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“Avaré”

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Filme de unileiros venceu Festival Brasileiro de Nanometragem, em Atibaia – SP.

No dia 2 de fevereiro, sábado passado, Victor Gimenes e Beto Ruhoff foram premiados com “Avaré’, filme de nanometragem no Festival Brasileiro da modalidade realizado em Atibaia, SP. Victor e Beto são estudantes de Cinema na Unila, em Foz do Iguaçu, e na obra desenvolvem a temática da cultura dos povos originários e a relação desta com a colonialismo.

Mas afinal, o que é nanometragem?

Nanometragens são filmes e vídeos com, no máximo, 45 segundos de duração. O formato foi desenvolvido pelos diretores da “Incubadora de Artistas”, Igor Spacek e Vitor Carvalho. Segundo a organização do Festival Brasileiro, o objetivo é estimular um número maior de pessoas a participar, já que não é necessário utilizar um aparato profissional para realizar um filme de duração tão curta.

É possível fazer o vídeo usando apenas a câmera de um celular, câmera fotográfica ou tablet e, claro, uma boa ideia! A edição de 2019 foi a sexta do Festival Brasileiro de Nanometragem, realizado pela Incubadora de Artistas com apoio do Centerplex Atibaia, cidade paulista.

O filme de 45 segundos dos estudantes da Unila, faz uma crítica social na relação entre índios e europeus. “Avaré”, foi um dos três premiados como melhores filme da categoria no Festival.

Eles comentaram o prêmio, ouvidos pelo site iguaçuense Click Foz:

“Foi um desafio pensar em um roteiro que tinha um argumento bom e que levasse uma mensagem boa com 45 segundos de duração. Eu sempre gostei da cultura indígena, das lendas e de tudo o que a permeia, (acho que justamente por morar na fronteira), então por fim, decidimos fazer algo que os homenageassem ou levantasse uma crítica. Escolhemos então o tema de como era a relação deles com os recém chegados, europeus, na colonização, até os dias de hoje, onde muitos ainda continuam morrendo. É uma conversa que precisa ser discutida, de forma plausível e claro entendendo o lado de todos”, explicou um dos diretores, Beto Ruhoff.

No mundo – O filme será exibido no Festival de Contis, em Saint Julien en Born na França em junho, no Festival Porto7, em Portugal e no Los Angeles Brazilian Film Festival, em Los Angeles. “Fomos convidados para a exibição na França, porém infelizmente, não podemos arcar com as despesas da passagem. Mas, já ficamos felizes por levar o nome da cidade e do cinema nacional mundo afora”, finaliza Ruhoff.

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Texto base: Lauane de Melo / Click Foz

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