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CRÔNICA
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O poeta louco

(*) Francisco Amarilla

 

Todo poeta é um louco assumido e, nas veias de um louco assumido, corre sangue de um poeta. Um não presta e o outro não vale nada. Formam um par perfeito, "A Dama e o Vagabundo", apertam varias vezes na mesma tecla, e nem se importam no que vai dar. Não estão nem ai, pois, os dois são os autênticos vagabundos, "Os imprestáveis".

 No coração de um poeta louco se passa tanta coisa que, nenhum deles presta, (nem sempre). Um poeta esta sempre apaixonada e pronunciando frases amorosas. Ele ama tudo e, ao mesmo tempo não ama nada. Diz que se apaixona e que ama muito, mas, dentro dele bate "Um coração vagabundo" que não vale o sangue que pulsa.

 Um poeta louco é volúvel, para ele toda mulher é bonita, e sempre vai encontrar um detalhe para uma inspiração poética. Pois ele tem um coração vagabundo, e tem mania de levar tudo pro lado do romantismo. Se vires uma borboleta voando ele diz: "Quantas cores, quanta beleza, como voa, como são lindas tuas cores, e o teu vôo encantam olhares".

 Se Ele vê uma mulher, vai se inspirar muito mais, E diz: "Lindas mulheres, belas e maravilhosas, tento evitar, mas, os meus olhos se recusam olhar para outro lugar".
Quando vê uma flor, ele diz: "O! Flores, teu perfume encanta, cativa e embriaga o pobre coração".
   
 Já que todo poeta é um louco assumido, Eu tenho algumas coisas em comum com Eles, um pouco de loucura talvez. Sou o único poeta e escritor, que tem um coração que não se apaixona, e que dento do peito não bate um "coração vagabundo" e que não é chato, e o único que tem a cabeça no lugar, é claro no pescoço, e bem grudado, será?

No mundo poético tem de existir um louco assumido, se não, o que seria das nossas poesias? No fundo, no fundo, gostaria que o meu coração fosse vagabundo, que batesse por coisas lindas.
 Gostaria de ser um "Louco assumido" e fazer parte dos: Autênticos vagabundos, o imprestável “Poeta louco".

    


(*) Francisco Amarilla é guia de turismo e ambientalista em Foz do Iguaçu, Pr.

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