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Museu em movimento

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 –  Hoje tem “Ocupe o Museu’ em Foz. Entre tantas atrações gratuitas, reserve tempo para a sutileza de três exposições  –

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Neste sábado (1 de dezembro), quando você estiver no “Ocupe’, no Ecomuseu, não deixe de visitar as três exposições que estão na programação. Apesar de apresentarem peças e contextos totalmente diferentes, a sutileza dos detalhes aguçará sua atenção e sensibilidade.  O resultado bem que poderá ser visto como uma linda mensagem de amor.

Clique aqui para ver outras atividades do “Ocupe o Museu”

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As telas de Luccas Cristalvo revelam as potencialidades de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Du Salzane, artista responsável pela Poesia em Movimento, consegue transformar resíduos em peças delicadas que se assemelham a minicenários. Carregado de significados, os teares feito à mão da centenária produção têxtil paraguaia completam as mostras que estão sendo expostas pela primeira vez no Ecomuseu.
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“Sway” –  Este é o nome da exposição de pinturas que reúne peças do adolescente Luccas Cristalvo. Diagnosticado com autismo em 2016, aos 16 anos, ele faz das telas sua maior força de expressão.
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Luccas comenta o quanto a arte é importante em sua vida. “Comecei a pintar com tinta a óleo há dois anos. Eu pinto o mundo como vejo. Procuro transformar o estresse do dia a dia em algo tranquilo, até mesmo os sons”. E completa dedicando sua obra: “Dedico essas pinturas e esse momento a todas as crianças que sofrem com autismo e que, assim como eu, já foram mal interpretadas”, disse durante a abertura da exposição em outubro passado.
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Movimento – 
As esculturas de madeira (autômatos) de Du Salzane revelam como restos de árvores, folhas e até objetos caseiros podem ser transformados em arte. “A Poesia do Movimento Mecânico’ é o nome de sua exposição.
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O tema escolhido para a montagem das esculturas retrata a formação e a paixão do artista. “Sou torneiro mecânico e palhaço. Procurei utilizar meus conhecimentos de mecânica para dar vida ao lixo. As 20 esculturas têm um certo movimento. Como todo palhaço, meu objetivo é transmitir amor e alegria através desses autômatos”, explicou.
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Cultura textil – “Ayovita”, cuja tradução é “tear” em guarani, retrata um pouco da produção têxtil do Paraguai.  As peças pertencem ao acervo do Museo de Itaipu Tierra Guarani e inclui tecidos, materiais utilizados na confecção das peças e réplicas de teares. Os teares, por exemplo, concebem os tradicionais ponchos paraguaios de 60 listras.
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Ana Burro, arquiteta do museu paraguaio, contou que essas peças estavam armazenadas há mais de 30 anos e foram restauradas para a exibição ao público. “Todo o acervo foi restaurado. Para nós, é muito gratificante contar uma pouco da história do tear, que é tão antiga quanto a da humanidade”, afirmou.
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Serviço:
“Ocupe o Museu’
Dia 1 de dezembro, das 16 às 20 horas.
Evento gratuito.

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Baseado em texto da Assessoria/Fotos: Zanella

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