Comércio de livros às antigas
Venda de livros porta a porta atingiu quase 20 milhões de exemplares em 2007.
A venda de livro porta a porta representou 9,61% das vendas para o mercado em 2007, com 19,2 milhões de exemplares vendidos, um crescimento de 91,67% ante o ano anterior, que foi de 10 milhões. A informação é da recente pesquisa \"Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2007\", divulgada este mês e encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômica - Fipe pela Câmara Brasileira do Livro - CBL e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros - SNEL que identificou um cenário completo sobre a performance do setor no ano de 2007, incluindo títulos editados, exemplares produzidos e vendidos, faturamento total e crescimento total e por segmentos.
Dentro deste cenário, o segmento de vendas porta a porta ganhou destaque. Em 2007, a participação do setor foi de 9,6% no total de livros vendidos pelas editoras, o que representa uma evolução de 91,3%. Quase 20 milhões de exemplares foram vendidos pelos vendedores porta a porta, o que faz do segmento, o terceiro canal de vendas mais importante para as editoras, ficando atrás apenas das livrarias e dos próprios distribuidores (21,5% de participação).
Segundo Luis Antonio Torelli, presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL) - entidade que congrega as principais empresas de venda direta de livros -, "estes números atestam que a venda de livros no porta a porta não é coisa do passado, como muitos podem pensar". Ainda de acordo com Torelli, "o aumento nas vendas porta a porta decorreu principalmente da mudança no perfil do consumidor. As classes C e D, principais compradores deste canal de vendas, que respondia por 5,43% da comercialização de livros no País e hoje abrange 9,6%, tiveram uma considerável melhoria de renda nos últimos anos”.
Além disso, antigamente o forte das vendas eram as enciclopédias, mas agora os livros infantis e religiosos ganham destaque e representam cerca de 50 a 60% dos volumes comercializados no porta a porta. Em 2007, foram editados 5.570 títulos desse gênero (livros religiosos) no País, 27% mais que em 2006, quando foram editados 4.383 títulos. Já os livros infantis, foram produzidos 14.753.213 de exemplares em 3.491 títulos, contra 12.808.625 e 3.031, respectivamente, um ano antes, o que significa um aumento de 15,1%.
(Com informações do portal Bem Público)
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