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De que caixinha saiu?

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  –  Tudo o que é sólido se desmancha na imaginação. Estudantes do Colégio Costa e Silva participam do Auê Literário  –

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A palavra pássaro rima perfeitamente com armário. Caderno tem tudo a ver com chuva quando o assunto é o jogo da linguagem e da imaginação. Esse exercício criativo fez parte da oficina realizada a estudantes do Colégio Estadual Costa e Silva, localizado no Jardim América, em Foz do Iguaçu, nesta quarta-feira, 1°.
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A atividade integra o projeto Festival Auê Literário, realizado pela Associação Guatá, em parceria com a escola e professores da instituição de ensino, com patrocínio da Itaipu Binacional. Ao todo, são quatro encontros de formação dirigidos a uma turma do ensino médio. Para finalizar, acontece um evento de apresentação dos resultados da ação e programação cultural.
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O objetivo é estimular a leitura, a escrita e as expressões entre os jovens estudantes, por meio da produção e da interação com as múltiplas linguagens, como poesia, crônica, texto ficcional e não ficcional, vídeo, fotografia, desenho, linguagem corporal e história oral. Nas atividades coletivas, os participantes leem, debatem e criam colaborativamente.
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“A ideia é romper com as expressões, criações e pensamentos que nos condicionam a ‘caixinhas’ determinadas pela sociedade e que nos bloqueiam”, pondera Kariny Wermouth, mediadora de leitura da Guatá. “As atividades e exercícios criativos que apresentamos aos alunos são livres, mas ao final dialogam com os conteúdos trabalhados pela escola”, frisa.

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Reflexões e criações

Ariadne: “Em grupo, há interação, trocas, a gente aprende mais” (Fotos: Áurea Cunha)

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Leitora de ficção estrangeira, Ariadne Lang, de 15 anos, conta que a sua principal forma de expressão são a dança e o teatro. Ela explica que não é acostumada a escrever textos ficcionais e que as atividades do Auê Literário estimulam os estudantes a produzir e a compartilhar suas ideais, sentimentos e impressões.
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“Gostei, é uma atividade nova. Muita gente não está acostumada a dedicar um tempo para escrever, mostrar o que está dentro de si, como fizemos na oficina”, aponta Ariadne. “Em grupo, há interação, trocas, a gente aprende mais coisas que marcam e que levaremos para a vida. Também conhecemos melhor nossos colegas e tudo de forma divertida”, destaca a estudante.
Para Adrian Davi de Oliveira Zarate, de 17 anos, as atividades de leitura, escrita e expressão realizadas pela Guatá incentivam os estudantes a ampliar a conexão com as pessoas por meio das várias linguagens. “É uma ideia de socialização, nos ajuda na expressão por muitas formas, como a poesia, as artes e outras possibilidades”, conta.
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“Vimos que a literatura está presente em tudo na vida, no sorriso, na lágrima, no amanhecer e no anoitecer. Ela nos ajuda a despertar algo adormecido, algo simples que pode representar muita coisa”, disse Adrian. “Esse contato com a turma também é importante para sabermos o que o outro sente e passa, porque somos todos iguais”, reflete.

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Clique aqui e veja mais do Festival Auê Literário

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Guatá/ Texto: Paulo Bogler / Fotos: Áurea Cunha e Paulo Bogler

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