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Cultura pela Paz

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  –  Ponto de Cultura promove Mostra no Porto Meira  –

Estudantes do bairro participam de oficina de fanzine. 

O Ponto de Cultura do CDHMP-FI realiza nesta sexta-feira (08), nos períodos da manhã e da tarde, Mostra do projeto Cultura da Paz: Comunicação, Saberes e Arte para a Paz, no Centro de Convivência Francisco Buba.
Serão apresentados produtos culturais elaborados pelas oficinas de educomunicação ao longo do segundo semestre e dinâmicas sobre direitos humanos.

Com a Mostra encerram-se as atividades do projeto este ano, e que serão retomadas em 2018. O Projeto Cultura da Paz, idealizado em 2014 por membros-ativistas do CDHMP-FI visa promover os direitos humanos através de oficinas de educomunicação e cine debate, dialogando com crianças, jovens e adultos.

Dinâmica de grupo em oficina sobre os Direitos Humanos (fotos: divulgação)

O que é Cultura da Paz?

“ Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados: No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação; No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; No compromisso com a solução pacífica dos conflitos; Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;” (ONU, 2004)

Local: Centro de Convivência Francisco Buba
Sexta-feira 08/12 – Horário: das 08 às 16 horas.

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Assessoria


Causos (1)

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  –  Um conto de Eduardo Galeano  –

 

 

Nas fogueiras de Paysandú, Mellado Iturria conta causos. Conta acontecidos. Os acontecidos aconteceram alguma vez, ou quase aconteceram, ou não aconteceram nunca, mas têm uma coisa de bom: acontecem cada vez que são contados.

Este é o triste causo do bagrezinho do arroio Negro.

Tinha bigodes de arame farpado, era vesgo e de olhos saltados. Nunca Mellado tinha visto um peixe tão feio. O bagre vinha grudado em seus calcanhares desde a beira do arroio, e Mellado não conseguia espantá-lo. Quando chegou no casario, com o bagre feito sombra, já tinha se resignado.

Com o tempo, foi sentindo carinho pelo peixe. Mellado nunca tinha tido um amigo sem pernas. Desde o amanhecer o bagre o acompanhava para ordenhar e percorrer campo. Ao cair da tarde, tomavam chimarrão juntos; e o bagre escutava suas confidencias.

Os cachorros, enciumados, olhavam o bagre com rancor; a cozinheira, com más intenções. Mellado pensou em dar um nome para o peixe, para ter como chamá-lo e para fazer-se respeitar, mas não conhecia nenhum nome de peixe, e batizá-lo de Sinforoso ou Hermenegildo poderia desagradar a Deus.

Estava sempre de olho nele. O bagre tinha uma notória tendência às
diabruras. Aproveitava qualquer descuido e ia espantar as galinhas ou provocar os cachorros:

— Comporte-se — dizia Mellado ao bagre.

Certa manhã de muito calor, quando as lagartixas andavam de
sombrinha e o bagrezinho se abanava furiosamente com as barbatanas, Mellado teve a idéia fatal:

— Vamos tomar banho no arrolo — propôs. Foram, os dois.

E o bagre se afogou.

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Eduardo Galeano, escritor uruguaio (1940-2015)


Duas faces do sangue

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  –  Uma crônica de Montezuma Cruz (*)  –

Grafismo a partir da imagem da fachada da antiga Santa Casa Monsenhor Guilherme, em Foz do Iguaçu

“Duas faces do sangue
Coleta orgulha hospital, mata-mosquitos andam a pé”

Montezuma Cruz (*)

Autodoação remedia a falta de sangue – foi a manchete. Sim, a antiga Santa Casa Monsenhor Guilherme estimulou pacientes a “preparar estoques”, fazendo coletas do próprio sangue para futuras cirurgias.

Em 25 de novembro de 2017, o Brasil comemorou o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. Consultei páginas amarelecidas de jornais e localizei matéria minha publicada na Folha de Londrina em 31 de outubro de 1993.

Acidentes rodoviários, esmagamentos, tiroteios e esfaqueamentos sugavam todo o sangue disponível no Banco de Sangue. Os estoques zeravam. Brasiguaios acidentados em caminhões toreiros apareciam no hospital, recebiam transfusão de dezenas de bolsas, e “vazavam” sem retribuir depois.

Eram pacientes procedentes de Cedrales, Colônia Iguazú, Curupayty, Naranjal, Santa Rita de Monday, Santa Tereza e San Alberto.

E aí vinha a criatividade.

Contando com apenas trezentos doadores para uma população de duzentos mil habitantes, a Santa Casa lançava programas de autodoação e cirurgias eletivas.

Responsável pela coleta, o médico hematologista Telismar Grewher pessoalmente se empenhava na convocação de pacientes para doarem e se garantirem. Na ocasião, faltavam doadores com Rh negativo. Fernando José Souza e Silva, responsável pela equipe do Banco, explicava que apenas 10% da população da cidade tinha esse tipo, o mais requisitado para cirurgias.

Quatro semanas antes de ser operada do útero, uma mulher dava exemplo aos usuários do hospital. E assim, acidentados se socorreram, alguns tumores foram extirpados, a quantidade de sangue aumentou.

A campanha durou alguns meses, entretanto, na condição de programa local e sem apadrinhamento superior em Curitiba e Brasília, deixou muitos candidatos a transfusão a sonhar com soluções para suas dores.

Apesar das ideias e dos esforços, em agosto de 1994 os dois maiores hospitais de Foz enfrentavam a crise: a Santa Casa devia R$ 500 mil só de juros, e o Hospital Costa Cavalcanti, da Itaipu Binacional atendia apenas servidores da empresa. O (antigo Hospital**) Internacional limitava-se a pacientes de obstetrícia.

Casos de Aids engordavam a estatística da saúde pública. E o então presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas, Ricardo Mocelin, lamentava a situação.

Viajando no tempo podemos reviver um pouco daquela lamentável situação. Por falta de combustível, agentes da Fundação Nacional de Saúde, especialmente mata-mosquitos, andavam de ônibus e a pé nos bairros da cidade. E dá-lhes Aedes aegypti!..

Restava o choro ao diretor administrativo da extinta Santa Casa, Amauri Vetorazzi. Ele receberia dinheiro atrasado do INSS. Até julho de 94, as compras do hospital e os pagamentos a funcionários eram feitos em URV (unidade real de valor), mas o INSS pagava em cruzeiros reais.

E 90% dos leitos estavam ocupados por doentes da região oeste, e ainda, do Paraguai e da Argentina. Uma pobreza “tríplice”, de fazer dó.

Reimplantes de mãos e pernas faziam sucesso. Nem por isso, o saudoso provedor César Cabral excedia em milagres. Um ano antes, esse senhor que sobreviveu à tortura moral, física e psicológica da ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai, criara uma “raspinha” temporária, cuja renda permitia ao hospital adquirir nova aparelhagem para a UTI.

Anos 1990: a criatividade dizia muito mais do que surrados convênios previdenciários. Assim era a saúde pública.

(*) O repórter trabalhou em Foz do Iguaçu entre 1991 e 1996.
(**) Observação do editor
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Montezuma Cruz é jornalista atualmente em Porto Velho, Rondônia.
Costuma colaborar com o portal Guatá com textos que visitam a história recente de Foz do Iguaçu. 


Nua

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  –  Um conto de Rafaela Martins  –

 

Assim tão de perto, o que parecida excitar sua visão era um universo inexplorado. Belo e plácido como tudo que ainda não sofreu. Frígido e sedimentado como tudo que ainda não sofreu. Primeiro uma mata densa e macia resplandecendo tons dourados, brancos, avermelhados e negros, fazendo com que fosse possível um aninhar-se. Tal emaranhado fazia cócegas e animava os sentidos táteis. Arrepios frios se misturavam ao calor, e o suor de tudo que havia de vivo dentro daquele bioma exalava perfumes de flores, frutos e da própria substância que constituía tal formação.

Logo pensou na dádiva da descoberta. Sua imaginação, tão sem limites, criava nós que grudavam na paisagem e ganhavam concretude. Sem ter com quem conversar, seus pensamentos voavam em direção a um futuro brilhante, cujas terras resplandecentes vigorariam com novos habitantes a dedicarem-se ao seu sucesso e prosperidade. Mas aquele planeta não parecia um lugar de expedição qualquer, tão pouco tinha talento para a mãe Terra recém abandonada, nem mesmo essa exploração se propunha a algo que se assemelhasse com os meandros de deuses e semi deuses implantadores de sementes, controladores e punitivos. O que ficara para trás, na história do mundo desmantelado, era dor e sofrimento, e não dignidade e benevolência. Logo percebeu que sua descoberta deveria ser mantida em segredo. Preservada em sua natureza e respeitada em seu fluxo plácido.

Embora o ambiente parecesse de um aconchego original, era preciso continuar a expedição. Novas paisagens, mais áridas, criavam uma superfície também macia de um cor de rosa bronze e contornos suaves. Daquele ponto as estrelas eram visíveis. Não três, mas apenas duas Marias, duas gigantes Marias que, para sua surpresa, acendiam e apagavam num movimento inconstante. Nada ali era simétrico, embora tudo gozasse de uma matemática perfeita. As estrelas, hora azuis, hora verdes, hora acinzentadas, hora âmbar, hora violáceas brincavam num exibicionismo de causar tremenda impressão. Tal constelação tinha tamanho poder de atração que um campo gravitacional forte, tenso e energético fazia com que a mente se expandisse em júbilo.

Sem deixar de lado o rigor científico, viu naquele lindo pisca-pisca o tímido espectro energético da natureza da bondade. Sentiu o bem dominar seu corpo. Flutuou. Mas o efeito alucinatório também o lembrou do peso da responsabilidade. Guardar tal segredo, usufruir de tal dádiva em silêncio. Proteger. A soberba já se apoderava de seu sangue. Por que essa dádiva predestinada a um só ser? Como chegara até ali? Qual era o sentido de tudo isso? Mas, se compartilhasse com alguém, logo viriam cem, dois mil, milhares. Sugariam os frutos, corromperiam os vales, disputariam as terras, seria preciso controlar, seria preciso usar de autoridade. Sucumbiriam todos. Se sentindo um grande guardião, um herói, seguiu.

Após a exaustão de um longo caminhar, um vale de hálito fresco garantiu a nutrição. Um sabor morango, uma textura gelatinosa, uma densidade média, uma temperatura quente. Foi preciso partir, embora mente e corpo a essa altura já se encontrassem inebriados por um apetite nunca antes experimentado. Grandes montanhas com picos rosados e durinhos permitiam um vislumbre parcial das terras a serem investigadas. Os perfumes, a cada hora, mostravam uma nova nota e levavam a um novo perceber. Tantos estímulos sensibilizavam de tal forma que gargalhadas se sobrepunham a choros convulsivos e as emoções se descontrolavam a ponto de a racionalidade falhar.

Após meses de caminhada, a boca seca, o desejo a escorrer por cada orifício, o desespero daquela busca desenfreada por aquilo que não se sabe o quê, o sentir-se tão dono de tudo aquilo, a intimidade do poder, a razão perdida, o pensamento embaralhado, os sentimentos confusos, o sexo pulsando, os sentidos alterados:  o olfato esgotado de tanto arrebatamento, a visão encoberta de tanto frenesi, o tato alérgico de tanta volúpia, o paladar dilatado de tanto apetite e a audição tumultuada com os silêncios prolongados quebrados esporadicamente pela vibração sensual. Seria essa expedição uma busca pela morte? Seria esse novo mundo um fim? Ou um segredo a ser guardado? Seria a sua natureza humana capaz de viver assim? Apenas fruindo naturalmente dos encantos do novo mundo, em silêncio, sem ter um semelhante com quem compartilhar? Uma solitude apoderou seu peito, sem por isso sentir solidão. Era preciso seguir.

Depois de muito procurar, finalmente encontrou o vale de ouro. A mata espessa e baixa a esconder uma fonte vital. Um rio de águas levemente adocicadas, com notas amargas e viscosidade alta. Um rio vermelho de fluxo contínuo e suave. Margens perfeitamente imperfeitas. Mergulhou. Encontrou uma gruta que escondia uma bela flor. Quis tocá-la. Nesse mesmo instante aquela terra toda começou a tremer, e o céu começou a trovoar com risos, gritos e gemidos. Esbaldava-se. Mesmo sabendo que abalos sísmicos são perigosos, não conseguia parar. Fez a terra tremer, mudou algumas de suas estruturas, criou novos leitos de rios, abriu passagens, gerou feridas, mas também enxertou vida e gozo. Acordar a bela musa tem seu preço.

Exausto e satisfeito, o belo universo, com sabedoria natural e destreza feminina, deixou com que a enxurrada o levasse para longe. Expulso, caminhou letárgico. Percebeu, finalmente, quem mandava ali. Descansou em formações calcárias. Conheceu extremidades mais frias, explorou regiões gélidas, porém tranquilas. Descansou pairando no ar cósmico. Sentiu o que é a paz. Soube o que era o amor. Se súbito, sofreu um tranco que o expulsou em direção ao cosmos.

Quanta soberba pensar que algo ali, por um instante que fosse, lhe pertencera. Depois de distanciar-se anos-luz de seu amado planeta fêmea recém descoberto, finalmente pôde contemplá-lo em sua magnitude e esplendor. Ela dançava plena, pairando no espaço, sem fugir de sua órbita em torno do sol. Aquele corpo amava, sorria e exalava o perfume das estrelas. Seguia seu compasso. Não mudara sua essência mesmo com a recente visita. As marcas por ele deixadas apenas compunham uma nova configuração daquilo que ela já era. O passar dos milênios faria com que a micropartícula do que fora ele se reconfigurasse em uma estria, ou em um fragmento cristalizado. A beleza é obscena, pura, incontrolável, livre e nua. É presente para quem sabe ver. A beleza é um bem que mora na filosofia.

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Rafaela Martins é jornalista e atriz em Londrina, Pr. Conto incluído na Escrita 49.


Vermelha no rótulo

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  –  Cervejaria Feminista homenageia militante comunista Maria Prestes. Companheira de Luiz Carlos Prestes virou rótulo de cerveja artesanal  (Brasil de Fato) –

 

Memórias de Maria Prestes serviram de inspiração para criação da cerveja que leva o nome dela – Créditos: Divulgação/ André Mantelli

Cerveja também é coisa de mulher. E, cada vez mais, produzir a bebida também se torna uma prática comum entre elas. Essa é a intenção das cariocas Andreia Prestes, Maria Antônia Goulart, Maura Santiago e Clarissa Cogo, que criaram a Cervejaria Feminista.

A marca idealizada e tocada pelas quatro mulheres, homenageia ícones femininos de resistência. A primeira delas é justamente a avó de Andreia, Maria Prestes, companheira de Luiz Carlos Prestes, líder do PCB, o Partido Comunista Brasileiro. Na última semana, Maura, Andreia e Maria Prestes estiveram em Belo Horizonte para o lançamento da cerveja, no Armazém do Campo, a nova loja de produtos agroecológicos do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

A produção da cerveja, desenvolvida pelo grupo e feita em parceria com uma microcervejaria, levou Maria Prestes novamente ao passado, resgatando suas andanças pela União Soviética, ao lado de Luiz Carlos Prestes. Foi lá que, segundo ela, “experimentou a melhor cerveja de sua vida”.

“Eu sempre discutia, conversava em casa com meus netos, minha netas, sobre as viagens que eu fazia quando morava na antiga União Soviética. Em uma das minhas visitas à Tchecoslováquia, quando eu estava já perto de vir embora, eles me perguntaram se eu não gostaria de experimentar a cerveja tcheca. Eu disse para ela [Andreia Prestes]: ‘até hoje eu ainda me lembro do sabor da cerveja que eu tomei lá e considero ela uma das melhores cervejas que eu já tomei, durante o meu período de vida, até hoje”, recorda.

A cerveja foi criada com base nas lembranças da avó, como conta Andreia Prestes. “Então a gente convidou a Maria Prestes, minha Avó, para fazer essa cerveja pielsen. E para gente a produção da cerveja é um processo de memória interessante, porque são vários encontros com ela, para falar de cerveja, para falar da memória dela em cerveja. E aí ela falou muito da cerveja que ela lembrava que bebia na época do exílio, que ela fala que foi um dos melhores períodos da vida dela, quando ela conseguiu reunir a família toda”.

Andreia lembra também que, além de homenagear ícones da luta feminista, a Cervejaria é uma oportunidade de romper com o monopólio machista que domina o mercado de cervejas no Brasil.”No Rio de Janeiro também está crescendo muito essa questão da cerveja artesanal. A gente começou a participar de uns grupos e viu que era um ambiente muito machista. E aí a gente começou a pensar como a gente pode trazer essa questão da discussão feminista para esse mundo da cerveja, de uma forma inovadora. Daí surgiu a ideia da cervejaria feminista, de trazer nomes de mulheres”, ressalta.

A iniciativa da neta e das sócias é elogiada por Maria Prestes. Ela destaca que trabalhos como o da Cervejaria Feminista dão força à luta das mulheres.”Uma maneira de você prestigiar os movimentos de mulheres, é ressaltando a personalidade das mulheres, e incentivando para que elas não se intimidem e participem da vida, reconhecendo os seus direitos na sociedade que vivemos. As mulheres têm muita importância nisso. Hoje nós temos mulheres senadoras, deputadas, vereadoras, que antigamente nós não tínhamos esse direito. Hoje as mulheres conquistaram esse espaço. Nós temos mulheres promotoras, juízas, advogadas”, conclui.

Além de Maria Prestes, a Cervejaria Feminista homenageou recentemente Conceição Evaristo, escritora mineira e militante do movimento negro. As duas cervejas artesanais podem ser encontradas nas unidades do Armazém do Campo em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
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José Eduardo Bernardes/ Edição: Camila Salmazio – Brasil de Fato


O tempo da música

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  –  Estudantes do curso de Música  da Unila apresentam recitais de conclusão de ciclos acadêmicos. Entrada aberta e gratuita para os iguaçuenses  –

A população de Foz do Iguaçu e região pode prestigiar recitais de música de qualidade e com entrada gratuita. Estudantes de Música apresentam recitais que integram a grade curricular do curso, a cada dois anos, como uma espécie de avaliação. Isso ocorre no meio da graduação (segundo ano) e ao final (quando estão se formando). Nesse momento, eles são responsáveis por todos os compromissos, como agendar espaço, fazer produção do evento e também divulgar toda a programação. Na UNILA, os recitais são realizados de acordo com as ênfases que os cursos oferecem: canto, violão e piano.

Recital “Vozes Negras”, de Clarissa Souza. (Foto: Raquel Maia Arvelos‎)

O dia da apresentação é especial para os estudantes e também marca o momento em que eles são avaliados por uma banca de professores da área. Na primeira quinzena de dezembro haverá diversas programações até o dia 14, com recitais solo (apenas o estudante avaliado) ou de classe (quando é realizado em conjunto com toda a turma). E toda a programação é gratuita e aberta ao público – ou seja, além de uma atividade acadêmica, constitui-se num evento cultural.

As apresentações estão sendo realizadas Jardim Universitário e em outros locais da fronteira, conforme programa abaixo:

Clique aqui e assista a um vídeo condensando alguns dos recitais já apresentados

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FONTE: Unila


Foz discute Cultura

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  –  Abertura da Conferência municipal acontece nesta sexta-feira. Lula Dantas, produtor cultural da Bahia, realiza palestra inaugural  –

 

Começa nesta sexta-feira (08), às 19:30 horas, a 4ª Conferência Municipal de Cultura. Em dois dias, artistas, produtores culturais, gestores, representantes de coletivos e organizações debatem propostas para o desenvolvimento cultural no município. Aberto ao público, o encontro acontece na sede da Fundação Cultural, na região central da cidade.

A programação prevê mesa de abertura com representantes da sociedade civil e do Poder Público e apresentações artísticas. O produtor cultural Lula Dantas, da Bahia, faz a palestra “Democratização de políticas públicas de cultura”, dialogando a partir do tema principal. Dantas é um dos principais articuladores da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, colegiado que chegou a representar 4 mil entidades culturais no Brasil.

A Conferência de Cultura acontece a cada dois anos para promover um amplo debate sobre a produção artística e cultural iguaçuense. O relatório final reúne propostas, diretrizes, estratégias e moções. A plenária de realizadores culturais e gestores públicos ainda elege as organizações da sociedade civil que compõem o CMPC (Conselho Municipal de Políticas Culturais), no biênio 2017-2019.

“As propostas e diretrizes aprovadas definem a ação governamental na área cultural”, explica o presidente do CMPC, José Luiz Pereira. “A conferência é uma instância pública, com seus delegados e também participantes. Por isso, toda a comunidade está convidada a trazer as suas demandas e necessidades na área da cultura, apresentá-las e discuti-las na conferência”, frisa.

 

Atividade de preparação da Conferência no Colégio Ipê Roxo, no bairro Cidade Nova. (Foto: acervo CMPC)

Preparação

Para a realização da 4ª Conferência Municipal de Cultura, foram promovidas 13 pré-conferências em bairros, estabelecimentos de ensino e associações culturais. “Mesmo sem a obrigação legal, realizamos os encontros preparatórios para ouvir a população, levantar suas demandas e fortalecer o conceito de que cultura é um direito social de todas as pessoas”, enfatiza José Luiz Pereira.

Conforme o Conselho de Cultura, as pré-conferências reuniram cerca de 100 propostas que serão discutidas na conferência. Os encontros aconteceram no CAIA, Biblioteca CNI, Centro Comunitário Vila C, Projeto Um Chute para o Futuro, Teatro Barracão, Movimento Alternativo de Foz do Iguaçu, ADERE, Projeto New For Life, Colégio Ipê Roxo (Cidade Nova), SDS Cia. Teatral, Centro da Juventude e dois encontros na Fundação Cultural.

 

Currículo

O realizador cultural Lula Dantas, responsável pela palestra de abertura da conferência, possui experiência em articulação e mobilização de redes, integrando a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. É membro do Conselho Estadual de Cultura e do Fórum dos Agentes, Gestores e Empreendedores Culturais do Litoral Sul da Bahia. Preside o Conselho Municipal de Cultura e integra o Coletivo de Entidades Negras de Itabuna, BA.

 

Conferência

Como prevê o (Sistema Municipal de Cultura), principal marco legal do setor, a Conferência de Cultura é organizada Conselho Municipal de Políticas Culturais, com o apoio da Fundação Cultural. Este ano, o tema central é “Democratização de políticas públicas de cultura: linguagens, identidades e diversidade na contemporaneidade” e os debates e propostas baseiam-se em cinco eixos temáticos.

 

Quem participa

Participam da conferência cidadãos maiores de 16 anos residentes em Foz do Iguaçu, representantes dos diversos setores da cultura e demais segmentos da sociedade civil. O espaço de diálogo é integrado por representantes do Poder Público com atuação relacionada à cultura e delegados inscritos no SMIIC (Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais).

Leia aqui o regulamento completo da Conferência

As inscrições para a conferência são feitas pelo formulário eletrônico disponível no site www.culturafoz.com.br.

 

4ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Data: 08 e 09 de dezembro. Abertura na sexta-feira (08), às 19h30
Local: Fundação Cultural (rua Benjamin Constant, 62, Centro)

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Fonte: Assessoria e página do CPMC


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