POESIA SEMPRE
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Juliana Lyra
Mudança
Caminhos, flores,borboletas,
Estrelas em noite de luar,
Ficam guardados em minhas gavetas,
De coisas que preciso arrumar.
Jogo papéis e inutilidades fora,
Jogo sonhos idealistas também.
Penso logo em ir embora,
Para um mundo mais aquém.
Mergulhar dentro de mim,
Buscar um sentimento eterno.
Encontrar um motivo, um fim
Para o contentamento externo.
Meus olhos são janelas
Este é um velho clichê...
Queria fechar todas elas,
E viver sempre à mercê.
Sem esperar, sem ser
Aquilo que as imagens formam...
Melhor mesmo é estar sem ver
No que os homens se transformam.
Ainda tenho um coração
Tenho um coração
Que não se decidiu
Se é pedra ou condição
De tudo que exigiu.
Tenho um coração
Que as vezes perde tudo,
Principalmente a razão,
E na certeza fica mudo.
Tenho um coração
Que não sabe vencer o olhar,
Meus olhos são a ação
Na qual vivo a me entregar.
Tenho um coração
Infame,impassível,
De lidar com a paixão
Diante do impossível
Vou matar meu coração!
Triste santuário da loucura e da emoção!
Realidade
Quando essa angústia aparece
Cria-se outro eu em mim.
Maldita! Nunca me esquece,
Sei bem qual será meu fim.
Silêncio noturno indizível...
Silêncio, o que tu me faz?
Insana,inexprimível,
Loucura indolente e fulgaz.
Ah! Se o ser em mim falasse,
E mostrasse esse agudo de dor,
Se ao menos exteriorizasse
Este venenoso acre sabor...
Não há um meio possível
De expurgar essa maldição,
È uma luta invencível
Entre eu mesma e eu-aflição.
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Juliana Lyra é estudante de Letras (Unioeste) em Foz do Iguaçu, Pr.
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