Morre o desenhista Claudio Seto

Detalhe de "O Samurai", de Claudio Seto, de 1980,
O desenhista de quadrinhos Claudio Seto morreu neste sábado, 15 de novembro, em Curitiba, onde morava.
Ele teve um acidente vascular cerebral. Os exames feitos no hospital onde foi atendido detectaram uma forte hemorragia. Na manhã do dia 15, foi confirmada morte cerebral.
Seto tinha um quadro de pressão alta e diabetes, doenças que aumentam os riscos de AVC.
Estava com 64 anos.
PIONEIRO -
Claudio Seto é tido como o pioneiro na produção de mangás no Brasil. Ele criou no fim da década de 1960 o personagem "Samurai", produzido no estilo japonês.
As histórias foram publicadas pela extinta editora Edrel e lembravam o traço do mangá "Lobo Solitário", já lançado no Brasil pela editora Panini.
Essas histórias, consideradas raríssimas, foram compiladas num álbum que será publicado pela editora Devir, possivelmente neste ano ainda.
O lançamento deveria ter ocorrido meses atrás (leia aqui a matéria publicada no blog de quadrinhos da uol, em maio deste ano). Foi adiado por conta do processo de recuperação.
Pela mesma editora, lançou neste ano o livro "Lendas Trazidas pelos Imigrantes do Japão".
O vínculo de Claudio Seto com as raízes do quadrinho japonês no Brasil renderam a ele diferentes homenagens neste ano por conta do centenário da imigração japonesa.
Um dos reconhecimentos ocorreu em julho na entrega do Troféu HQMix, a principal premiação da área de quadrinhos do país. O desenhista foi um dos homenageados.
A estatueta da premiação, dada a cada um dos vencedores, usou a forma do Samurai criado por ele (fotografia acima).
A cerimônia de entrega dos troféus também exibiu o documentário "O Samurai de Curitiba", dirigido por Rober Machado e José Padilha. Seto é um dos entrevistados.
A produção abordou os bastidores das editoras Edrel e Grafipar, que publicou eróticos entre o fim da década de 1970 e o início da seguinte.
No HQMix, Seto estava bem. Emocionou-se no palco com a homenagem, feita em vida.
Ele é o terceiro pioneiro dos quadrinhos no Brasil a perder a vida neste semestre.
Eugênio Colonnese, criador de Mirza, a Mulher-Vampiro, morreu em agosto, aos 78 anos.
No mês seguinte, Gedeone Malagola morreu em Jundiaí, na grande São Paulo.
Malagona estava com 84 anos. Trabalhou em diferentes gêneros. Mas era mais lembrado pelos super-heróis nacionais que criou.
(Do blog dos quadrinhos - UOL)
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