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Fronteira da educomunicação

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  –  Programa Tirando de Letra leva ao Colégio Três Fronteiras a arte da chilena Violeta Parra  –

 

Estudantes da primeira série do ensino médio do Colégio Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu, participaram de atividades artístico culturais em homenagem aos cem anos de Violeta Parra (1917-1967). Elas aconteceram no dia 20 de novembro, quando, baseado em um vídeo sobre a vida da artista chilena e uma exposição que reproduz trabalhos visuais feitos por Violeta, mediadores de leitura da Guatá desenvolveram roda de conversa e um exercício de expressão com o objetivo de estimular o interesse pelos artistas latino-americanos e pela proximidade entre as línguas portuguesa e espanhola.

As atividades culturais nas escolas de Foz do Iguaçu são totalmente gratuitas e compõem a parte itinerante do programa Tirando de Letra, mantido pela Associação Guatá.

A pedagoga Mayumi Takahashi, da equipe matutina do colégio, avalia que atividades com essa natureza têm sentido profundo no cotidiano das escolas públicas. “A importância principal de ações como a da Guatá está em evidenciar para nossos estudantes a riqueza da produção cultural da América Latina. Principalmente quando a atividade tem interatividade com os alunos, como é o caso do exercício proposto de criação textual a partir de informações sobre o assunto apresentado.”

Ao final dos trabalhos no Colégio Três Fronteiras, que está localizado na região do Porto Meira, em Foz do Iguaçu, mais de 10 cartazes poéticos haviam sido produzidos pelo grupo de estudantes. Conforme explica Kariny Wermouth, da coordenação do programa Tirando de Letra, eles passarão a fazer parte do acervo fixo da Guatá, a exemplo de outros já colhidos em outros locais. “Nossa ideia é viabilizarmos no ano que vem uma exposição reunindo todo esse acervo.”

Banca de Leitura da Guatá

Como é de praxe, centenas de panfletos e outros adereços poéticos foram distribuídos, juntamente como exemplares da revista Escrita para os presentes à atividade cultural. Entre os autores, fragmentos do trabalho de celebridades das letras latino-americanas, como Neruda, Eduardo Galeano, Cecília Meireles e Carolina de Jesus estão mesclados à expressão verbal de autores locais, muitos desses constituídos como tal a partir de uma primeira visita aos atos públicos da Guatá – Cultura em Movimento. Só entre os autores publicados nas 49 primeiras edições da revista Escrita, podem ser contabilizados mais de 200 pessoas até então inéditas editorialmente falando.

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Guatá/Silvio Campana – Fotos e Vídeo: Julio Fornari

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