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Justiça para Martina

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  –  Acusado do homicídio de Martina Piazza Conde vai a júri popular nesta quinta-feira (30) em Foz do Iguaçu. Manifestações pedindo a condenação do réu confesso e da violência contra as mulheres estão marcadas para Foz do Iguaçu e Montevidéu, no Uruguai  –

Ações em Foz do Iguaçu e Montevidéu mobilizam por Martina.

Será julgado nesta quinta-feira (30), em Foz do Iguaçu, Jeferson Diego Gonçalves, acusado do homicídio de Martina Piazza Conde, que era estudante de Antropologia da UNILA. O julgamento ocorrerá em uma sessão de júri popular, a partir das 12h, na Avenida Pedro Basso, 1001.

Desde o crime, em março de 2014, foram diversas homenagens à estudante, dentro e fora da UNILA. Agora, em memória de Martina – e por ocasião do julgamento do acusado, para pedir justiça e buscar mobilizar a sociedade contra crimes semelhantes -, a Coletiva Marti Vive está marcando um movimento no dia da sessão de júri, em frente ao local do julgamento, com o tema “Martina presente, ahora y siempre”. A concentração para o ato está marcada para as 10 horas da manhã e se estenderá até o veredito do júri.

Antes, no dia 29, quarta-feira, acontecem duas outras atividades relacionadas com o movimento “Martina Vive”. Uma em Foz, às 9 da manhã, na sede da Fundação Cultural, onde haverá uma mesa redonda sobre o tema da “Violência contras as Mulheres”. A outra atividade se dará em Montevidéu. Para a capital uruguaia o movimento marcou uma concentração em praça pública pedindo justiça para o caso “Martina”.

“Buena vida. Disfrute sonrisas y colores.
Que el miedo no me detengas” (Martina) 

 

Quem era Martina Piazza

Martina era uruguaia, tinha 27 anos e era uma das estudantes mais ativas nas lutas e discussões sobre cultura, política e gênero. Era uma líder nata e uma pessoa muito querida por toda a comunidade acadêmica. Era conhecida por sua alegria, determinação e engajamento, na busca por uma sociedade latino-americana mais justa e humana.

Ela fazia parte do grupo de maracatu Alvorada Nova, além de diversos outros projetos e oficinas culturais, entre eles a Casa do Teatro, onde atuava ativamente. Um de seus últimos trabalhos foi a atuação em um curta-metragem produzido por estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da UNILA (assista ao vídeo abaixo). Também era uma ativista de direitos humanos e do feminismo – foi organizadora da primeira Marcha das Mulheres em Foz do Iguaçu.

O crime

Martina foi vista pela última vez no dia 2 de março de 2014, logo após ter se apresentado no carnaval da cidade com o grupo de maracatu. Após seu desaparecimento, amigos, familiares e a comunidade universitária se mobilizaram para tentar localizá-la, mas o corpo da jovem foi encontrado apenas no dia 6 de março. Imagens da câmera de segurança do prédio onde Martina foi encontrada denunciaram o acusado, que acabou, posteriormente, confessando o crime. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a estudante morreu em decorrência de asfixia mecânica provocada por “estrangulamento e enforcamento por fio elétrico”. O acusado será julgado por homicídio qualificado.

Leia o Manifesto do Coletivo Marti Vive

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Guatá com assessoria Unila

 

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