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Patrícia Galvão, a Pagu

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  –  Há 55 anos, em dezembro de 1962, morria a escritora Pagu, militante comunista e integrante do movimento modernista brasileiro  –

 

“Nothing
Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada (…)”
(Trecho de “Nothing”, de Patrícia Rehder Galvão, publicado n’A Tribuna, Santos/SP, em 1962)

 

Patrícia Rehder Galvão teve sua trajetória marcada por um sentimento pulsante de mudar o mundo e não seguia os padrões esperados para as mulheres da época. Ela foi militante política, escritora, jornalista, desenhista, diretora de teatro, poeta, feminista e um dos grandes nomes do movimento modernista no Brasil.

Conhecida pelo pseudônimo de Pagu viveu entre 1910-1962. Nascida em uma família burguesa na cidade de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, a escritora mudou-se aos dois anos de idade para a capital paulista. Morou na Liberdade, Brás, Aclimação, Bela Vista e em uma chácara no então município de Santo Amaro.

O apelido Pagu surgiu com o poeta Raul Bopp, segundo seu biógrafo Augusto de Campos. À época, o escritor sugeriu que ela usasse um nome literário com as primeiras sílabas de seu nome e sobrenome. Mas houve um engano, pois ele pensou que o nome dela fosse Patrícia Goulart. Já era tarde: Bopp escreveu um poema, intitulado “O coco de Pagu”, e o pseudônimo virou sua assinatura para toda a vida.

 

 

Militância

Aos 15 anos, a poeta estudava para ser professora na Escola Normal do Brás e colaborava com um jornal de bairro de São Paulo, assinando como Patty.

Algum tempo depois, se aproximou do grupo de intelectuais paulistanos que estava à frente do movimento modernista brasileiro. Com 19 anos, conheceu Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, que eram casados, e foi apresentada por eles ao movimento antropofágico.

Oswald separou-se de Tarsila em 1930, mesmo ano em que casou-se com Pagu, que estava grávida de seu primeiro filho, Rudá de Andrade. Poucos meses após o parto, a escritora viajou para Montevidéu, no Uruguai, onde conheceu o líder comunista Luís Carlos Prestes e teve contato com os ideais marxistas.

Prisão da comunista Pagu, em 1931. (Acervo do arquivo Edgard-Leuenroth Unicamp)

No Brasil, Patrícia Galvão e Oswald de Andrade se filiaram ao Partido Comunista (PCB), fato que marca o início de uma intensa luta. A ligação com o partido durou sete anos no total. O casal de escritores fundou, em 1931, o jornal de esquerda “O Homem do Povo”.

Durante uma greve dos estivadores em Santos (SP), em 15 de abril de 1931, a paulista acabou sendo detida como militante comunista. Ela foi a primeira mulher presa política da história do Brasil. Quando solta, o partido a fez assinar um documento em que se declarava uma “agitadora individual, sensacionalista e inexperiente”.

A luta de Pagu contra a ditadura de Getúlio Vargas foi marcada por prisões e torturas. “Ela sempre sonhou entregar-se totalmente, sem limites, até a aniquilação, ao amor, a uma causa, à vida e até à própria morte”, afirmou a professora Lúcia Maria Teixeira Furlani, autora de “Pagu – Livre na Imaginação, no Espaço e no Tempo” (Editora Unisanta, 5ª edição, 1999).

 

Pagu escritora

Patrícia Galvão, além de militante política, teve uma grande importância na literatura, no jornalismo e na cultura de modo geral.

Seu primeiro romance, “Parque Industrial”, foi publicado em 1933, mas teve que assiná-lo com o pseudônimo de Mara Lobo por exigência do Partido Comunista. Ninguém havia feito literatura nesse gênero até então. A obra narra a vida das operárias da cidade de Sao Paulo e é considerada um dos principais pontos da trajetória da militante.

Como jornalista, Pagu foi corresponde em vários jornais e visitou os Estados Unidos, o Japão, a China e a União Soviética. Em “Verdade e Liberdade”, evidenciou sua decepção com o comunismo. A poeta também filiou-se ao Partido Comunista da França, onde fez cursos na Sorbonne, em Paris, e foi detida como militante estrangeira, em 1935.

No mesmo período, Patrícia e Oswald se separaram e ela começou a trabalhar no jornal “A Plateia”. Durante a revolta comunista de 1935, foi presa e torturada mais uma vez.

Dentro da prisão, escreveu em 1939 o romance “Microcosmo”, cuja primeira parte enterrou em um terreno baldio em São Paulo para proteger da polícia, mas nunca mais a encontrou. Ao sair da cadeia, em 1940, decidiu romper com o partido.

No ano em que foi solta, a escritora casou-se com o jornalista Geraldo Ferraz, com quem teve seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz, nascido em 1941. Trabalhou, ainda, nos jornais cariocas “A Manhã” e “O Jornal”, e nos paulistanos “A Noite” e “Diário de São Paulo”. Sob o pseudônimo de King Shelter, escreveu contos de suspense para a revista “Detetive”, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues.

 

Legado

“Ela foi jornalista, crítica de letras, artes, televisão e teatro, poeta-desenhista, romancista, incentivadora cultural, mulher precursora e revolucionária. Soube também ser dissidente política, quando rompe com o Partido Comunista e volta a ser apenas Patrícia, defendendo um socialismo libertário, pacífico, democrático e espiritualista”, ressaltou a pesquisadora Lúcia Maria.

Em 1954, Pagu se mudou para Santos (SP), onde atuou como crítica literária, teatral e de televisão no jornal “A Tribuna”. Na cidade, liderou a campanha para a construção do Teatro Municipal, além de fundar a Associação dos Jornalistas Profissionais e a “União do Teatro Amador de Santos”.

A escritora voltou para Paris em setembro de 1962 para ser operada em decorrência de um câncer, mas a cirurgia não obteve sucesso e ela tentou suicídio. Já muito doente, viveu até dezembro do mesmo ano. Seu último texto, o poema “Nothing” – que abre este perfil –, foi publicado em “A Tribuna” na véspera de sua morte.

A força e importância de Pagu foram eternizadas em em uma música que recebe o seu nome, interpretada por Rita Lee e Zélia Duncan. “Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito não é de silicone / Sou mais macho que muito homem / Sou rainha do meu tanque / Sou Pagu indignada no palanque…”, diz o refrão da canção.
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Reproduzido de Catraca Livre, com informações do Sesc e UOL


Linhas e diretrizes

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  –  Conferência define prioridades para a cultura. Cerca de 200 agentes culturais e gestores participaram do encontro  –

 

 

Grupos-de-discussão-abordaram-eixos-temáticos (Fotos: M. Labanca)

Em dois dias de debates e avaliações, a 4ª Conferência Municipal de Cultura aprovou as principais demandas da comunidade para o setor. O encontro aconteceu sexta-feira e sábado (08 e 09), na Fundação Cultural, envolvendo agentes culturais, artistas, gestores públicos e representantes de organizações culturais.

Reunindo cerca de 200 pessoas nos dois dias, a sessão plenária definiu 15 propostas prioritárias e dezenas de proposições gerais, a serem executadas pelo Poder Público, por meio de gestão compartilhada com a sociedade civil. Os participantes da conferência também elegeram 23 organizações culturais para compor o CMPC (Conselho Municipal de Políticas Culturais).

José Luiz Pereira: “sociedade civil foi protagonista”

De acordo com o presidente do Conselho de Cultura, José Luiz Pereira, a quarta edição da conferência consolida o encontro como instância de participação direta da população na definição dos rumos das políticas culturais no município. O Conselho de Cultura recebeu moção de aplauso pela organização da conferência.

“Foram dois dias de muita participação e intenso diálogo pela arte e a cultura de nossa cidade”, frisa José Luiz Pereira. “A conferência ser realizada pelo conselho é uma conquista e ao mesmo tempo representa um simbolismo grande por mostrar que a sociedade civil é protagonista e assumiu seu lugar na gestão compartilhada da cultura”, afirma.

Propostas

As 15 propostas prioritárias abrangem o fortalecimento da gestão, concurso público para a Fundação Cultural, recursos para o fomento de projetos, democratização da cultura e aumento do orçamento do fundo de cultura. As prioridades incluem a criação de uma rede de agentes culturais, ampliação e reforma dos espaços culturais e políticas específicas para a comunidade LGBT, mulheres, negros, jovens, indígenas, ciganos, quilombolas.

Respeito às diferenças

Entre as 8 moções aprovadas na 4ª Conferência de Cultura está a que repudia as agressões cometidas contra cidadãos em frente à Câmara de Vereadores, durante audiência sobre “Escola sem Partido” e “ideologia de gênero”. Os participantes ainda aprovaram moção de repúdio à atitude de Rosalvo Souza, comerciante da Vila “C” que lançou veneno contra adolescentes participantes de oficina cultural no bairro.

Organizações da sociedade civil eleitas para o Conselho de Cultura

Afoxé Ogún Funmilaiyó
APP-Sindicato/Foz
Associação Cia. Vida é Sonho
Associação Cultural e Artística Catedral
Associação Fraternidade Aliança
Associação Um Chute para o Futuro
CAIA
Casa da América Latina
Casa do Teatro
Centro Comunitário da Vila C
Centro de Cultura Popular de Foz do Iguaçu
Centro de Direitos Humanos e Memória Popular
Cidade Nova Informa
COART
Companhia de Teatro Amadeus
CTG Charrua
Grupo de Arte e Cultura Encontro das Águas
Guatá – Cultura em Movimento
New For Life
Projeto Aprendendo a Viver
SDS Cia. Teatral
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná – subseção de Foz
Troupe Luz da Lua
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Fonte: CMPC


Cultura pela Paz

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  –  Ponto de Cultura promove Mostra no Porto Meira  –

Estudantes do bairro participam de oficina de fanzine. 

O Ponto de Cultura do CDHMP-FI realiza nesta sexta-feira (08), nos períodos da manhã e da tarde, Mostra do projeto Cultura da Paz: Comunicação, Saberes e Arte para a Paz, no Centro de Convivência Francisco Buba.
Serão apresentados produtos culturais elaborados pelas oficinas de educomunicação ao longo do segundo semestre e dinâmicas sobre direitos humanos.

Com a Mostra encerram-se as atividades do projeto este ano, e que serão retomadas em 2018. O Projeto Cultura da Paz, idealizado em 2014 por membros-ativistas do CDHMP-FI visa promover os direitos humanos através de oficinas de educomunicação e cine debate, dialogando com crianças, jovens e adultos.

Dinâmica de grupo em oficina sobre os Direitos Humanos (fotos: divulgação)

O que é Cultura da Paz?

“ Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados: No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; No compromisso com a solução pacífica dos conflitos; Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;” (ONU, 2004)

Local: Centro de Convivência Francisco Buba
Sexta-feira 08/12 – Horário: das 08 às 16 horas.

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Assessoria


Duas faces do sangue

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  –  Uma crônica de Montezuma Cruz (*)  –

Grafismo a partir da imagem da fachada da antiga Santa Casa Monsenhor Guilherme, em Foz do Iguaçu

“Duas faces do sangue
Coleta orgulha hospital, mata-mosquitos andam a pé”

Montezuma Cruz (*)

Autodoação remedia a falta de sangue – foi a manchete. Sim, a antiga Santa Casa Monsenhor Guilherme estimulou pacientes a “preparar estoques”, fazendo coletas do próprio sangue para futuras cirurgias.

Em 25 de novembro de 2017, o Brasil comemorou o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. Consultei páginas amarelecidas de jornais e localizei matéria minha publicada na Folha de Londrina em 31 de outubro de 1993.

Acidentes rodoviários, esmagamentos, tiroteios e esfaqueamentos sugavam todo o sangue disponível no Banco de Sangue. Os estoques zeravam. Brasiguaios acidentados em caminhões toreiros apareciam no hospital, recebiam transfusão de dezenas de bolsas, e “vazavam” sem retribuir depois.

Eram pacientes procedentes de Cedrales, Colônia Iguazú, Curupayty, Naranjal, Santa Rita de Monday, Santa Tereza e San Alberto.

E aí vinha a criatividade.

Contando com apenas trezentos doadores para uma população de duzentos mil habitantes, a Santa Casa lançava programas de autodoação e cirurgias eletivas.

Responsável pela coleta, o médico hematologista Telismar Grewher pessoalmente se empenhava na convocação de pacientes para doarem e se garantirem. Na ocasião, faltavam doadores com Rh negativo. Fernando José Souza e Silva, responsável pela equipe do Banco, explicava que apenas 10% da população da cidade tinha esse tipo, o mais requisitado para cirurgias.

Quatro semanas antes de ser operada do útero, uma mulher dava exemplo aos usuários do hospital. E assim, acidentados se socorreram, alguns tumores foram extirpados, a quantidade de sangue aumentou.

A campanha durou alguns meses, entretanto, na condição de programa local e sem apadrinhamento superior em Curitiba e Brasília, deixou muitos candidatos a transfusão a sonhar com soluções para suas dores.

Apesar das ideias e dos esforços, em agosto de 1994 os dois maiores hospitais de Foz enfrentavam a crise: a Santa Casa devia R$ 500 mil só de juros, e o Hospital Costa Cavalcanti, da Itaipu Binacional atendia apenas servidores da empresa. O (antigo Hospital**) Internacional limitava-se a pacientes de obstetrícia.

Casos de Aids engordavam a estatística da saúde pública. E o então presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas, Ricardo Mocelin, lamentava a situação.

Viajando no tempo podemos reviver um pouco daquela lamentável situação. Por falta de combustível, agentes da Fundação Nacional de Saúde, especialmente mata-mosquitos, andavam de ônibus e a pé nos bairros da cidade. E dá-lhes Aedes aegypti!..

Restava o choro ao diretor administrativo da extinta Santa Casa, Amauri Vetorazzi. Ele receberia dinheiro atrasado do INSS. Até julho de 94, as compras do hospital e os pagamentos a funcionários eram feitos em URV (unidade real de valor), mas o INSS pagava em cruzeiros reais.

E 90% dos leitos estavam ocupados por doentes da região oeste, e ainda, do Paraguai e da Argentina. Uma pobreza “tríplice”, de fazer dó.

Reimplantes de mãos e pernas faziam sucesso. Nem por isso, o saudoso provedor César Cabral excedia em milagres. Um ano antes, esse senhor que sobreviveu à tortura moral, física e psicológica da ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai, criara uma “raspinha” temporária, cuja renda permitia ao hospital adquirir nova aparelhagem para a UTI.

Anos 1990: a criatividade dizia muito mais do que surrados convênios previdenciários. Assim era a saúde pública.

(*) O repórter trabalhou em Foz do Iguaçu entre 1991 e 1996.
(**) Observação do editor
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Montezuma Cruz é jornalista atualmente em Porto Velho, Rondônia.
Costuma colaborar com o portal Guatá com textos que visitam a história recente de Foz do Iguaçu. 


Vermelha no rótulo

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  –  Cervejaria Feminista homenageia militante comunista Maria Prestes. Companheira de Luiz Carlos Prestes virou rótulo de cerveja artesanal  (Brasil de Fato) –

 

Memórias de Maria Prestes serviram de inspiração para criação da cerveja que leva o nome dela – Créditos: Divulgação/ André Mantelli

Cerveja também é coisa de mulher. E, cada vez mais, produzir a bebida também se torna uma prática comum entre elas. Essa é a intenção das cariocas Andreia Prestes, Maria Antônia Goulart, Maura Santiago e Clarissa Cogo, que criaram a Cervejaria Feminista.

A marca idealizada e tocada pelas quatro mulheres, homenageia ícones femininos de resistência. A primeira delas é justamente a avó de Andreia, Maria Prestes, companheira de Luiz Carlos Prestes, líder do PCB, o Partido Comunista Brasileiro. Na última semana, Maura, Andreia e Maria Prestes estiveram em Belo Horizonte para o lançamento da cerveja, no Armazém do Campo, a nova loja de produtos agroecológicos do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

A produção da cerveja, desenvolvida pelo grupo e feita em parceria com uma microcervejaria, levou Maria Prestes novamente ao passado, resgatando suas andanças pela União Soviética, ao lado de Luiz Carlos Prestes. Foi lá que, segundo ela, “experimentou a melhor cerveja de sua vida”.

“Eu sempre discutia, conversava em casa com meus netos, minha netas, sobre as viagens que eu fazia quando morava na antiga União Soviética. Em uma das minhas visitas à Tchecoslováquia, quando eu estava já perto de vir embora, eles me perguntaram se eu não gostaria de experimentar a cerveja tcheca. Eu disse para ela [Andreia Prestes]: ‘até hoje eu ainda me lembro do sabor da cerveja que eu tomei lá e considero ela uma das melhores cervejas que eu já tomei, durante o meu período de vida, até hoje”, recorda.

A cerveja foi criada com base nas lembranças da avó, como conta Andreia Prestes. “Então a gente convidou a Maria Prestes, minha Avó, para fazer essa cerveja pielsen. E para gente a produção da cerveja é um processo de memória interessante, porque são vários encontros com ela, para falar de cerveja, para falar da memória dela em cerveja. E aí ela falou muito da cerveja que ela lembrava que bebia na época do exílio, que ela fala que foi um dos melhores períodos da vida dela, quando ela conseguiu reunir a família toda”.

Andreia lembra também que, além de homenagear ícones da luta feminista, a Cervejaria é uma oportunidade de romper com o monopólio machista que domina o mercado de cervejas no Brasil.”No Rio de Janeiro também está crescendo muito essa questão da cerveja artesanal. A gente começou a participar de uns grupos e viu que era um ambiente muito machista. E aí a gente começou a pensar como a gente pode trazer essa questão da discussão feminista para esse mundo da cerveja, de uma forma inovadora. Daí surgiu a ideia da cervejaria feminista, de trazer nomes de mulheres”, ressalta.

A iniciativa da neta e das sócias é elogiada por Maria Prestes. Ela destaca que trabalhos como o da Cervejaria Feminista dão força à luta das mulheres.”Uma maneira de você prestigiar os movimentos de mulheres, é ressaltando a personalidade das mulheres, e incentivando para que elas não se intimidem e participem da vida, reconhecendo os seus direitos na sociedade que vivemos. As mulheres têm muita importância nisso. Hoje nós temos mulheres senadoras, deputadas, vereadoras, que antigamente nós não tínhamos esse direito. Hoje as mulheres conquistaram esse espaço. Nós temos mulheres promotoras, juízas, advogadas”, conclui.

Além de Maria Prestes, a Cervejaria Feminista homenageou recentemente Conceição Evaristo, escritora mineira e militante do movimento negro. As duas cervejas artesanais podem ser encontradas nas unidades do Armazém do Campo em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
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José Eduardo Bernardes/ Edição: Camila Salmazio – Brasil de Fato


O tempo da música

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  –  Estudantes do curso de Música  da Unila apresentam recitais de conclusão de ciclos acadêmicos. Entrada aberta e gratuita para os iguaçuenses  –

A população de Foz do Iguaçu e região pode prestigiar recitais de música de qualidade e com entrada gratuita. Estudantes de Música apresentam recitais que integram a grade curricular do curso, a cada dois anos, como uma espécie de avaliação. Isso ocorre no meio da graduação (segundo ano) e ao final (quando estão se formando). Nesse momento, eles são responsáveis por todos os compromissos, como agendar espaço, fazer produção do evento e também divulgar toda a programação. Na UNILA, os recitais são realizados de acordo com as ênfases que os cursos oferecem: canto, violão e piano.

Recital “Vozes Negras”, de Clarissa Souza. (Foto: Raquel Maia Arvelos‎)

O dia da apresentação é especial para os estudantes e também marca o momento em que eles são avaliados por uma banca de professores da área. Na primeira quinzena de dezembro haverá diversas programações até o dia 14, com recitais solo (apenas o estudante avaliado) ou de classe (quando é realizado em conjunto com toda a turma). E toda a programação é gratuita e aberta ao público – ou seja, além de uma atividade acadêmica, constitui-se num evento cultural.

As apresentações estão sendo realizadas Jardim Universitário e em outros locais da fronteira, conforme programa abaixo:

Clique aqui e assista a um vídeo condensando alguns dos recitais já apresentados

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FONTE: Unila


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