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Línguas ameaçadas,
visões de mundo à beira da extinção


Uma língua desaparece a cada 14 dias, apontam estudos realizados pela National Geografhic Society e o Instituto Living Tongues . De acordo com a pesquisa formulada pelos dois órgãos, metade das sete mil línguas faladas atualmente em diferentes lugares do mundo, irá desaparecer ainda neste século.

Entre os sistemas mais ameaçados, estão as línguas nativas de tribos indígenas brasileiras, que estão sendo substituídas pelo português, espanhol e idiomas considerados “mais fortes”, consolidados por grandes grupos de falantes.

A fronteira entre o Brasil, Paraguai e Bolívia, os regiões dos Andes e do Chaco são as áreas de maior risco às línguas dos povos originários.

Atualmente, para exemplificar, há menos de vinte pessoas que falam o ofayé e outros 50 praticam o guató , sistemas falados no Mato Grosso do Sul, nas proximidades da Bolívia e do Paraguai. O wayoró , idioma utilizado na Rondônia, é conhecido por um grupo formado de apenas 80 pessoas.

Outro dado apontado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, reforça o risco enfrentado por muitas línguas. Das 154 línguas indígenas de povos do Brasil, 36 estão ameaçadas de morrer imediatamente, cita a instituição sediada no estado brasileiro do Pará.

Outros pontos de preocupação gerados com a pesquisa, estão na América do Norte e a Austrália. O yuchi , sistema utilizado nos EUA e no México e que não mantém relação com nenhum outro no planeta, é falado hoje em dia por apenas cinco idosos. Na Austrália, o magati e o yawuru são pronunciados por somente três pessoas, enquanto apenas uma fala o amurdag .

O desaparecimento de uma língua pode significar o sumiço de toda uma cultura. No caso das línguas indígenas, o pensamento e a cultura tradicionais e a identidade étnica são compartilhados principalmente – e exclusivamente em muitos casos - através da oralidade.

Para a preservação de uma língua, é preciso a formalização de uma gramática, um dicionário de uma série de textos produzidos no referido idioma.

Clique aqui, para ler o artigo “Línguas indígenas: situação atual, levantamento e registro”, de Denny Moore.

 

 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




 

 

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