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Elétrico processo

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  –  Um comentário de Karina Nazario Moschkowich  –

Plugado, conectado, processando… Termos que até pouco tempo não eram usuais hoje são convencionais.

Uma sociedade refém de um excesso de informações, porém apenas com recortes das cenas do cotidiano. Seres conectados com o mundo e desatentos a quem está próximo. Com acesso aberto a todas as portas que o mundo virtual concede, mas fechado para vivência em sua totalidade.

Problemas auditivos, dificuldades de equilíbrio e locomoção, acidentes por desatenção, insuficiência de vitaminas, são apenas alguns problemas que o mundo virtual vem deixando como rastros.

Em tempos de tecnologia, livros são deixados de lado e junto com eles a possibilidade de criação, de imaginação, de refúgio em detalhes, de aconchego em palavras.

O livro desperta a expectativa do que vem depois, das possibilidades de vários enredos, do poder da imaginação e da sede de chegar ao passo seguinte que deve ser seguido gradativamente.

Abrir um livro, sentir o perfume do papel e da tinta que misturados causam magia fortalece os mais doces sentimentos de alguém que deseja um encontro. Assim como dizia Manoel de Barros A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.

O livro ganha vida ao saltar de uma prateleira. Uma vida nova a cada mão que o  resgata e o empunha a uma nova batalha.

Em tempos de tecnologia da-se importância ao visualizar. Não se aprofunda e não impregna-se da essência. Superficial segue a vida. Mergulhos rasos e carentes de uma pitada de florescência.

Resgatar a leitura de livros como um hábito é manter suas digitais intactas, é oferecer a si mesmo a aventura de estar conectado consigo mesmo. É usar a interface do seu próprio espelho. Ler é ser sua própria multimídia que ganha forma através da imaginação.

O livro sempre será o melhor provedor de  conexões muito além do desconhecido.

 


Leia mais textos sobre livros, leitura e expressões: clique aqui “Festival Auê Literário”

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Karina Nazario Moschkowich é pedagoga e professora em Foz do Iguaçu, Pr.
Voluntária do projeto Festival Auê Literário, organizado pela Guatá.

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