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8 de março, na fronteira .

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Mulheres realizarão marcha por igualdade e pelo fim da violência. Mobilização no Dia Internacional de Luta das Mulheres será simultânea em Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú.

Caminhada no 8 de março de 2018. (Foto: Marcos Labanca)

Fim da violência doméstica e do feminicídio, igualdade salarial, trabalho decente, direito trabalhista e aposentadoria. Essas são as principais reivindicações da Marcha do Dia Internacional de Luta das Mulheres, que acontecerá na próxima sexta-feira, 8, em Foz do Iguaçu, organizada por cerca de 30 coletivos e entidades iguaçuenses. 

A concentração para o movimento será a partir das 18h no Zoológico Bosque Guarani. A marcha sairá às 19h, percorrendo as avenidas centrais até a Praça da Paz, onde haverá um ato público. A marcha pelo Dia Internacional das Mulheres ocorrerá simultaneamente em Foz do Iguaçu, Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina).

A mobilização tem o lema “Pela vida das mulheres, somos todas Marielle!”, em referência ao assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro (RJ). A frase remete à trajetória de mulheres que enfrentam a injustiça e a opressão.  O atentado contra a parlamentar carioca completa um ano neste mês de março, sem que o crime tenha sido desvendado pelas autoridades; e seus responsáveis, identificados e punidos.

Para Kiara Heck, uma das organizadoras da Marcha das Mulheres em Foz do Iguaçu, a mobilização da sociedade contribui para promover a visibilidade das causas defendidas pelas mulheres e a conscientização das pessoas. Kiara é coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que oferece acompanhamento psicológico, social e jurídico, além de orientação às mulheres em situação de violência.

“Movimentos de mobilização coletiva são importantes para causar impacto social, especialmente na promoção de um pensamento que promova a equidade de gênero e a prevenção da violência contra a mulher”, enfatizou Kiara Heck. “O objetivo é apresentar à sociedade um pouco da luta do cotidiano e as pautas voltadas ao direito da mulher.”

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8 de março nas Três Fronteiras

Conforme a professora Angela Moreira, da Secretaria de Mulheres da APP-Sindicato/Foz, além da união de coletivos e entidades iguaçuenses, o Dia Internacional de Luta das Mulheres acontecerá de forma unificada nas Três Fronteiras. A ideia é fortalecer as bandeiras e pautas, mantendo a centralidade do movimento na luta contra a violência de gênero.

“Estamos unidas nos três países por pautas gerais e específicas, mas todas pelo fim da violência contra a mulher”, destacou Angela. “A violência doméstica tem aumentado. Ao rememorarmos a covarde execução da vereadora Marielle Franco, lembramos todas as mulheres de luta silenciadas por denunciar um modelo de sociedade que explora, submete, oprime, violenta e assassina as mulheres”, concluiu.

Postagem da Ação Sindical Classista paraguaia nas redes sociais,
convidando para o ato unificado na fronteira. (reprodução)

Paraguai – O convite de um movimento classista de mulheres paraguaias nas redes sociais diz: “… Milhares de mulheres paraguaias, nos vemos obrigadas a migrar em busca de melhores condições de vida. Segundo os últimos dados da EPH (n.e. – organismos paraguaio de estatística), quase 90% das mulheres que migram, o fazemos por razões de trabalho. A expulsão econômica de mais de 1 milhão de paraguaias e paraguaios, afeta – na última década – principalmente às mulheres. Compomos quase 60% das pessoas que residem fora do país. Na Argentina, mais da metade da população paraguaia imigrante tem emprego precário, sem seguridade social e com ingresso inferior ao que rege as leis trabalhistas, fato que afeta principalmente às mulheres.
Pelo direito de emigrar por escolha ou por necessidade. Nosso trabalho tem valor (#NuestroTrabajoVale) “

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Violência contra a mulher

O informativo de divulgação da mobilização do dia 8 de março apresenta dados alarmantes da violência contra a mulher. Em Foz do Iguaçu, ocorreram em média 12 casos de agressão física a mulheres por dia no ano de 2018. Na maioria dos casos, o agressor é conhecido, e a violência acontece em casa.

No Brasil, dados oficiais demonstram que 500 mulheres são agredidas por hora. Uma mulher é morta a cada duas horas, e são 164 estupros diários, sem contar que grande parte dos casos não é denunciada ou relatada. As violências domésticas, aponta o panfleto, são físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais.

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Pautas

Entre as pautas defendidas durante a Marcha das Mulheres, estão o fim da violência contra a mulher, a igualdade salarial e as condições dignas de trabalho com a revogação da reforma trabalhista em vigor desde 2018. O movimento é contra a reforma da Previdência e defende a educação pública, gratuita e de qualidade.

Leia também:
Resgatar a história do Dia Internacional da Mulher

Enegrecer o feminismo

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Guatá / fonte: assessoria movimento 8 de março

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