de músicos (violino, viola, violoncelo e contrabaixo). Os participantes terão oportunidade de se aperfeiçoar e executar músicas de câmara e latino-americanas, especialmente a música nascida nas reduções jesuíticas (séculos XVI e XVII). Os encontros serão realizados aos sábados, nos meses de abril a dezembro. Estão previstos cinco concertos, além de concertos didáticos em escolas.

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Assessoria


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