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Viajante

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  –  Um poema de AnaiLuJ  –

E tinha uma estrada na minha frente
Que eu sabia que não poderia voltar.
Mas eu havia percebido que aquela era a hora certa.
Era preciso apenas encher os pulmões de coragem,
Abraçar com muita segurança o pequeno baú
Única coisa que havia levado
E ir…

E agora ainda nela
Não sabia o quão difícil seria.
De todos os sentimentos
É o medo quem impera, quem berra
“Medo de que?” – Eu me pergunto

TODO O TEMPO

“Se é novo, deixe ir
Desprenda-se e não temas”
Mas é tão difícil.

E cada vez mais
Eu sinto os braços doerem,
Temendo estar andando num caminho
Escuro e desconhecido.
Eles fazem muita força pra segurar essa caixa,
Que guarda o meu bem mais valioso.

Eu sou guria do mundo,
Filha das cachoeiras, das matas
Neta dos mares, dos ventos,
Da pedra mais alta.
Sou pedra mais alta,
Sou fé, axé, força, luz…
E por ser luz, e por pedir mais luz,
Mesmo com medo
Eu sigo.
Sem saber o que me espera
Eu sigo. VIAJANTE
________________________________________
AnaiLuJ é estudantes de Serviço Social no Rio de Janeiro. O poema foi publicado na revista Escrita 50. Para ver mais da edição, clique aqui.

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