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Jogo Rápido:
Perguntando a um livreiro no Dia do Livro

Claimar Granzotto tem 53 anos de estrada. E, desses, boa parte mexendo com livros. Foi assim na França, no final da adolescência. Depois, de volta à Foz do Iguaçu, Claimar e sua esposa Nathallie, montaram a Kunda - Livraria Universitária. e lá já se vão quase vinte anos dessa aventura rara no Paraná, uma livraria que mescla sucesso empresarial
com fomento à discussão, troca e produção de conhecimento.
Por isso, no Dia Mundial do Livro, indagamos a Claimar:

1 - Como é ser livreiro dentro da realidade cultural brasileira?

Ser livreiro não é só vender livros e prestar serviços ao cliente.
O livro tem um lado comercial, é claro. Nós, livreiros, temos todos os compromissos como qualquer outra empresa, Pagamos aluguel, impostos, luz, telefone, salários, fornecedores. Mas também tem o lado cultural que é muito gratificante.
Veja bem, a Kunda Livraria Universitária está desde 14 de julho de 1989 trabalhando com esse produto que é o livro. Temos absoluta certeza que durante esse tempo todo, nosso trabalho foi de primordial importância para elevar o nível cultural da cidade.

2 - Na sua opinião, qual a dimensão do livro e da leitura dentro de uma política de democratização e valorização das culturas?

A própria livraria é um lugar de democratização. Em suas prateleiras estão expostas obras das mentes mais sábias de toda civilização humana. Basta o leitor escolher um assunto
seja ele religião, política, filosofia, linguistica, literatura, física, esoterismo, assim por diante sem nenhuma restrição de quem quer que seja.

3 - O que você considera necessário para incrementar a área do livro e da leitura em nosso país?

Na área do livro: Lei do preço fixo do livro deveria ser aprovada, pois daria condições iguais para as grandes, médias e pequenas livrarias brigar pelo seu espaço. Criar debates,
tardes de autógrafos, promoções, eventos, feira de livros, também seria de primordial importância.
A leitura deveria ser uma aventura lúdica, com o objetivo principal de buscar o prazer de ler. Só assim o leitor aprenderá refletir, questionar, interpretar. Uma leitura nunca deveria ser imposta.

4 - O que mais precisa ser feito nesta área para facilitar o acesso dos brasileiros aos livros?

Pelo amor de Deus, mais bibliotecas públicas repleta de livros, e o livre acesso a elas.

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Clique aqui e conheça um pouco do programa
"Tirando de Letra" , da Guatá.



 

 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




 

 

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