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Teatro do povo para o povo

Principais grupos de Teatro do Oprimido
se reúnem no Paraná.

Os principais grupos brasileiros que utilizam a metodologia do Teatro do Oprimido, estarão reunidos na IV Mostra de Teatro do Oprimido de Londrina, na região norte do Estado do Paraná, entre os dias 15 e 18 de novembro.

Serão apresentados 14 espetáculos de Teatro-Fórum e diversas atividades de formação, voltadas ao aperfeiçoamento prática cênica criada por Augusto Boal.

Do Paraná, participarão grupos das cidades de Foz do Iguaçu, Londrina e Curitiba, que trocaram experiências com companhias de atores e atrizes de outros cinco estados: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo.

Realizada pela Casa do Teatro do Oprimido de Londrina, a Mostra oferece como um de seus principais princípios a descentralização e regionalização da produção cultural, voltando-se especialmente para os setores que menos têm acesso aos bens e produtos artístico-culturais.

FOZ DO IGUAÇU – A Casa do Teatro, entidade iguaçuesne reconhecida como Ponto de Cultura, através do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, irá participar da Mostra. Três atrizes da entidade são agentes multiplicadores do Teatro do Oprimido, tendo participado dos cursos oferecidos pelo Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, por meio do programa Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto. Na Mostra, explica a atriz e pedagoga, Ednéia Dias, entidade será responsável pela Oficina de Formação em Teatro do Oprimido, onde o método será apresentado como ferramenta de educação, superação de conflitos e afirmação dos valores humanos.

TEATRO ENGAJADO - O Teatro do Oprimido é um método de pesquisa e criatividade, criado pelo dramaturgo brasileiro Augusto Boal, a partir da década de 70, que tem como objetivo a transformação pessoal, política e social e que pode ser usado por todos aqueles que se enquadrem na categoria "oprimidos", sejam operários, camponeses, mulheres, negros, homossexuais, estudantes, etc. Praticado em mais de 70 países e por milhares de praticantes, a idéia central é a mesma: a de transformar o espectador em elemento ativo na encenação onde se pretende iluminar as formas sutis ou declaradas de dominação e exclusão social, proporcionando outras maneiras de ver o mundo e as relações sociais. Para Augusto Boal, o importante é re-situar o indivíduo em seu entorno, apontando novas perspectivas de relações de poder.

A Técnica mais conhecida do Teatro do Oprimido é o Teatro-Fórum. Um espetáculo-jogo, que acontece entre o público e o elenco. O público, após assistir o espetáculo, pode entrar em cena, substituir o protagonista (O personagem que é oprimido) e propor novas ações para o desfecho da peça. O Curinga (Um multiplicador que atua como intermediário entre o palco e a platéia), faz as mediações das intervenções, e também faz a intermediação do debate com a platéia, para validar ou não uma alternativa. O Objetivo deste jogo- espetáculo (Ou espetáculo-jogo) é encontrar o maior número de alternativas válidas, ou seja, que poderiam ser utilizadas pelo oprimido na vida real.

 

 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




 

 

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