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Ñandutí

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Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai declara a tradicional renda patrimônio nacional cultural intangível

Ñanduti, a “teia de aranha” (Foto: SNC)

O governo paraguaio, através da Secretaria Nacional de Cultura (SNC) declarou Patrimônio Nacional Cultural Intangível o conhecimento, técnicas e métodos de elaboração da tradicional renda ñandutí, artesanato simbólico e representativo do Paraguai. O objetivo é manter em vigor essa tradição que é transmitida de geração em geração de tecelões naquele país.

O organismo oficial paraguaio de Cultura também estabelece em sua resolução que promoverá em todas as áreas a valorização da renda do ñandutí. Reconhecendo-o como um símbolo nacional do Paraguai, a SNC propõem um trabalho de resgate e incentivo, com apoio institucional, a ser realizado junto às comunidades produtoras. Haverá também uma preocupação com o registro e documentação de peças produzidas e técnicas desenvolvidas.

Ñandutí, técnica e história passada de geração para geração no Paraguai
(Foto: CapacitacionesPY)

Benefícios – Por meio da declaração oficial, a atividade artesanal do ñandutí – seus conhecimentos e técnicas – estará sob a “Proteção do Patrimônio Nacional”, resguardando sua identidade original em benefício da manutenção da atividade entre as futuras gerações de paraguaios.

A renda ganhou o colorido às mãos guarani. (Foto: ABC Color)

O laço ñanduti

O ñandutí é um ponto de bordado que é tecido em prateleiras em círculos radiais, bordando motivos geométricos ou zoomórficos, em linhas brancas ou em cores brilhantes.

Para fazer o bordado, a pessoa que borda prende um pedaço de tecido em uma moldura e começa a dar pontos. Os primeiros, presos no tecido, são os contornos dos círculos, os outros serão “voadores” ou “pontos de ar”. Ficarão presos aos pontos iniciais e não ao tecido. Ao final, o tecido que dava sustentação inicial é recortado, tendo como resultado uma renda multicolorida.

A técnica do ñandutí reúne mais de 70 tipos de pontos. Entre eles, o “flor-de-goiaba” (considerado um dos mais difíceis) e o “garra-de-gato” (mais fácil). Para se ter uma ideia do trabalho minucioso e paciente daqueles que se dedicam à esse tipo de bordado, uma peça de porte médio pode levar até 200 horas de dedicação para ficar pronta.

OrigensÑandu, na língua guarani, quer dizer aranha; ñanduti, sua teia. As origens deste tradicional laço têm várias versões que incluem até mesmo lendas.

Nas pesquisas feitas pela Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai, no entanto, levam em conta a menção de que este bordado foi trazido para o Paraguai por mulheres espanholas de Tenerife (uma das ilhas do Arquipélago das Canárias) aproximadamente 300 anos atrás. Elas teriam instruído e iniciado na arte do bordado, mulheres indígenas. Essas, por sua vez, desenvolveram e adaptaram a técnica adicionando desenhos coloridos de componentes naturais, como flores, insetos e pássaros.

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Guatá /Fonte SNC. Fotos: SNC e ABC Color

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