Arte contra o gueto

Um muro de concreto de 8 metros de altura, erguido recentemente por Israel cerca a entrada da cidade palestina de Belém, na Cisjordânia. Nas bandas nordeste e noroeste a cidade está isolada. Como único acesso, é mantida uma passagem principal de quatro metros, onde mais tarde, prometem os israelenses, será construído um enorme portão.
O muro passa dentro de Belém e a sua construção foi condenada pela comunidade internacional. Mais que instrumento de segregação, a obra é um dos últimos episódios de anexação dos territórios palestinos a Israel, iniciados com as primeiras ações sionistas ainda na primeira metade do século que passou, passando pela formação do Estado de Israel, ao final da II Grande Guerra e retificados através de diversas guerras e conflitos até hoje não cessados naquela região.

Arte e reflexão - Um grupo de grafiteiros se somou aos gritos de protestos palestinos, e pintaram o longo e cinzento muro de mensagens contra a intolerância que se pratica por meio do isolamento dos árabes da região.
Algumas imagens levam a fissuras imaginárias no muro, projetando o céu e o seu azul esplendoroso, mostrando-se para todos os povos. Outras, como a do artista inglês Banksy, que traz uma pomba com colete a prova de balas, são contundentes na sátira ao processo de ocupação israelense e aos diversos planos de paz.
Aliás, Banksy artistas sempre lembrado pela grande picada de ironia de seus trabalhos, ao tratar fatos e personagens políticos e sociais é o idealizador da instalação coletiva, denominada Santa`s Guetto (O gueto de Papai Noel, em tradução livre). O artista convidou grafiteiros de várias nacionalidades, incluindo palestinos, ingleses, norte-americanos, entre outros.
A montagem de Santa`s Guetto ocorria sempre no centro comercial londrino de Oxford, como uma crítica ao consumismo durante o período de Natal.
Para acessar mais fotos da instalação
coletiva "Santa`s Guetto, clique aqui.
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