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Auê de literatura e expressões nas escolas incentiva leitura e artes

Uma garrafa pode ser muitas coisas: um passarinho, uma bola ou até mesmo um poema. Há diferentes rótulos que podem ser determinados a um mesmo objeto, assim como são possíveis muitos olhares sobre a vida, as pessoas, a literatura e a arte. Respeitar a opinião do outro, dialogar com o diverso e respeitar o diferente é a lição que deve permanecer.

Assim começa uma das oficinas que integram o Festival Auê Literário, iniciativa voltada para estudantes da rede estadual de educação, que prevê a formação de leitores e o incentivo à expressão e à circulação cultural. O projeto é realizado pela Associação Guatá, em parceira com escolas públicas e professores, com o patrocínio da Itaipu Binacional.

 

Álbum de oficinas no Colégio Gustavo Dobrandino da Silva

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Álbum de oficinas no Colégio Flávio Warken

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A cada semestre, duas instituições recebem as atividades do programa. Mediadores de leitura e agentes culturais desenvolvem cursos, workshops, oficinas e outras atividades formativas, em encontros continuados. O objetivo é estimular a leitura e a produção cultural dos estudantes por textos, poemas, vídeos, fotografias, artes e outras manifestações.

Ao final do ciclo, acontece em cada escola a mostra cultural Auê Literário, reunindo as criações dos participantes do projeto elaboradas durante as oficinas, além de exposições, banca de leitura, literatura e apresentações artísticas. A programação ainda prevê a realização de workshops, rodas de conversas e ouras ações para estimular a leitura as expressões.

O que dizem os estudantes

“Acho bem legal o projeto, incentiva a criatividade, a leitura, ajuda a gente a conhecer mais a poesia. Vimos que a poesia está muito mais presente nas coisas do que a gente imagina, como na música, por exemplo”. – Lara Vitória de Souza Pereira – Colégio Gustavo Dobrandino da Silva

“Foi muito legal participar. O que eu mais gostei foi da oficina em que descobri objetos que não conhecia, como a câmera fotográfica com filme e o carimbo antigo. Também não tinha visto texto em braile de perto”. – Leonardo Damacena de Oliveira – Colégio Flávio Warken

“Conversamos sobre poemas e opiniões diferentes. Consigo olhar a poesia de outra maneira agora e começamos a fazer nossos próprios textos. Pretendo escrever mais e ler mais”. – Anderson da Silva Pinheiro – Colégio Gustavo Dobrandino da Silva

“Os exercícios influenciam a gente a se expressar mais pela poesia, fotografia ou desenho. Na turma, também conhecemos um pouco mais sobre os colegas e entendemos que há várias formas de ver a mesma coisa”. Débora Cristina de Souza Adamanto – Colégio Flávio Warken

 

Cultura e educação

A professora Angela Moreira, do Colégio Gustavo Dobrandino da Silva, na região Sul de Foz do Iguaçu, destaca a importância da relação da escola com os projetos sociais e culturais. “Os alunos conseguem desenvolver seus talentos de forma mais livre para criar, pois muitos deles fazem música, poesia, desenhos”, frisa Angela Moreira.

A educadora ressalta a relação entre atividades do projeto Festival Auê Literário e os conteúdos curriculares. “A interação reforça os laços entre eles e isso é muito importante para a escola”, frisa Angela Moreira. “Valorizamos a interdisciplinaridade e achamos que essas atividades lúdicas abrem novas fórmulas para o professor trabalhar a leitura, a poesia e arte”, conclui.

 

Escola e comunidade

Para Fabiola Bomdia, diretora auxiliar do Colégio Flávio Warken, localizado na Vila C, na área Norte da cidade, projetos culturais complementam os conteúdos básicos trabalhados na escola. “Muitas vezes, os conteúdos precisam de um olhar diferenciado para que os estudantes mergulhem à fundo no ambiente cultural dentro da escola”, expõe.

Para ela, a ação de leitura e expressões realizada pela Associação Guatá aproxima a comunidade da escola e contribui para as práticas educativas. “A escola não pode ser uma ilha, desconectada da comunidade, tem que estar aberta para projetos como esse. É uma iniciativa que pode estimular muitas novas práticas de aprendizado ou complementá-las”, pontua.

 

Da série Auê Festival Literário, leia também:
– Arte na escola – exercício essencial da aprendizagem significativa (Texto de Karina Moschkowich)

– Página do Festival Auê Literário (Álbum de fotos, artigos sobre leitura, diário de bordo)

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Guatá:Texto: Paulo Bogler / Fotos: Áurea Cunha

 

 

 

 

 

 

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