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Fernanda Bronzeado

Temporona de 4 irmãos, filha de paraíbanos, nascida no interior paulista, na cidade de Amparo. Aquariana de 23 primaveras, cursa o 4º ano de Publicidade e propaganda, uma sobrevivente na metrópole Campinas. Violonista por hobbie e amante da poesia por puro prazer. Essa sou.

(Fernanda Bronzeado, junho de 2007)

 

E o ponto final

Não gosto de pontos

Eles delimitam

Não me dizem nada

Apenas freiam, separam.

 

Dão tom, mas só tom,

Perguntam, respondem,

Não respondem

 

Quem são eles pra me dizer algo?

Há o que exclama

Há o que questiona

Há o reticente

 

Todos tentam me dizer algo

Mas não adianta

Eu não quero saber

 

Poema do bem me quer

Bem me queres

Mal me queres

É claro que bem me queres

 

Mas antes de tu quereres

Hei, eu, de me querer

 

Eu bem me quero

E nunca hei de não querer

 

Invólucro

Prefiro fazer da minha vida um grandedramalhão mexicano a omitir minhas verdades e sentimentos.

Prefiro o muito o tudo. O quase morrer de tanto chorar e quase molhar as calças de tanto rir. Sou intensa.

 

Prefiro fazer parte da vida real onde as pessoas acordam despenteadas e com os olhos inchados a viver num seriado que as pessoas acordam maquiadas e com as camas arrumadas.

 

Prefiro a dor da verdade à alegria da mentira

A vida é um rio e ao atravessá-lo quero molhar-me, sentir a água me envolvendo, não posso passar pela vida sem que ela passe em mim, como alguém dentro de um invólucro.

 

Mais por quês que porquês

Por que amores

Rima com dores?

E o nome Dolores

Me causa horrores?

 

Quem inventou o pode e o não pode?

O certo e o errado?

Você e eu?

Você e eu tão perto?

Você e eu tão longe?

 

Por que?

Pra que?

 

Senti mentol

Percebi hoje que os sentimentos têm

Temperatura e textura

 

Tristeza esquenta o peito

Saudade deixa um vazio no peito

Alegria anestesia o corpo todo

O sorriso tranqüiliza a alma

A paixão dá um friozinho na barriga

O amor, esse aí não dá nem pra explicar

 

Mas a lágrima é a mistura do quente e do frio

Sae pelando dos olhos

e quando escorre pelo rosto

resfria e abranda.

 

Amor só

Quem ama e é amado

Quer amar outros amores

 

Quem ama e não é correspondido

Quer amar um amor só

 

Curtas

Eu rio dos demagogos e invejo os humildes.

 
 
 
 
 
 
 
     
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