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Um filme para ver e uma idéia para trocar

Os cinemas brasileiros, em especial os do interior do paÍs, regra geral, obedecem a uma agenda predominantemente comercial, imposta pela poderosa indústria de produção e distribuição cinematográfica.

As obras clássicas, carregadas de expressão artística e que mergulham na profundidade da condição humana, não dispõem de espaços de exibição, ficando praticamente desconhecidas do grande público, principalmente, de camadas menos abastadas da sociedade. Na mesma lógica, são pouco divulgadas e exibidas as obras alternativas ou questionadoras.

Em Foz do Iguaçu, um grupo de amantes da sétima arte resolveu se mexer, com o objetivo de popularizar os clássicos do cinema, no formato dos cineclubes de outros tempos.

A estudante e serigrafista Flávia Mayer Salarini, de 26 anos, e o malabarista Robson Aguiar Junior, de 20 anos, criaram o movimento Cine Pra Vê, que prevê a exibição semanal de clássicos da “telona”. Os filmes exibidos têm de seguir os critérios de serem clássicos, alternativos ou, ainda, “que valorizem novas idéias”.

“Idealizamos um movimento para que outras pessoas tivessem a oportunidade de assistir a filmes que nos são interessantes. Queríamos também que o preço fosse acessível e o lugar aconchegante”, explica Flávia, que também é responsável por um portal de entretenimento.

O lugar aconchegante, a que se refere, é a Associação Cultural Sociedade Alternativa, a ACUSA II, e o preço acessível são módicos dois reais.

Até agora, foram exibidos “Mágico de Oz”, com o Dark side of the moon do Pink Floyd, que são sincronizados, a Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick e o filme nacional Cama de Gato.

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