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Seguia sempre…

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Um poema de Mário Quintana.
Uma fotografia de Áurea Cunha.
“Alvorecer em San Alberto”, fotografia de Áurea Cunha.
Cenário paraguaio às quatro da manhã
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A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas…
Quando se vê, já é 6.ª feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente …

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

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Mario Quintana (1906-1994), em Poesia Completa.
Áurea Cunha, fotojornalista em Foz do Iguaçu, Pr.

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