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Que tal poetar?

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  –  Imaginar, trocar e inventar o que não foi criado ainda. Projeto de leitura e expressões acontece no Colégio Cataratas do Iguaçu  –

 

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Que tal exercer o direito de sonhar? Com essa interrogação – retirada da leitura do texto O direito ao delírio, de Eduardo Galeano – os estudantes do Colégio Estadual Cataratas do Iguaçu são convidados a imaginar e a projetar perspectivas novas. É mais uma etapa do projeto Festival Auê Literário, realizada nessa quinta-feira, 2, na escola do Jardim Três Bandeiras, em Foz do Iguaçu.

Clique aqui para ver o álbum completo
do Auê Literário no Colégio Cataratas

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Dinâmicas, exercícios, diálogos, leituras, reflexões e expressões fazem parte das atividades formativas. Tudo realizado de forma livre, espontânea e colaborativa, pois a ideia é que os estudantes vivenciem suas próprias histórias “como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca”, tal como narra Eduardo Galeano.
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O Festival Auê Literário é realizado pela Associação Guatá, em parceria com a escola e professores da instituição de ensino, com patrocínio da Itaipu Binacional. Ao todo, são quatro encontros de formação dirigidos a uma turma do ensino médio. Para finalizar, acontece um evento de apresentação dos resultados da ação e programação cultural.
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A mediadora de leitura Angélica Pereira explica que a formação incentiva os participantes a pensar a realidade e a reinventá-la, utilizando diferentes formas de linguagem e comunicação. Os estudantes são convidados a registrar, em textos literários e não ficcionais, suas interpretações e visões de mundo, sentimentos e opiniões.
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“A imaginação é para pensar além do que a gente está vendo. Com ela é possível criar o que não existe ainda, como um sonho ou um mundo melhor”, explica Angélica, sobre a importância das atividades que estimulam a criatividade. “A imaginação ajuda a gente a se expressar e amplia o nosso repertório”, completa.

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Brendha: “Todos nós tivemos espaço para se expressar” (Fotos: Áurea Cunha)

Diálogo e partilha  – A estudante Brendha Martinez, de 16 anos, conta que foi surpreendida com a interação e o dinamismo da oficina literária. “Achei que ia ser mais uma atividade entediante, algo que os jovens não gostam. Mas foi tudo muito dinâmico, todos nós tivemos espaço para se expressar, conversar sobre coisas que nos interessam e mostrar o que cada pessoa é capaz”, frisa.
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Leitora assídua, Brendha gosta de livros de terror e romance, e outras formas de arte. “Faço de tudo. Danço e canto na rua, cumprimento estranhos e abraço árvores. Tudo faz parte da vida”, expõe. “A oficina é importante pois muitos jovens não dispõem de espaços que estimulem o seu talento. Ela contribui para abrirmos os olhos para o que as outras pessoas fazem”, conta.
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Guilherme: “Os exercícios ajudam a ampliar a noção do ato de escrever”

Conforme Guilherme Rocha, de 19 anos, os exercícios o ajudam a ampliar a noção sobre a importância do ato de escrever como possibilidade de expressão daquilo que se sente. “Há pessoas que têm dificuldade de se expressar e guardam tudo para si. A oficina aguçou a minha vontade de escrever e acho que nos outros alunos também”, disse.
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Fã de anime, animação de origem japonesa, Guilherme conta que faz leituras por aplicativos de celular, tendo preferência por suspense. As atividades do Auê Literário, conta, o fizeram relacionar literatura e cotidiano. “Ela [literatura] está em tudo no nosso dia a dia. Está presente em um filme e também em uma música”, aponta.

Clique aqui e veja mais ações do projeto Festival Auê Literário

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Guatá/Texto: Paulo Bogler / Fotos: Áurea Cunha e Paulo Bogler

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