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POESIA SEMPRE
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Andréa Motta

 

Linha vã

Singra o olhar nas vagas
Incertas do sonho.
Cede à brisa
A vertigem do poema

Uma andorinha voa
No céu da boca.
Cede à tempestade
O imaginário do verso

Fragmentado,
Não é incapaz
De alimentar a palavra
Que se faz rito

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Levante

Nua de esperança a noite
desabrocha prenhe de silêncio

em puro desvelo
lamenta o enredo

entregue ao destino
de perene apatia

Resiste o amor.

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Nudez

Sob sorrisos
foliões pranteiam
dores apertadas
em miçangas e paetês


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Andréa Motta é poetisa em Curitiba, Pr. Visite o blog "Bordando Essências", publicado por ela
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