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Sentir, amar, resistir

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  –  Uma opinião de Bruno Willian Levandoski  –

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Em momentos de crise como o que vivemos, a mim se mostrou importante resistir. Mas como resistir? Amando! Amando a vida. Amando as pessoas. E demonstrando! Tanto sua satisfação como a falta dela. Nos querem emocionalmente estereis. Querem a paz a qualquer custo. Mesmo que custe a voz, o amor ou a própria vida. Se ao ouvir ou ler minhas palavras, você se sente tocado ou representado é por que ainda há resistência, ainda há esperança. Mas resistir acima de tudo, significa sentir. Não se deixar levar pelo medo e pela angústia, que nega o sentir. Pois a dor, como todo o resto é parte da vida. Um pedaço do caos. E como tudo o que há dentro é como o que há fora, abdicar dele seria também abdicar de todo o resto.
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Embora poetas e pensadores do passado achassem que essa esterilização emocional não fosse possível, o capitalismo nos mostra o contrário. Somos a vida que nega a vida. Calamos a essência. Tapamos a fonte. De forma que a guerra que acontece dentro de nós tem como resultado uma derrota, pois na morte do sentir, reina totalitariamente o medo e a angústia.

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Bruno Willian Levandoski é engenheiro elétrico e estuda Música em São Miguel do Iguaçu, Pr.

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