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Dê asas ao seu talento

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  –  Um texto de Elisane Andressa Kaiser da Silva  –

Somos todos passarinhos, que temos asas pra voar, mas muitas vezes há gaiolas, talvez mais conhecidas como: Vergonha, medo, insegurança, falta de incentivo, falta de tempo, falta de oportunidade, que infelizmente aprisionam grandes sonhos e talentos.

Foi com o objetivo de dar asas a esses talentos que nasceu o projeto SOMnhar, em Medianeira, uma pequena sementinha que passou a ser semeada aos poucos, mas que hoje já tem o privilégio de admirar suas flores.

O projeto tem como objetivo principal, dar a oportunidade para todos aprenderem a tocar um instrumento musical e terem acesso a essa arte maravilhosa que é a música, principalmente às crianças carentes da comunidade. Além disso, também busca incentivar os jovens e adultos que sempre tiveram vontade e sonharam em aprender a tocar violão, mas que nunca tiveram a oportunidade, ou que talvez se sentem envergonhados, pois pensam que já é tarde para aprender.

Sendo assim, o projeto SOMnhar procura acima de tudo abrir caminhos, ampliar horizontes, encorajar o voo, instigar, inspirar, incentivar à música, à cultura e à arte de nossa cidade, bem como, mostrar que vivemos em um constante aprendizado e que nunca é tarde para aprender.

Compartilhar é a palavra que melhor nos representa, pois juntos compartilhamos músicas, sorrisos, histórias, amizades e muito aprendizado, buscando sempre aprender com o outro, sendo que nossa meta sempre foi e sempre será compartilhar e não competir, pois assim tudo se torna mais significativo.

Liberte-se das gaiolas que te aprisionam e deixe seu talento voar, verás que na música sua liberdade irá encontrar.
Seja você também um SOMnhador!
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Elisane Andressa Kaiser da Silva, moradora da cidade de Medianeira – Pr, é estudante de Letras, Artes e Mediação Cultural na Unila. 


Um Homem Com Uma Câmera

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  –  Uma resenha de Luiz Eduardo Luz  –

Em seus primórdios, o cinema sempre esteve conectado de alguma maneira com formas de arte mais antigas e consolidadas, como a literatura e o teatro. A própria linguagem cinematográfica também era limitada à época de seu surgimento. Com o tempo, o cinema foi evoluindo. Surgiram novas técnicas de edição, de fotografia, de efeitos especiais. Além disso, novos modos de se compreender esta arte tão jovem também começaram a aparecer nas inúmeras mentes empolgadas e inquietas de admiradores e profissionais. A sétima arte evoluiu de forma extremamente rápida, espalhando-se pelo mundo em questão de poucos anos. Muito disso se dava à universalidade dos filmes mudos. Porém, até o fato de o inter título ter que ser traduzido acabava por limitar o cinema.

Dentro de todo esse contexto histórico do processo de evolução do cinema, surgiu um filme que buscava contornar e acabar com todas essas limitações. Em 1929, o cineasta soviético Dziga Vertov, que trabalhava para o governo e era um dos preferidos de Lenin, realizou um dos filmes mais ambiciosos e influentes de toda a história do cinema. “Um Homem Com Uma Câmera” (Chelovek s kino-apparatom, 1929) tinha um objetivo claro (que, inclusive, é relatado por meio de texto logo no começo da projeção): ser o primeiro filme integralmente idealizado e realizado com abordagem puramente cinematográfica, se desvencilhando da literatura e do teatro de uma vez por todas e, enfim, criando o cinema puro. O filme não teria roteiro. Nem atores profissionais, pois não existem falas, o que torna o filme realmente universal.

 

CLIQUE AQUI PARA VER “UM HOMEM COM UMA CÂMERA”
E OUTRAS SUGESTÕES DE FILMES DA GUATÁ EM CENA ABERTA

 

A premissa é simples. Um homem, munido de sua câmera, sai pelas ruas de algumas cidades (Moscou, Kiev e Odessa) documentando a vida das pessoas, englobando diversos aspectos e particularidades da vida urbana e da modernidade. Durante 68 minutos, Vertov nos proporciona um verdadeiro espetáculo visual. Trens, relógios, pessoas, carros, ruas, máquinas, indústrias. Tudo isso é jogado na tela de forma sofisticada e organizada. A montagem do filme é brilhante. Contemporâneo de Eisenstein, Vertov entendia o poder que a edição das imagens proporciona para o resultado final. Pioneiro da superposição de quadros, o cineasta utilizou as mais variadas técnicas cinematográficas a sua disposição, incluindo também jump cuts e telas divididas.

A velocidade dos cortes, em determinados momentos, busca evidenciar o próprio aspecto temporal presente na sociedade contemporânea. Cortes rápidos entre operários e a atividade de trabalho que realizam mostram o ritmo alucinado que a vida das pessoas tomou. Ora, se o cinema é a arte do século XX, nada mais apropriado que relatasse e refletisse sobre as peculiaridades de seu próprio tempo.

E o que mais está presente no filme, que não apenas imagens? Música. A trilha sonora de Um Homem Com Uma Câmera é tão importante para a experiência quanto às imagens. As composições foram criadas e conduzidas pela Alloy Oschestra, e foram compostas a partir de instruções do próprio Vertov. A música é fundamental para a delimitação dos diversos momentos do filme. É tranquila em cenas que envolvem bebês, e é agitada nos momentos que retratam o trabalho dos operários, por exemplo. A cena final atinge um nível de emoção impressionante, se comparada com o que se via normalmente na época, e muito desse poder se dá pela potente combinação entre música e edição.

O filme de Vertov também é de suma importância para a história dos documentários. Seu uso de câmeras móveis e livres, além do fiel retrato da realidade, foi fundamental no desenvolvimento da concepção de documentários que reside na mente das pessoas até hoje. É importante destacar que, durante os anos 20, na União Soviética, o cinema era controlado pelo estado, e tinha a finalidade de reforçar e difundir os ideais da ideologia socialista. Porém, durante essa década, os jovens cineastas do país ainda gozavam de liberdade para criarem e inovarem.

Foi nesse período que gênios como Eisenstein e o próprio Vertov surgiram. Com o passar do tempo, a liberdade que os diretores tinham foi sendo perdida, até ser praticamente destruída com a chegada de Stalin ao poder. Contudo, a década de 20, na União Soviética, continua sendo uma das mais importantes da história do cinema, com legado de inúmeros avanços técnicos e intelectuais. Foi com a liberdade dessa época que Vertov conseguiu realizar seu ambicioso projeto. “Um Homem Com Uma Câmera” é melancólico em alguns momentos, psicodélico em mais alguns, radical em outros. É uma verdadeira sinfonia do cotidiano, repleta de imagens aparentemente ordinárias, mas que, colocadas sob a lente de Vertov, tornam-se verdadeiros poemas.

O filme é reverenciado e estudado até hoje, tendo sido eleito, em 2012, como o oitavo maior de todos os tempos, na conceituada eleição da revista britânica Sight & Sound.

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Luiz Eduardo Luz, publicitário, amante da sétima arte e colecionador de filmes, escreve sobre cinema. Texto reproduzido do site Canto Dos Clássicos.


Bike e boas ideias

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  –  Venezuelanos percorrem o continente de bicicleta. Objetivo do grupo é obter ideias para construir um centro de triagem para animais silvestres na Venezuela  –

Pesquisa: venezuelanos buscam bons exemplos na área ambiental. (Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

 

Em busca de ideias para construir um centro de triagem de animais silvestres na Venezuela, um grupo de três arquitetos e uma veterinária partiu de bicicleta em uma expedição pela América do Sul. Na viagem, que já dura seis meses e deve ultrapassar mais de 12 mil quilômetros pedalados, um ponto certo de parada, na sexta-feira (21), foi o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) – amplamente recomendado por outros refúgios e centros de triagens por onde os pesquisadores passaram.

Os venezuelanos acompanharam as explicações técnicas do veterinário Wanderlei de Moraes, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD), que conduziu os viajantes durante a visita especial.

Para o veterinário, foi uma surpresa receber os profissionais ciclistas: “É a primeira vez que recebemos especialistas buscando conhecer diversos locais para depois poder fazer um centro de recepção de animais. Eu me sinto muito feliz por poder ajudá-los a pensar nesse centro com mais tecnologia e com mais fluxo de trabalho. Para nós foi uma surpresa recebê-los de bicicleta”, destacou Moraes.

O projeto de construção de um Centro de Reinserção Agroecológico se deu a partir da carência que o país possui nas áreas de triagem e reinserção de animais na natureza. Como o Brasil possui grandes exemplos de referência nessa área, o quarteto decidiu percorrer centros de triagem e, um a um, foram sendo redirecionados a outros centros, redefinindo e ampliando a rota original da viagem que, no início, incluía poucos pontos de visita.

De acordo com a veterinária Adriana Cardozo (23), dos lugares por onde o grupo já passou o RBV “é uma evolução, um passo à frente no tratamento e na reabilitação da fauna silvestre. É um nível mais elevado. Para superá-lo, acho difícil. É um passo acima de tudo que já vimos.” Para Hector Melean (26), o principal “é observar a estrutura dos centros para não fazer um projeto que fique mudando”. Jesus Garcia (26), e Rosangela Jiménez (27), completam o trio de arquitetos.

Além da crise instalada na Venezuela, um problema que os pesquisadores enfrentam para tirar o projeto do papel é a falta de investimentos, tanto por parte do governo quanto de iniciativa privada, o que os faz buscar alternativas de construção autossustentável e que não necessite de um elevado financiamento. “Estamos visitando também locais que sejam feitos de bioconstrução, para facilitar os investimentos”, destacou Melean.

A questão ecológica, condições econômicas e a oportunidade de conhecer mais lugares foram a motivação da escolha de fazer a expedição em bicicletas: “Para nós, conhecermos vários centros de triagem iria custar muito. A bicicleta nos permite ir a esses locais sem muitos gastos”, explicou Melean.

Os jovens especialistas também puderam fazer sugestões ao refúgio. “Além de estarem trazendo as experiências em termos de arquitetura e veterinária, eles já passaram por muitos lugares e já estão podendo fazer comparações e sugestões. Então para nós é muito importante fazer esse tipo de intercâmbio”, afirmou Moraes.

Os pesquisadores em visita ao Refúgio Bela Vista. (Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

Além do RBV, o grupo esteve no Parque das Aves, no Refúgio GüiráOga, em Puerto Iguazú, Argentina e Paraguai. A expedição deve encerrar no Ushuaia, Argentina, de onde devem voltar de avião à Venezuela.

Para mais informações sobre o projeto, acesse http://centrora.com.ve/pb/.

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Assessoria Itaipu

 

 


Geografia, território e poder

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  –  Geografia Política e Guerra do Contestado são temas de eventos da UEL  –

A UEL – Universidade Estadual de Londrina –  promove de 15 a 17 de novembro deste ano o IV Simpósio Nacional de Geografia Política, Território e Poder (GEOSIMPÓSIO), o II Simpósio Internacional de Geografia Política e Territórios Transfronteiriços (GEOTRANSFRONTEIRIÇO) e o I Congresso Brasileiro do Centenário da Guerra do Contestado. Serão abordados os temas lutas, resistências, crime de genocídio e direito à vida e à existência em todas as fronteiras.

Congresso – O 1º Congresso Brasileiro do Centenário da Guerra do Contestado visa a divulgação e debates sobre o importante episódio registrado na formação territorial brasileira, inteiramente ligado ao tema central dos eventos da Geografia Política, Território e Poder. A inclusão do evento ocorre em função da negligência da Geografia brasileira sobre as questões amplas e complexas, que envolvem esta que foi a maior guerra civil camponesa registrada em solo nacional no início do século XX.

Leia mais sobre os 100 anos da Guerra do Contestado, clicando aqui.

Mais informações sobre os eventos podem ser acessados, aqui 

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Agência UEL


Palco londrinense

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  –  Festival de Dança de Londrina recebe inscrições de espetáculos  –

“GISELLE” – Escola Municipal de Dança de Londrina, em 2016 (divulgação)

O Festival de Dança de Londrina chega à 15ª edição e abre edital de chamamento para compor sua programação, que acontece em outubro. Podem participar grupos ou artistas do Brasil e do exterior com espetáculos de palco ou de rua nas várias vertentes da dança – do clássico ao contemporâneo, passando pelas linhas tradicionais ou étnicas.

O Festival também abre espaço para trabalhos de teatro ou performance que explorem a fronteira entre linguagens a partir da arte do movimento. Os interessados devem acessar o endereço www.festivaldedancadelondrina.art.br, onde estão disponíveis o edital completo e a ficha de inscrição. O prazo para envio é 11 de agosto. Mais informações pelo telefone (43) 3342-2362.

“DEZUÓ – Breviário das Águas”, espetáculo do Núcleo Macabéa, em 2016.

Ao todo, serão selecionados cinco espetáculos nacionais ou internacionais e três na categoria local (de Londrina ou de cidades em um raio de 100 km). Os primeiros devem possuir tempo mínimo de 40 minutos e os segundos, ao menos 30 minutos. De acordo com o edital, os artistas selecionados têm cachê, transporte, hospedagem e alimentação pagos pelo evento.

Este ano, pela primeira vez, o Festival receberá as propostas por e-mail. Dentre os itens exigidos estão release, clipping, currículo, mapas de palco, fotos e vídeo da montagem na íntegra. Embora não seja obrigatório, caso o grupo tenha materiais físicos e queira remetê-los via postal, o edital também disponibiliza o endereço da sede do evento.

“Esta forma de envio on-line facilita muito e reduz os gastos para os grupos que desejam se candidatar. Nossa intenção não é limitar, mas sim receber o maior número de propostas e, a partir deste panorama, alinhar trabalhos de ótima qualidade, poéticos e provocativos, com os temas eleitos pela curadoria. É importante destacar que são muito bem-vindas as montagens que coloquem a dança em diálogo com o teatro, o circo, a literatura e a performance”, explica a coordenadora geral Danieli Pereira.

Nos últimos anos, em razão do crescimento e de sua consolidação como um dos mais importantes eventos da área no sul do país, o Festival recebeu mais de três centenas de inscrições, incluindo propostas da América Latina, África e Europa. O resultado da seletiva será divulgado até a última semana de agosto. Os eleitos via edital compõem a programação artística oficial junto de grupos de renome convidados pela organização.

O Festival de Dança de Londrina tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina, por meio do PROMIC. A realização é da APD – Associação dos Profissionais de Dança de Londrina, com apoio institucional da Funcart.

Clique aqui e acesse edital de seleção e ficha de inscrição.

Mais informações (43) 3342-2362.
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Guatá com Agência UEL


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