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“Cem Anos de Solidão”

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  –  Clássico da literatura latino-americana, o romance de Garcia Márquez completa meio século  –

Considerada uma das obras mais importantes da literatura latino-americana, o livro Cem Anos de Solidão, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, completa 50 anos de seu lançamento, nesta terça-feira, 30. O livro é um dos mais lidos e traduzidos em todo o mundo. Estima-se que já foram vendidos mais de 50 milhões de exemplares da publicação.

 

O livro foi publicado pela primeira vez em Buenos Aires, em 1967, pela editora Editorial Sudamericana, a obra integra a lista dos 100 livros do século, elaborada pelo jornal francês Le Monde, a partir de consulta a milhares de leitores. Com Cem Anos de Solidão, García Márquez consolidou o “realismo mágico”, estilo característico usado por escritores da América Latina nos anos 1960 e 1970, a partir do imaginário mítico e como reação às ditaduras vigentes na região.

Garcia Marquez, em 1965, quando escrevia o seu romance premiado com o Prêmio Nobel de Literatura.

Em Cem Anos de Solidão, García Márquez é um contador de histórias a narrar a sucessivas gerações da família Buendía e a cidade fictícia de Macondo. Revoluções, incesto, corrupção, loucura, tragédias, nada escapa ao engenho criativo de García Márquez, desde os tempos em que as coisas não tinham nome até o surgimento do telefone na aldeia fundada por José Arcadio Buendia.

O livro é uma vertigem criativa do início ao fim. Já nas frases inaugurais do romance, García Márquez anota de forma bela e trágica: “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”, diz o livro.

Em seguida, o escritor revela traços do vilarejo mítico: “Macondo era então uma aldeia de casas de barro e taquara, construída à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las havia que apontá-las com o dedo.”

Com Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez foi contemplado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1982, uma das maiores conquistas de um escritor. Mas o feito do autor colombiano foi muito maior, ao contribuir para promover novas visões sobre a mundo literário e o mundo real da América Latina simplesmente contando histórias.

Leia trechos de “Cem Anos de Solidão”. Clique aqui.

Leia mais curiosidades sobre a obra. Clique aqui:
“Uma viagem pela intimidade de Gabriel Garcia Márquez” (El País)

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Guatá/Paulo Bogler

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