subscribe: Posts | Comments

leader

Brincaderias, um show de circo

0 comments

  – Da série “Pela Cidade”, mais um clip de Áurea Cunha  –

 

 

Clip do trabalho de artistas circenses na “Feirinha da JK”, em Foz do Iguaçu. O espetáculo tem o nome de “BrincadeRias – Circo Show” e reúne várias técnicas em números apresentados “a la boina” para os frequentadores de uma feira livre que funciona aos domingos, no coração iguaçuense. Malabares, contorcionismo, acrobacias e muito humor recheiam a simpatia dos artistas mambembes.
O vídeo foi produzido por Áurea Cunha para a série “Pela Cidade”, da Guatá – Cultura em Movimento.

 

 

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

O POVO, COM O POVO E PARA O POVO

– Marcolina Spirulina Pachamama (Angel Jordana Mariel Guimaraens), Jujuba Genevieve (Cecília caldeira de Aguiar), Huka Rúcula (Fernanda Brito) e Divino Strupicio Certezovisk (Robson Antônio de Aguiar). Se você tem o hábito de ir à feira livre em Foz do Iguaçu, com certeza já topou com essa moçada fazendo “BrincadeRias” (escrito assim, atrapalhando os olhos, relaxando a alma). Eles sempre estão ali, embaixo da seringueira do canteiro da JK, enquanto rola a feira e suas compras e vendas.

Essa formação, conta Robson, está trabalhando junto faz um ano mais ou menos. Mas a aventura do que é hoje o “BrincadeRias Circo Show” começou um tantinho de tempo atrás. “Antes, viajamos pela América Latina, fazendo arte.”

“E tudo começou com quatro amigos que resolveram viajar daqui (Foz do Iguaçu) para a Bolívia. Foi lá que conheci Angel e de aí, nós dois, sempre juntos por aí. Na última viagem que fizemos para a Argentina – terra de Angel – tivemos a oportunidade de fazer shows na praia.”

A experiência em Mar de Ajó – uma das principais cidades balneárias do país vizinho, localizada bem lá no sul do continente – fez brotar ideias e abriu possibilidades para se ativar uma troupe em Foz. Como objetivo central, “levar arte para todos e poder passar o chapéu consciente, viver livre, de nosso trabalho para seguir fazendo e proporcionando mais atividades em praças, feiras, onde o povo estiver.”

Como todo bom propósito soma, também desta vez não foi diferente. Ao casal de artistas, juntaram-se Cecília, irmã de Robson, e a amiga Fernanda. “Hoje – ele conta – inclusive meus filhos participam ativamente desse nosso aprendizado permanente pelos caminhos da arte callejera”.

Junto às técnicas circenses que vão implementando e desenvolvendo, a troupe “BrincadeRias” também reservou lugar em seu dia-a-dia para o artesanato, a recreação infantil e a produção de artística, atividades que os quatro já haviam experimentado anteriormente. Eles inclusive aceitam convites para apresentações pontuais ou para atividades recreativas. Assim, compõem um orçamento pequeno mas que mantém o roteiro da vida nas próprias mãos.

Dificuldades? Ora, um tecido, uma corda e algumas bolinhas podem muito bem ser adicionadas à curiosidade humana e tudo já é festa. Mas para isso ponha nessa equação também disciplina, treino, um tanto de preparo físico, amor à arte e picardia. Ah, sim, e no caso particular do BrincadeRias na feira, também a sombra providencial de uma boa árvore. Poxa, daí ninguém segura a roda de palmas que aumenta a todo domingo.

É simples, assim. Os artistas populares estão na praça com seus saberes, suas convicções e são nossos espelhos. E a praça é do povo. Aliás, a praça, a imaginação, a dor, o sorriso e o direito de ser livre também. Afinal, a persistência em sobreviver, lutar e ser feliz é sempre o povo que reinventa. E, disso, não duvidem. Ninguém há de tascar.

___________________________
Guatá /com Áurea Cunha e Silvio Campana. Fotos e vídeo: Áurea Cunha

 

468 ad

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *