Atualmente sabe-se que a mídia é a principal fonte de informação e alienação, ditando tendências na maioria das vezes inúteis à sociedade em geral. O problema principal não consiste nessa influência exercida, mas sim na ignorância e na incapacidade da sociedade utilizar-se da razão para interpretar as informações que lhes são transmitidas via televisiva, por radiofusão ou virtualmente.
A mídia existe graças ao sistema capitalista, que após o término da Guerra-fria tornou-se o principal sistema político-econômico do planeta. Ela atende as necessidades do sistema, que são o comércio aliado à propaganda com a intenção de vender seus produtos e assim gerar um acúmulo de capital, onde este é o motor do sistema.
Tanto na política quanto na mídia notamos a influência de Maquiavel, a qual pode se resumir em sua clássica frase: “Os fins justificam os meios”. A finalidade principal, que é o acúmulo de capital em benefício próprio e o desenvolvimento e ampliação do capitalismo, justifica o meio de obter-se o mesmo, que é influenciando as pessoas e as manipulando através dos meios de comunicação. Na política ocorre o mesmo. Com promessas utópicas, paternalismo exacerbado, programas sociais, candidatos conquistam a sociedade com cestas básicas e auxílios financeiros.
A demagogia e o populismo tornaram-se regra. A mídia e a política estão certas, tem que se fazer isto. Esse é o sistema. Ele existe e não vai mudar. A principal causa dessa influência nas pessoas são as próprias pessoas, que não se desenvolveram ao mesmo ritmo que o sistema, e como bem se sabe e a História já nos mostrou diversas vezes os mais fracos são naturalmente submissos aos mais fortes.
Todos nós temos opinião sobre tudo, desde política a futebol, mas qual opinião? Uma opinião racional e crítica, que só se forma quando o indivíduo tem o hábito da leitura e já conseguiu escapar das garras do senso comum, ou uma opinião que lhe é dada de bandeja através da televisão?
No Brasil esse quadro de inconsciente coletivo aumenta exponencialmente e a curto prazo se tornou irreversível. Talvez mudará se a sociedade perceber que para se viver é necessário muito mais do que apenas comida. É necessário cultura, diversão e arte, liberdade e saída para qualquer parte.
(*) Harrisson Tadiotto é estudante do terceiro ano do ensino médio em Foz do Iguaçu.