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A Mulher e a Luta pelo Direito de Igualdade

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Uma opinião de Maria Rosangela dos Santos


O Dia Internacional da Mulher é uma data de comemoração e de luta que tem como objetivo a afirmação da igualdade de gênero. A luta das mulheres pela implementação de seus direitos por melhores condições de vida e de trabalho, por salários igualitários, são direitos formalmente conquistados pelas mulheres.

Neste sentido, autoras como Branca Alves e Jaqueline Pitanguy no livro “O que é Feminismo”?, remetem-nos ao panorama histórico sobre o movimento feminista e a condição da mulher na sociedade ao longo da História, reivindicando o fim da desigualdade de gênero, a luta por direitos educativos, políticos civis e trabalhistas, bem como a voz de tantas mulheres fazendo-se ouvir, demonstrando-nos que  a ideologia feminista ultrapassa o âmbito doméstico  alcançando atividades profissionais e educacionais.

Fulvia Rosemberg, em seu livro Educação, raça e gênero, salienta que devemos ter um olhar atento sobre a desigualdade de oportunidades entre os gêneros, segundo ela: “A educação sozinha não faz milagres,
 o currículo, os livros e a forma de educar reproduzem preconceitos que desvalorizam o papel feminino, o confinam no lar, a trabalhos e carreiras pouco valorizadas”, apontando como a causa da maioria das mulheres escolherem as ciências humanas e os homens as áreas de exatas e tecnológicas. 

Atualmente, movimentos sociais representados por mulheres, evidenciam a força crescente de ações conquistadas com muito empenho e dedicação, demonstrando que a participação feminina na luta por direitos não cessa.

Portanto, a mulher sujeito histórico e cultural, encontra-se permeada em inúmeras teias de relações sociais em seu cotidiano, deixando de ser aquele sujeito silenciado, apagado, oculto e legada a terceiro plano desde a antiguidade pela historiografia, demonstrando sua força, resistência, legitimando em seus discursos reivindicações na construção de direitos pela igualdade, ampliando sua inserção no mercado de trabalho, instituições educativas, setores públicos e privados.

Dessa forma, a presença da mulher nos movimentos sociais, possui um significado de transformação social, rompendo paradigmas sobre o papel feminino na sociedade, seu lugar de pertencimento, o uso atribuído a sua imagem, superando barreiras, reivindicando espaços, direitos sociais para a mulher criação de políticas públicas viabilizando ideais democráticos, e promovendo sua participação política, cultural e econômica.

Mais de duas décadas se passaram e as mulheres ocupam novos espaços, projetos sociais, desenvolvendo ações e práticas institucionalizadas, conscientizando movimentos de lutas contra as discriminações de gênero, agressões físicas, assédio moral, e questões de trabalho.

Ser mulher hoje é fazer-se ouvir, ressoar o canto coletivo de raça, clero, étnica, cultura e saberes. São tantas Marias, Lúcias, Helenas, Anas, Josefinas, Sebastianas, filhas, mães, irmãs, primas, tias, descendentes de mulheres perseverantes, guerreiras e amantes.

Mulher que brilha, tem fibra, move e se desloca, erguendo o seu brasão de liberdade e linguagem, em um só canto entoam pelas avenidas amores as suas conquistas, vibram, sonham e unidas são mais que mil canções.

REFERÊNCIA:

ALVES, Branca Moreira; PITANGY, Jacqueline. O que é feminismo?. São Paulo: Brasiliense, 2003.
ROSEMBERG, Fúlvia. Educação, Raça e Gênero. Fundação Carlos Chagas, 1996.


Maria Rosangela dos Santos é mestre em Estudos Interdisciplinares Latino-Americanos, pesquisadora “Escola como Memória Viva”. Vive em Foz do Iguaçu, Pr.

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