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Eu no Auê

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  –  Um texto de Angélica Pereira  –  

Angelica em atividade de preparação do Auê Literário. (Foto: Áurea Cunha)

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Em uma oficina do Auê Literário em que eu estava como mediadora, a atividade proposta era que os participantes realizassem um exercício de criação, por meio de dois elementos opostos, podendo ser objetos, imagens, sentimentos, etc. Primeira inquietação, eu ajudando no processo dos participantes, de repente, me questionam: – Angélica, mas isso não existe de verdade, você tá imaginando demais.
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Respondi de prontidão, existe sim, na minha cabeça, eu que inventei então existe, é isso que nos diferencia dos outros animais, nós podemos imaginar, não é? Me olharam com um olhar, como quem faz a pergunta – o quê?
Continuamos o exercício segunda pergunta- Angélica, e você não vai fazer?
Dessa vez eu não tinha resposta, até por que ela tinha razão, se eu não faço, se não imagino como posso mediar uma atividade que o principal é a imaginação? Caminhei até o meio da sala, onde estava uma caixa com várias coisas dentro, peguei duas, como eu mesma tinha proposto, que não se pareciam em nada; uma dela era uma pena, eu interpretei como uma asa de passarinho, a segunda uma frase do Einstein “educação é tudo aquilo que esquecemos que a escola ensinou”
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E aí está, o meu binômio fantástico:
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A educação dá asas, dá possibilidades de sonhar, imaginar.
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É importante compreender o real. A realidade está presente fisicamente, tem nome, espaço-tempo.
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O concreto está posto, condicionado, condicionante mas não determinante.
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A compreensão do presente, nos coloca num espaço-tempo, como sujeitos históricos, que somos. Entender o real, dá possibilidades de criar, transformar, desejar realidades que nem existem, mas possíveis pois todo futuro começa no presente.
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As asas da imaginação permitem explorar, almejar, lutar por outras formas de viver a vida, coletivamente, individualmente, realmente como gente.

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Angélica Pereira, estudante de História em Foz do Iguaçu. É voluntária do programa Festival Auê Literário, realizado pela Guatá.

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