Parabéns a todas as pessoas,
Que vemos em frente aos nossos espelhos,
E a todas as formas de nossos sorrisos,
E a todos os sentimentos que escondemos.
Carta Aberta
Querida,
Aquele seu último abraço
Foi tão bom que surpreso estou.
Senti medo de você,
Mas um medo gostoso
De um sentimento bonito.
E até ao me despedir eu levei comigo
Aquele seu abraço
E o deitar em meu colo.
E me pergunto:
- Por que não durou mais?
É porque invento o tempo
E imagino demais.
Sem explicação,
Você torna o tudo diferente.
O que penso, escrevo,
E afirmo e reafirmo
O que há claro em mim.
Agora não sei mais.
Imagino que o melhor beijo será o seu.
O abraço e o afago também.
A companhia já é em um nada físico.
Assim permaneço, pois não falo.
Apenas cito e sinto o que ninguém vê,
Pois todos apenas olham.
Sua boca em seus olhos...
O que você faz...
E eu estático.
Não sei se é melhor assim.
As palavras estão longe das atitudes,
Elas são atitudes voláteis assim como o longe.
Desejo-lhe o melhor,
Não o que não se pode sentir e imaginar,
Pois contém medo, vazio e um relembrar.
Aqui seu último braço poderá ser o recomeço,
Mas não é.
É tudo nostalgia.
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Augusto Flávio de Moraes é enfermeiro e professor em Foz do Iguaçu, Paraná.
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