Mulheres, sonhos e pecados
Dia 24 e 25, a Cia. Foz de Teatro apresenta no SESC espetáculo baseado na obra Dorotéia de Nelson Rodrigues
Sabrina Bomdia em cena interpretando Rosário
Uma casa sem quartos, três mulheres que não dormem para não sonhar. Uma menina noiva de um par de botas e uma prima distante que precisa ficar feia para se redimir dos pecados. Atrás do aparente absurdo, se desenvolve a história de Mulheres , espetáculo encenado pela Cia. Foz de Teatro, baseado na obra “Dorotéia”, de autoria do dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues.
O enredo aborda a liberdade, a sexualidade e a repressão, ressaltando a ambigüidade existente nas relações humanas desde os mais remotos tempos.
O conflito entre o novo e velho, a vida e a morte, a beleza e a maldição, a recusa do corpo e o seu desejo, apresentando diálogos líricos que contrastam com enredo pouco convencional do espetáculo-farsa.

Elenco e músicos do espetáculo "Mulheres", da Cia Foz
Ficha técnica Mulheres é uma adaptação de Arinha Rocha e Ednéia Dias,
da obra “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues.
Direção: Arinha Rocha
Composição do elenco:
Arinha Rocha ( Dona Assunta da Abadia )
Ednéia Dias ( Maura )
Fabiola Bomdia ( Carmélia )
Rosângela Rocha ( Dona Flaviana )
Sabrina Bomdia ( Rosário )
Vitória Bondia ( Carmen )
Musicalização:
Julio Fornari
Sebastian Pereyra
Equipe técnica:
José Carlos Dias (iluminação)
Douglas Melo (sonoplastia)
Sobre a companhia: A Cia. Foz de Teatro foi formada em 1992, sendo o mais antigo grupo de teatro de Foz do Iguaçu, ainda em atividade.
Durante o período, organizou quatro edições da Mostra Nacional de Teatro, nos anos de 1991, 1992, 1993 e 1994, contribuindo com a difusão e a democratização da linguagem artística do teatro.
Entre os principais espetáculos encenados ao longo desses anos, destacam-se “O homem do principio ao fim”, 1992, de Millor Fernandes, dirigido por Roberto Menghini; “Se liga, isto é um assalto”, 1992, tendo participado do Festival Nacional de Teatro de Francisco Beltrão, no Paraná; “Loucos ou não”, 1994, adaptado da obra de Luiz Fernando Veríssimo; “É uma orgia teatral”, 1994 e “Somente elas”, 1996, apresentadas nas duas edições do Festival Nacional de Teatro de Franca, São Paulo; “, estado por onde o grupo cumpriu turnê artística neste período; “Exagerei no rimel”, 1998, texto de Zeno Waide, espetáculo que premiou Arinha Rocha como melhor direção no Festival Internacional de Teatro de Assunção, Paraguai; “Quem faz sentido?”, 1999, com texto-colagem de autores como Mário Bortoloto, Chico Buarque e Vinicius de Morais; “Os saltimbancos”, 2001, inspirado na peca de Chico Buarque; “A lua é minha”, 2001, texto Ma´rio Bortoloto vencedor do Premio Shell 2001 e “Dorotéia” , 2003, de Valeriano Félix, encenado no Festival de Teatro de Eldorado, Argentina e no Festival Internacional de Cultura e Arte do Mercosul, em Puerto Iguazu , Argentina.
No ano de 2002, alguns integrantes da Cia Foz de Teatro se somaram a outros artistas e produtores culturais, formando a Casa do Teatro, organização não governamental que utiliza a arte e a cultura como ferramentas para promover a cidadania e a inclusão social.
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