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  –  Vídeo é uma amostra da importância do Museu de Imagens do Inconsciente  –

 

O Museu de Imagens do Inconsciente, criado pela psiquiatra Nise da Silveira com obras feitas pelos internos do atual Instituto Municipal Nise da Silveira (ex-Centro Psiquiátrico Pedro II), na cidade do Rio de Janeiro. Essas obras possuem o reconhecimento artístico de profissionais brasileiros. Atualmente, o museu possui um acervo que ultrapassa 360 mil obras. O acervo já foi mostrado em mais de uma centena de exposições nacionais e internacionais.

 

 

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Como forma de valorizar e dar visibilidade a museus menos conhecidos no país, a UNESCO mantém na rede de computadores um vídeo que produziu em 2016 sobre a história e a importância do Museu de Imagens do Inconsciente, criado pela psiquiatra Nise da Silveira com obras feitas pelos internos do Instituto Municipal Nise da Silveira (ex-Centro Psiquiátrico Pedro II) e reconhecimento artístico de profissionais brasileiros.
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O Museu de Imagens do Inconsciente já realizou mais de 150 exposições no Brasil e no exterior, sempre abordando o aspecto científico ou o artístico. O acervo do Museu teve origem em ateliês do Instituto Municipal que funcionam até hoje, por isso, se renova a cada dia, ou seja, não é voltado apenas para o passado, como grande parte dos museus no mundo. Esse é, inclusive, um conceito moderno da museologia que visa a aproximar os museus das comunidades.
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Ações como essa vêm ao encontro do novo instrumento normativo da UNESCO sobre a “Proteção e Promoção de Museus e Coleções, suas Diversidades e seus Papéis na Sociedade” (em inglês), adotado durante a última Conferência Geral da Organização, em novembro de 2015. Pelo documento, os Estados-membros se comprometem com uma série de orientações que se transformarão nos pilares da gestão de museus em todo o mundo.
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O Brasil foi um dos países que contribuiu financeiramente para a elaboração deste novo documento, juntamente com as Filipinas e a República Checa.

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Sobre Nise da Silveira –

. Nise da Silveira, fundadora do Museu de Imagens do Inconsciente, foi uma psiquiatra brasileira conhecida por propor terapias alternativas a tratamentos violentos, como eletrochoque, lobotomia e insulínico. Foi também uma das pioneiras da terapia Junguiana no Brasil. Na faculdade, ela foi a única mulher em uma turma com mais de 120 homens, na Bahia. Em 1934, no Rio de Janeiro, passou em concurso público do Ministério da Saúde para atuar como psiquiatra. Trabalhou por dois anos no Hospital da Praia Vermelha, conhecido também como Hospício Pedro II. Em 1944, após oito anos afastada de suas funções, ela retorna ao trabalho no Centro Psiquiátrico Dom Pedro II e se rebela contra os tratamentos psiquiátricos da época, por considerá-los muito violentos. Propõe a terapêutica ocupacional – que utiliza atividades como tapeçaria, salão de beleza, jardinagem, música e teatro – como uma maneira alternativa de tratar seus pacientes. Em 1946, cria o Serviço Terapêutico Ocupacional e logo percebe que as atividades expressivas como pintura, modelagem e xilogravura, começaram a se destacar como um meio de acesso ao mundo interno dessas pessoas. A partir daí ela começa a estudar e colecionar as imagens produzidas pelos pacientes e muitos deles revelam talentos artísticos extraordinários para especialistas do mundo da arte.

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Leia também:
Saúde não se vende, loucura não se prende!

Saiba mais sobre Nise da Silveira e sua obra. Clique aqui.

Nise, o coração da loucura (comentário sobre o filme)

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Guatá/fonte: Unesco

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