Fórum propõe “outra” tríplice fronteira
O pensamento único está em xeque. A globalização do capital cede lugar para um novo tipo de relação entre as nações e a cultura predominante é a da solidariedade, da tolerância e a da diversidade.
Esta utopia inimaginável, se levado em conta o predomínio político, econômico e militar dos EUA sobre os demais países do globo, é possível e realizável. Pelo menos entre os organizadores e participantes do II Foro Social de la Triple Fronteira, que ira acontecer em Ciudad del Este, no Paraguai, na fronteira com o Brasil e a Argentina, reunindo movimentos sociais, rebeldes e questionadores de todas as matizes.
O encontro irá acontecer entre os dias 21 e 23 de julho, e vem sendo convocado desde o inicio deste ano, com o mote “!Otra Triple Frontera es Possible!”. E o seu eixo principal de discussão passa pela defesa do Aqüífero Gurarani, a instalação de bases militares yankees no país guarani e a defesa dos povos originários.
Desta forma, paraguaios, brasileiros e argentinos, através de organizações e movimentos das áreas sindical, rural, estudantil e artística, entre outros, convocam a construção de um espaço de intercâmbio de propostas e experiências visando a construção de um “outro mundo”.
Para promover na prática o intercâmbio entre os povos dos três países, diferentemente de acordos e tratados que destacam apenas questões comerciais, o II Foro Social de la Triple Fronteira apresentará uma agenda cultural e artística, representativa da riqueza cultural da região.
Nesta agenda, terão espaço manifestações e linguagens genuinamente populares, que expressem a patrimônio simbólico da imensa marcha dos povos latino-americanos no sentido da integração justa e harmônica.