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A LÍNGUA DO FOTÓGRAFO E O OLHO DO POETA ________________________________________



............................................................................................."Recanto dos Cactos", de Áurea Cunha

Cactos
(*) Áurea Cunha

 

Era uma calorenta tarde como de costume em nossa bela Iguaçu, o  sol já estava em seu último tom antes de se recolher. Passava eu  por uma rua de um  bairro central da cidade  quando parei o carro aos solavancos, quase não acreditei no que via, mais parecia uma miragem. Cactos? Disse eu para mim mesma, apesar de estar acompanhada por mais duas pessoas.

Parei o carro longe do meio fio o suficiente para levar uma multa de trânsito. Larguei a porta aberta e como que atraída me dirigi para um portão onde uma placa dizia  “Recanto dos Cactos”. Nossa! Que paisagem é essa, como eu nunca tinha visto antes?

Ao entrar por uma passarela, em  meio a 1600 espécies diferente de cactos veio ao meu encontro uma senhora, a  dona Marlene, idealizadora do recanto acompanhada por dois pássaros tesourinha  que voavam a seu lado  como que dando tesouradas  em seu cabelo.  Surreal!

A simpática anfitriã nos recebeu com um abraço e  logo nos contou a história de como surgiu o cactário. Disse que ela tinha sonhado  anos antes com o local tal como  ele é hoje. Logo vi que aquilo só poderia ser algo de sonho . 

Naquele curto período que fiquei no local vi uma beleza que dói em flores delicadas e espinhos contundentes,  principalmente se esbarrarmos neles   que são o sistema de defesa das espécies.   Os  espinhos também são belos !

Então o sol se pôs e eu tive que partir. No dia seguinte voltei e levei comigo alguém que eu queria mostrar algo  especial  . Queria levá-lo  sem enxergar .   Imaginei que quando lá chegássemos  ele abriria os olhos  e teria uma estranha sensação. Mas ele não topou a brincadeira de ir de olhos vendados .

Voltei lá mais duas vezes. Gostei da história da dona Marlene, que ouvi  em três ocasiões distintas sem,  no entanto,  perder a essência.

 

(*) Áurea Cunha é fotojornalista em Foz do Iguaçu.


Clique aqui para ler "Crônica Visual", de Áurea Cunha

Clique aqui para ler "Bola Murcha", de Áurea Cunha
Clique aqui para ler "Levitar", de Áurea Cunha
Clique aqui para ler "Salve, salve, Maria", de Áurea Cunha
Clique aqui para ler "Quantidade", de Áurea Cunha
Clique aqui para ler "Na arquibancada", de Áurea Cunha



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"Todas as Cores do Mundo - Retratos do Multiculturalismo Iguaçuense"
e "Sem Legendas", de autoria de Áurea Cunha.

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