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POESIA SEMPRE
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Liz Basso

Casulo a Dois

O nosso casulo não é ansiar pelas asas
e pelas cores que nelas virão
Mas viver ali apertadinho
Pra alguma hora voar nosso amor mansinho

Uma Sinfonia

Eu então diria
Que tu és
O mundo e eu em sintonia
A carne e a alma em harmonia

 

Sobre a Toalha Xadrez Vermelha e Branca


Descansa enquanto espera ansiosamente o esforço braçal para levantá-lo novamente. Depois de algumas horas com a mão esquerda contornando, erguendo e descansando o copo na mesa, o bêbado engole mais um anjo, bebe as percepções e toma a nitidez a cada copo virado em três goles. Quando no fim da noite acabam os trocados vai embora vomitando vários passos tortos. Ferido após três tombos, um por cada gole que dava na mesma virada, desmaia de cansaço na metade do caminho pra cama. De repente agarra a sede no meio do sono, acorda pedindo um copo d\'água pro motorista do ônibus que havia parado para deixar algum passageiro no ponto. O motorista fecha as portas encarando o bêbado mas logo continua seu trajeto.


Poesia

Do teu lado
Vejo a solidão se recolher
Com um sorriso
De quem finalmente
Poderá descansar


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Liz Basso Antunes de Oliveira tem 18 anos e é estudante de cursinho pré-vestibular em Foz do Iguaçu, Pr.
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