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Formação de leitores: o movimento pendular entre a realidade e o sonho

(*) Maria Cristina Lobregat


 
 
Alunos de primeira série que participaram do projeto desenvolvido por Cristina Lobregat

Enfocar a formação de leitores em uma discussão necessita de uma reflexão sobre o século XXI e seus avanços e mudanças acelerados em diversas áreas do conhecimento, entretanto, esse século continua lento e imutável no que se refere à segregação do homem em guetos ou segmentos marginalizados. Nesse cenário, o debate sobre a formação de leitores no contexto escolar requer a análise da postura dos representantes públicos, da escola e da família.
           
A necessidade de políticas de leitura torna-se visível, com programas contínuos e envolvidos por ações eficazes no contexto escolar, como por exemplo, na esfera Federal onde é possível encontrar o Pró-leitura que não teve continuidade e não conseguiu modificar a cultura da não-leitura. Em esferas menores, como a Municipal, a realidade é diferente por não existir tais programas na área de leitura, ficando uma responsabilidade única da escola.
           
O espaço escolar e seus professores, na espera de ações públicas, procuram iniciar um milagre isolado. Inventam, criam e formulam ações indicadoras de caminhos para a formação de leitores, foi assim que uma turma de alfabetização  envolveu-se  no projeto ganhador do Prêmio Professor Paulo Freire em Foz do Iguaçu.
           
O projeto é muito humilde, mas ao mesmo tempo sonhador por objetivar o envolvimento dos pais no processo de formação de leitores, a parte mais difícil de ser realizada. A comunidade envolvida revelou a enorme necessidade de ser inserida na trajetória que vise à cultura da leitura e mesmo sendo um desafio com muitos obstáculos, é possível acreditar que não impossíveis de serem vencidos. Mesmo sendo uma ação pequena e isolada no contexto da não-leitura, poderá em pequenos momentos fazer uma grande diferença em uma realidade que segrega algumas camadas sociais.
           
Nesse percurso foram construídos novos significados, certezas e incertezas, descobertas e reencontros com a literatura infantil diante de sua força para preparar as crianças para a busca do conhecimento devolvendo-lhes sonhos, desejos e fantasias que alimentam a imaginação infantil.


(*) Maria Cristina Lobregat professora do ensino fundamental em Foz do Iguaçu e desenvolve projetos de incentivo à leitura.

   
 
 
 
 
 
 

 

 

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