“A certeza de que somos todos melhores do que pensamos ser, capazes de fazer mais do que realizamos, porque todo ser humano é expansivo”. (Do Manifesto "A Estética do Oprimido")
Teatro do Oprimido:
todo ser humano é teatro!
Mostra em Londrina irá reunir produção
paranaense do teatro de Boal.
 A estética do oprimido ganha o mundo. (Foto: Divulgação/CTO-Rio)
O Teatro do Oprimido nasce na década de 1970, sendo atualmente difundido por mais de setenta países, em todas as parte do mundo. Concebido pelo ator e dramaturgo brasileiro Augusto Boal, o método combina prática cênica e protagonismo social, através de um sistema de exercícios, jogos e técnicas especiais. Ele surgiu especificamente em São Paulo, sendo chamado inicialmente de Teatro Jornal e derivado de uma experiência de Boal com um grupo de atores do Núcleo 2 do Teatro de Arena. Era um espetáculo que ao mesmo tempo ensinava a fazer teatro a partir de jornal e que procurava dar ao espectador não um produto acabado, mas os meios de produção. Mais tarde, na Argentina, foram aproveitadas técnicas do Teatro Invisível, que é uma forma de utilizar o teatro dentro da realidade sem revelar que é teatro, onde os espectadores intervêm na cena como se ela fosse um fato real.
Esta manifestação do teatro tem como público principal as camadas populares, tendo por objetivo, a “desmecanização física e intelectual de seus praticantes” e a democratização das artes cênicas. Desta forma, são criadas as condições objetivas para que o oprimido se aproprie dos meios de produção do teatro, ampliando as ilimitadas possibilidades de expressão. Em suas práticas, ainda, o Teatro do Oprimido promove a comunicação direta, ativa e interativa entre espectador e ator.
Além da arte cênica propriamente, também existe a finalidade política da conscientização, onde o teatro torna-se o veículo para a organização, debate dos problemas, além de possibilitar, com seus treinamentos, a formação de lideranças capazes de, em nome daquela comunidade onde o Teatro do Oprimido está a ser aplicado, fazer-se veículo multiplicador dessa defesa por direitos e cidadania.
O dramaturgo Augusto Boal, quando indagado sobre os princípios do teatro criado por ele, costuma dizer que o homem carrega consigo a característica teatral. “ O que este tipo de teatro faz é liberar esta capacidade e ensinar à pessoa como dominá-la”, revela o ator. Os alicerces teóricos do Teatro do Oprimido constam do livro A esthetics of the oppessede, lançado em Londres, Reino Unido, no ano de 2006 e em diversos livros lançados no país.
MOSTRA DO OPRIMIDO - A IV Mostra de Teatro do Oprimido de Londrina (PR), acontecerá entre os dias 15 a 18 de novembro de 2007, com inscrições abertas até o dia 06 de agosto, dirigida a agentes culturais que utilizam esta ferramenta nos Pontos de Cultura, projeto desenvolvido pelo Ministério da Cultura, por meio do Programa Cultura Viva.
A atriz iguaçuense Rosângela Rocha, do Ponto de Cultura Casa do Teatro, está entre os artistas participantes do encontro. Para ela, além da troca de experiências sobre as experiências práticas e técnicas do Teatro do Oprimido, o evento será um importante espaço de manifestação popular. “Esperamos que a Mostra seja o encontro do povo e da sua arte, sem representantes, sem intermediários”, comenta Rocha.
A programação é realizada pela Fábrica de Teatro do Oprimido de Londrina, através do programa de projetos estratégicos – Pontão Rede Cidadania, com patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC).
Para mais informações, o endereço da Coordenação Geral da IV Mostra de Teatro do Oprimido de Londrina é: Rua Benjamim Constant, N° 1337, Centro. CEP.: 86.020- 320 – Londrina (PR). E-mail: fto_londrina@yahoo.com.br .
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