CRÔNICA
“Voy a dormir, nodriza mía, acuéstame.
Ponme una lámpara en la cabecera;
una constelación, la que te guste;
todas son buenas, bájala un poquito.”
(Alfonsina Storni)
A palavra de Afonsina
(*) Paulo Bogler
O mês de outubro marca os 70 anos da morte de Alfonsina Storni, escritora e poeta argentina, voz feminina do Modernismo latino-americano
Em 1968, a dupla de argentinos Ariel Ramirez e Felix Luna compôs a música Alfonsina y el Mar para homenagear a poeta e escritora Alfonsina Storni. A canção ficou famosa principalmente através da voz também portenha de Mercedes Sosa, sendo cantada em toda a América Latina e em várias outras partes do mundo.
Storni nasce una Suiça, em 1892, mas passou a viver na Argentina desde os seus quatro anos de idade. Começou a escrever desde cedo e rapidamente conquistou vários prêmios pelas suas obras, sendo reconhecida em praticamente todos os países latinoamericanos.
O nome de Alfonsina Storni é lembrado como uma das grandes autoras da poesia em língua espanhola, tendo forte ligação com o movimento modernista do início do século vinte. Ao seu tempo, destacou-se como poetisa de vanguarda, e por ter colocado a sua condição de mulher e feminista contra normas antiquadas que vigoravam na sociedade portenha.
Contudo, a poeta padeceu em seu drama pessoal. Superada pela dor e o sofrimento promovidos pelo câncer, em 25 de outubro de 1938 decidiu corajosamente pela sua dignidade, caminhando ao encontro do mar para nunca mais retornar. Como último testemunho de sua marcante passagem pela vida, enviou a um jornal de seu país um poema derradeiro.
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(*) Paulo Bogler é estudante de Letras em Foz do Iguaçu. Agente cultural, membro da Guatá - Cultura em Movimento.
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