subscribe: Posts | Comments

leader

Em construção

0 comments

  –  Novo álbum do Festival Auê Literário no Colégio Gustavo da Silva mostra oficina sobre o lapidar da expressão –

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Na nona série do ensino fundamental, no Colégio Gustavo da Silva, a oficina se dividiu em três momentos fundamentais. Primeiro, uma roda de conversa  e, depois, uma roda de leitura. No meio delas, dinâmicas aguçando a imaginação, soltando as expressões e, claro, o exercício prazeroso da língua escrita.

Marielly Barbosa: “Na oficina podemos desabafar através do desenho e da escrita” (Fotos: Áurea Cunha)

Maryelly Barbosa, 14, comenta o ritmo da oficina. “Muita coisa chamou a minha atenção: Tem gente que não consegue se expressar. Na oficina a gente aprende a desabafar em forma de desenhos e poemas.”

Na roda de conversa o assunto foi a arte e sua capacidade de transformação individual e social das pessoas. Exemplos importantes foram dados por estudantes que iniciaram nas artes.

Alessandra Engel Eckhardt, 14, complementa: “Primeiro a gente começa envergonhada, depois vai se desenvolvendo, interagindo e se ajeitando no meio de todo mundo, se encaixando. Eu escrevo e gosto de desenhar. A escrita mostra pra gente e para os outros o que estamos sentindo.

Werisson: “Atividades assim, ajudam muito no dia a dia da escola. Me sinto mais livre e à vontade”

“Para mim é uma atividade boa porque estimula a gente a ter uma imaginação além do que pensa que pode. Aqui a nossa imaginação vai um pouco mais além”, diz Werisson Gonçalves Nogueira,14. “Me sinto à vontade e me solto mais para escrever. E pra gente se soltar depende de quem está ensinando a gente. Ajuda muito no dia a dia da escola, me sinto mais livre e à vontade”, completa.

Werisson atualmente se dedica à música, estudando bateria no contra turno da escola. Vários de seus colegas também estão inseridos em atividades artísticas fora da escola. Alguns através de instituições filantrópicas e de grupos religiosos. Todos, porém, reforçam a importância do estímulo encontrado no esforço dos professores do próprio colégio. No ano passado, a partir de um “show artístico interno”, musicistas, desenhistas, bailarinos e poetas surgiram para o cotidiano da escola.

 

O papel da escola

O professor Marco Aurélio, responsável pelos conteúdos de Língua Portuguesa ministrados nas últimas séries do ensino fundamental faz uma reflexão sobre isso. “Temos bastantes talentos que poderiam ser mais estimulados e lapidados, mas no dia a dia da escola não conseguimos fazer com maior potencialidade. Quando vêm pessoas de fora eles se soltam mais e se liberam da questão de estarem fazendo uma uma atividade escolar.

Por isso, vejo este tipo de atividade (o Festival Auê) na escola como fundamental. Com isto, em primeiro lugar nós cumprimos com um dos itens que é a interação com a comunidade. Nisto eles conseguem ver outras questões culturais acontecendo no entorno. Também porque muitas vezes durante as aulas não temos esta acessibilidade e nem o tempo necessário para desenvolver estes tipos de habilidades em relação à poesia, à música, à dança.

 

 

O programa Festival Auê Literário é uma realização da Guatá – Cultura em Movimento e conta com o patrocínio cultural da Itaipu Binacional. Desenvolve-se gratuitamente em colégios da rede pública estadual, em Foz do Iguaçu, estimulando a leitura e as expressões artísticas em geral.

Veja mais do Festival Auê Literário, clicando aqui

____________________________
Guatá/Áurea Cunha

468 ad

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *