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OPINIÃO

 

Os rios que nos unem...

(*) Yassine Ahmad Hijazi


            A região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina é um milagre da natureza. O rio Paraná e Iguaçu se unem nas belezas naturais que tem origem na Bacia Hidrográfica Paranaense.
            Em torno dos rios Iguaçu e Paraná surgiu uma civilização heterogênea ressaltada pelo império natural da região – podemos destacar que além das belezas naturais a cidade de Foz do Iguaçu tem como atrativo a hidroelétrica de Itaipu considerada a maior obra de engenharia do século.
            A cidade sempre contou com a participação dos imigrantes nos seus diversos ciclos econômicos.

Ciclos Econômicos de Foz do Iguaçu

A Tríplice Fronteira tem uma história de desenvolvimento socioeconômico vinculado a três grandes ciclos. O primeiro de um século de duração, de 1870 a 1970, seguiu o padrão de toda a região Oeste do Paraná, de extração da madeira e erva-mate.
A partir da década de 1970, Foz do Iguaçu tem uma história singular, iniciada com o ciclo da construção da hidrelétrica de Itaipu, que perdurou até 1980, proporcionando o aumento exponencial da população, quantificado neste estudo.
O terceiro ciclo foi caracterizado pela conjunção do turismo de compras, decorrente dos sucessivos planos econômicos a partir do Cruzado, em 1986; e a exportação, que floresceu no período de 1977 a 1994, também em conseqüência da construção de Itaipu. A cidade chegou a receber mais de 4 milhões de compristas em 1994/95, fato que se constitui em outro fenômeno único. 
A formação do Mercado Comum do Sul (Mercosul) pelo tratado de Assunção, em 1990, acompanhando a globalização econômica, decretou o fim gradativo do terceiro ciclo. Novamente Foz do Iguaçu está diante de uma realidade econômica de ruptura com o ciclo anterior, visto que sua localização estratégica no Mercosul abre perspectivas para que o município seja o principal entroncamento do Cone Sul, reforçando o comércio internacional que já vinha sendo praticado na época áurea da exportação e do turismo de compras.
            Assim sendo, Foz do Iguaçu no Estado do Paraná é um canal que se abre para o mundo, como referência econômica, turística, diversidade étnica e cultural. Cabe ressaltar que o equilíbrio entre os povos tem como destaque o maior templo budista da América Latina e a maior Mesquita do Brasil construída para a congregação dos crentes islâmicos
A força de uma região se mede pela união dos povos e a união dos rios. Foz do Iguaçu é o centro nervoso do mundo e berço da diversidade étnica, cultural, ideológica do Ocidente. Com isto, o olho grande do Tio Sam no Aquífero Guarani, faz da região uma das mais apreciadas e disputadas em todo o mundo.

(*) Yassine Ahmad Hijazi é jornalista, correspondente internacional, em Foz do Iguaçu, Pr. Texto publicado na revista Escrita 15.

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