Foz do Iguaçu, 94 anos
Um novo abraço em uma velha senhora

Desejar o mundo é andar pelos seus próprios caminhos. Reconhecer nele os detalhes naturais e estudar outros que a experiência de homens e mulheres hão de proporcionar.
É reavivar todo dia a esperança de que a espécie humana seja capaz de verificar seus malefícios e potencializar seus acertos em sua trajetória
Desejar o mundo é perceber as coisas com sua própria dinâmica, não se ocupar da falsa idéia de que as coisas estão inertes e que, desde sempre, serão assim. É se dar o luxo de olhar as camadas que revestem de silêncio morno o que se nos apresenta como algo definitivo. É juntar paciência e decisão para fazer outra, e outra, e outra experiência, impregnando de história essas mesmas camadas. Transformando tempo em memória e ação em mudança.
Desejar o mundo é recompor o poeta e sua máxima de que cantar a própria aldeia é ligar-se ao universo. É entender a cada fôlego, um pouquinho dos por quês das contradições de um espaço determinado no planeta e o jeito daquela gente que transita nesse mesmo lugar. E assim, pelo mínimo, se ocupar da grandiosidade das coisas, sem concessões.
Por isso revisitamos esta velha senhora, através de suas imagens já destrambelhadas pelos anos de quase um século e ainda mal entendida pelos teus filhos, transitórios ou não.
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Sapeca de erva-mate, no início do século XX. Foto de Hans Marten

Desembarque dos militares da Cia Isolada em Foz do Iguaçu,
Foto de Harry Schinke
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