As catástrofes se sucedem, cada vez com maior intensidade e consequências sociais cada vez mais dramáticas. É raro o dia em que a tragédia não castiga alguma comunidade, algum lugar, no Brasil e no mundo. Vendavais, furacões, inundações, terremotos, tsunamis, destruição, mortos, feridos, desabrigados... E, pelo que se anuncia em função do aquecimento global, isso tudo vai se agravar constantemente, em ritmo sempre mais veloz e resultados mais trágicos.
Quanta calamidade! Quanto sofrimento! Mas para socorrer os flagelados, o que se tem? Apesar de tão comuns, os flagelos sempre pegam as vítimas, as sociedades a que pertencem e respectivos governos totalmente desprevenidos – e então o socorro é feito no improviso, na afobação e com efeitos miseráveis.
Está cada vez mais evidente que países, estados ou rpovíncias e municípios precisam estar preparados para agir com eficácia na mitigação dos efeitos das tragédias, por meio de estratégias de enfrentamento, de recursos materiais e humanos.
Nesse sentido, existe no Brasil a Defesa Civil, que normalmente sequer consegue estabelecer alguma ordem e organização dos sobreviventes e de quem se dispõe a ajudar de alguma forma.
Mas que esperar do Brasil se nem a o país mais rico do mundo, os Estados Unidos, tem se mostrado competente para enfrentar tais situações? Basta lembrar do fiasco exibido ao mundo pelos norte-americanos e respectivo governo quando do Furacão Catrina (é, de tão notável, merece iniciais maiúsculas).
É incompreensível, inadmissível que não se veja em praticamente lugar algum do mundo uma preparação à altura dos desafios que sucessivas tragédias impõem.
Quando será que o mundo – talvez via Organização das Nações Unidas (ONU) – e todos os países, estados ou províncias e municípios irão criar, entre outras medidas, um fundo de recursos monetários para isso? No Brasil, não há notícia de que uma idéia assim tão elementar esteja na pauta de alguma instância de poder. Alguém, porventura, está alimentando a idéia de criar um Fundo Nacional de Auxílio a Flagelados?
Enquanto continuar assim, o socorro aos flagelados dependerá das campanhas de chamamento à caridade fraterna do povo, o que invariavelmente fica longe de uma resposta conveniente à gravidade de cada situação trágica que se abate sobre a população.
Que vergonha!
(*) Juvêncio Mazzarollo é jornalista ambiental em Foz do Iguaçu, Pr..