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‘…Eporanbaite!’

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  –  Um comentário de Silvio Campana  –

«Oimbaite, eporandunte, eporanbaite!’ Confesso que não sei se a grafia tem correção na língua guarani. Mesmo assim resolvi reproduzir nesta edição de setembro – mês de aniversário da Guatá – a frase que nos chegou de forma singela e anônima, escrita em um dos marca-páginas artesanais que circulam dentro dos livros da banca do programa ‘Tirando de Letra’. A curiosidade sobre seu significado me levou até algo aproximado em português à expressão ‘Está tudo contido, tem de tudo e tudo é muito bom!’
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Creio que é isso que tenho a dizer do conteúdo desta edição da Escrita, que outra vez reúne a generosidade de colaboradores distintos, tanto quanto diferentes são as linguagens e temas que desenvolveram em suas obras. Imagens e palavras que foram nos chegando aos pouquinhos nos últimos meses e que floresceram na revista, decerto que aproveitando a primavera que também já se anuncia.
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A começar pela capa, que estampa uma das fotos da exposição ‘A lo cubano’, da fotógrafa Yuma Martellanz. Direto de Veneza, ela nos enviou uma pequena amostra do trabalho que está em exposição naquela cidade italiana, no qual retrata sua visita à Cuba, em 2017, depois de velejar pelo Atlântico. De forma sensível, a artista revela um pouco da alma daquele país.
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Ainda no espaço das imagens, temos a participação de duas figurinhas carimbadas da Escrita: o iguaçuense / paulistano Lalan Bessoni e a argentina / curitibana Natália Gavotti. Somando-se à qualidade dos dois, temos a estreia do traço de Fralvez. De São Paulo, ele nos presenteia ilustrações falando de contemporaneidade. Vale a pena conhecer. Completam o time dos ‘olhos’, fotografias de Áurea Cunha, Lays Furtado, Montezuma Cruz, Wemerson Augusto e Adrielli Becker.
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Já no time das ‘palavras’, um tantinho de gente emprestou sua verve pra mais pessoas se emocionarem. Em prosa e em verso – alguns dizendo em português, outros em espanhol, portunhol e até em jopará – possibilitaram que esta edição garantisse a nossa principal característica que é a mistura.
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Ficou bom. E como disse lá em cima, hay de todo e tudo muito bonito. Esta edição está, digamos, modestamente, eporabaite!

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Silvio Campana é jornalista e editor da revista Escrita.

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